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Festival pernambuco nação cultural

Instigação marcou a noite de sexta em Gravatá

Público no show de Nando Reis (Foto: Costa Neto)

Público no show de Nando Reis (Foto: Costa Neto)

 Por Duda Martins

Nando Reis sempre se fez presente nas suas músicas. Ele é metalinguagem. Está para suas composições assim como elas estão para ele. Mas é bom ver quando alguém, de repente, sai de si para ser outros. Na noite de ontem (14/9), o Palco Nação Cultural viu muitos artistas em um só. Sem dúvida, Nando foi uma das grandes atrações da noite, com parte do show “Bailão do ruivão”, o seu primeiro de músicas não autorais. No mesmo palco, a paulista Mariana Aydar fez sua estreia no interior de Pernambuco, ainda representado pelo projeto local Canta Gravatá e pela cantora Chris Nolasco, que nasceu na Bahia, mas veio morar em Pernambuco aos 2 anos.

Projeto Canta Gravatá abriu a noite (Foto: Costa Neto)

Projeto Canta Gravatá abriu a noite (Foto: Costa Neto)

Treze cantores, além de músicos e vocais de apoio, estavam entre o casting do Canta Gravatá, projeto de artistas locais que procurou agradar a todos os gostos, com apresentações de MPB, rock pop, forró, balada e até reggae. Nos intervalos, o DJ Dolores era um show à parte, ora interagindo com o rap de Zé Brown, que estava na locução do palco; ora colocando o povo para dançar com seu repertório de vanguarda.

Palmas para a cantora Chris Nolasco, que chegou em seguida com sua voz suave, presença de palco e ótimo repertório. Uma boa combinação para a noite de ontem. Sem contar o afinado time de músicos, que mandou bem nos arranjos de jazz, samba e música afro. “Pele negra” é o nome do disco. Muita qualidade.

Chris Nolasco foi de jazz, samba e música afro (Foto: Costa Neto)

Chris Nolasco foi de jazz, samba e música afro (Foto: Costa Neto)

De cantoras o Brasil está bem servido. Mariana Aydar veio com tudo para Gravatá. Antes de entrar no palco, nos confessou: “Há duas semanas, fiz meu primeiro show no Recife, no incrível Teatro de Santa Isabel. De coração, foi um dos melhores shows da minha vida. Minha expectativa é que aqui seja igual ou melhor”. E se cumpriu. Charmosíssima do começo ao fim do show, Mariana estava solta no palco: dançou, pulou, fez caras e bocas, tocou triângulo e cantou, o que sabe fazer de melhor.

Enquanto isso, o público gritava seu nome, pedia músicas  e cantava junto em várias delas, como o samba “Vai vadiar”, o forró (que é uma de suas especialidades) “Tá?” e a composição em parceria com o seu grande amigo Dominguinhos, intitulada “Preciso do seu sorriso”. Uma das maiores qualidades da paulista é que olha nos olhos da plateia. Amor que dá pra ver e ouvir.

Mariana Aydar , charmosa e instigada (Foto: Costa Neto)

Mariana Aydar , charmosa e instigada (Foto: Costa Neto)

Ansiosa pela entrada do “ruivão”, Assíria Lima, 17, segurou o cartaz: “Nando, me dá teu All Star”, mas não segurou as lágrimas ao ver o ídolo entrar cantando a primeira: “Sou dela”. Não sabia se cantava, tirava foto, gritava ou chorava. “Eu vim de Caruaru, sou muito fã dele. Por favor, deixa eu entrar aí”, insistindo por um lugar no frontstage. De boina e jaqueta jeans lá se foi Nando Reis, tocando em um show espetacular. “O mundo é bão Sebastião”, “All star”, “Do seu lado”, e numa roupagem rock’n’roll incrível, fez um pout-pourri de Wando, com “Fogo e paixão”, e Michael Sullivan e Paulo Massadas, com “Whiski a gogo”.

Foi quando se transformou em muitos. Foi quando Assíria não aguentou e pulou a cerca que dava acesso aofrontstage e teve que ser retirada aos prantos. Com “Frevo mulher” e “Marvin” encerraria o show, não fosse os gritos de “mais um” e “Bichos escrotos” dar o adeus a uma noite inesquecível.

Nando Reis fechou a noite com "Bichos escrotos" (Foto: Costa Neto)

Nando Reis fechou a noite com “Bichos escrotos” (Foto: Costa Neto)

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