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“Luiz Gonzaga é a trilha sonora do meu filme diário”

Marcelo Soares

Marcelo Soares

Cezzinha do Acordeon e seu fiel escudeiro

Nesta quinta (13/9), a noite de abertura do Palco Nação Cultural de Gravatá será de homenagem a Luiz Gonzaga. O Rei do Baião, que inspira músicos de várias gerações, terá grandes sucessos interpretados por nomes da música pernambucana, como Galeguinho de Gravatá, Toinho do Baião, Anastácia e Cezzinha do Acordeon. A festa começa às 22h e para antecipar o clima, conversamos com o jovem músico Cezzinha, a fim de conhecer um pouco de sua trajetória. Apadrinhado por grandes referências da música pernambucana, como Dominguinhos e Terezinha do Acordeon, Cezzinha é a prova de que o forró envolve todos, sem distinção de idade. Para o músico, o coração fala mais alto e não há outro ritmo além do bom forró. Leia abaixo a nossa conversa com ele.

FPNC.org – “Convidando a transbordar” é o show que você apresenta para o público de Gravatá. Como será este momento?
Cezzinha – Embora eu tenha feito esse álbum em 2010, não cheguei a trabalhar com ele logo. Voltei a acompanhar alguns artistas e somente este ano que, de fato, voltei a trabalhar com ele. O público pode esperar um show com trabalhos autorais, com influências de jazz e frevo, e como não poderia faltar, composições de Dominguinhos. Além disso, vou fazer algumas citações ao meu novo trabalho, que está sendo finalizado no estúdio. Muita coisa boa vem por aí.

FPNC.org – Qual a expectativa para o lançamento de seu novo álbum?
Cezzinha – Como estou ainda finalizando em estúdio as músicas, acredito que em outubro já esteja pronto para lançar. Ainda estou na dúvida sobre quantas músicas terá, mas 14 já são certas, dentre elas algumas citações a Luiz Gonzaga, Dominguinhos, nomes desse mundo sanfônico… Sivuca também e composições minhas em parceria com Chico Pessoa e Nando do Cordel.

FPNC.org. – Você já esteve no FPNC do Agreste Setentrional (Taquaritinga do Norte), junto com o Projeto Viva Gonzagão. Desta vez é sua hora de prestar sua homenagem a Lua Gonzaga sozinho. Isso pesa?
Cezzinha – Já é bem natural para mim, porque já venho fazendo isso há muito tempo. Luiz Gonzaga é a trilha sonora do meu filme diário, estou acostumado. É fácil pra mim e ao mesmo tempo difícil, porque é muita responsabilidade, já que ele vem sendo cantado por muita gente. Então, para dar minha interpretação, sempre coloco alguns itens, ritmos melódicos e harmônicos diferentes, tudo com muito respeito ao valor que essa tradição merece. Para mim não é difícil, porque se trata de um gênero que amo muito, e acho que deve ser lembrado e respeitado. Até porque é o único gênero, criado por Luiz Gonzaga, que deu perfil ao Nordeste. Até então, fora o frevo e outros gêneros, o forró foi um dos poucos que se destacou de forma bem tradicional, levando a cara de Pernambuco para o mundo. Luiz Gonzaga brigou para levar nosso histórico pernambucano para o mundo, através do forró. Então, falta um pouco de cuidado com essa música que é tão forte e tão bonita, para que não deixe acabar.

FPNC.org – A sanfona é um instrumento que acompanha você desde pequeno. Após muitos anos tocando com importantes artistas, foi difícil começar um trabalho solo?
Cezzinha – Comecei com a sanfona desde cedo. Até hoje é o único instrumento que toca comigo e faz meu coração bater forte. Ao longo dos anos de estrada, várias pessoas me ajudaram, como Terezinha do Acordeon, a quem chamo carinhosamente de mãe; Dominguinhos; Elba Ramalho. A maioria dos artistas que convivi sempre me incentivaram a cantar, porque não temos quase referenciais jovens na sanfona, então eles viam em mim a esperança de resgatar essa tradição. E hoje fico feliz por muitos jovens me ligarem para dizer que estão pegando minhas músicas e, de certa forma, dando continuidade à tradição.

FPNC.org – Qual a mensagem que você deixa para o público que o aguarda para o show de quinta (13/9)?
Cezzinha – Espero todos com muito coração, poesia e música boa. Quero resgatar em toda essa juventude, com muito respeito à tradição, o amor ao forró e a Luiz Gonzaga. Vamos juntos elevar nossa música a um patamar cada vez maior.

 

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