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Festival pernambuco nação cultural

Marcelo Jeneci se joga nos braços de Taquaritinga do Norte

Show do cantor, músico e compositor paulista foi o mais aclamado nesta edição do FPNC

Costa Neto/Secult-PE

por Leonardo Vila Nova

Último dia do Festival Pernambuco Nação Cultural na cidade de Taquaritinga do Norte. Neste sábado (13), parte do município e alguns visitantes de outras regiões aguardavam pelos shows que aconteceriam logo mais, a partir das 21h, no Palco Nação Cultural, na Praça Padre Otto Sailer. Um dos motivos da expectativa era a apresentação do cantor, músico e compositor paulista Marcelo Jeneci, que voltava ao município, após dois anos, para mais uma apresentação pelo FPNC. Antes dele, subiram ao palco os cantores Allexa, Almério e Geraldo Maia, com shows que impressionaram pela qualidade, seja estética ou de repertório.

Catártico. Não haveria adjetivo melhor para definir o show de Marcelo Jeneci. Última atração da noite, ele coroou esta edição do FPNC com uma apresentação que levou o público ao delírio. Apresentou, em maior parte do show, canções do seu mais recente trabalho, “De graça”, segundo álbum solo. No entanto, apesar de relativamente novas, as canções deste CD também estavam na ponta da língua do público, que, bem antes dos shows, o aguardava com ansiedade. Foi o caso dos jovens Felipe Cícero de Almeida, 19, e Guilherme Melo, 20, que vieram de Caruaru especialmente para ver Jeneci. Eles estavam entre os inúmeros jovens que se aglomeravam no gargarejo para conseguir um visgo que fosse da imagem do artista diante dos seus olhos, ao longo do show.

Costa Neto/Secult-PE

O que mais agrada nele é a tranquilidade e a paz que as músicas dele me passam, é uma coisa da alma mesmo“, dizia Felipe, que acompanha a carreira de Jeneci há três anos e já assistiu a shows do artista em Caruaru, em Garanhuns, durante o Festival de Inverno deste ano, e na própria Taquaritinga, em 2012, durante o FPNC. “Ele é o meu artista preferido. As letras dele falam diretamente com a gente. A gente se encontra no que ele diz nas músicas“, completou Guilherme.

Tamanha empatia com o público se deve ao conteúdo extremamente passional e emotivo das canções de Jeneci. Além disso, ele também mostra, atualmente, uma atitude mais extrovertida e com músicas mais agitadas e pesadas em palco, do que em tempos anteriores. “Alento”, justamente a primeira faixa do disco novo (e que abriu o show do último sábado), é prova disso. É música para dançar, assim como “Pense duas vezes antes de esquecer”, essa do “Feito pra acabar”, e uma das que encerrou a apresentação, durante o bis. Outra coisa que pode significar essa sinergia entre Jeneci e o público é a sua ascendência. Filho de um pernambucano de Sairé, ele tem laços fortes com Pernambuco. Não apenas os familiares, mas também de amizade. Construiu e solidificou parcerias aqui.

Costa Neto/Secult-PE

Costa Neto/Secult-PE

Acompanhado de Laura Lavieri (esq.) e de uma excelente banda, Jeneci fez público cantar todas as músicas

Além do meu pai, que trabalhou a vida inteira lidando com sanfona, com vários músicos, o que eu mais observo como influência, em volta de mim, são os meus avós pernambucanos. E isso faz com que eu me sinta sempre muito próximo daqui. E esse meu nome, ‘Jeneci’, é tipicamente local. Existem vários homens e mulheres com este primeiro nome. Então, a minha sensação, por todos esses motivos, que se juntam ao carinho que eu recebo quando venho pra cá, parece aquela coisa ‘ó, estamos recebendo de volta alguém que daqui e que vem cheio de coisas especiais pra dizer pra gente. Romanticamente, é assim que eu vejo e que eu sinto“, explica ele sobre a sinergia entre ele e Pernambuco.

Ao longo do show, a cada música, essa ligação foi se estreitando mais e mais. Ao lado da parceira Laura Lavieri e dos excelentes músicos da sua banda, ele entoou as suas canções acompanhado pelo coro ensurdecedor de fãs e admiradores. Grande parte do show foi baseada no repertório do álbum “De graça”, “Tudo bem, tanto faz”, “Sorriso Madeira”, “O melhor da vida”, “A vida é bélica” estavam entre as canções. Mas composições de “Feito pra acabar” também marcaram presença, como a própria canção-título, “Pra sonhar”, “Felicidade” e “Dar-te-ei, quando, inesperadamente, Jeneci desce do palco e se joga nos braços da plateia, no momento de maior catarse.

Não houve quem saísse com o coração ileso, depois te tamanha emoção.

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