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Festival pernambuco nação cultural

Mazurca e São Gonçalo seguem vivos

São Gonçalo de Verdejante (Foto: Roberta Guimarães)

São Gonçalo de Verdejante (Foto: Roberta Guimarães)

Encontro das manifestações populares, realizado pelo FPNC, embelezou a cidade nesse sábado (26/5) 

Por Julya Vasconcelos

Conta-se que antigamente todo mundo dançava mazurca em Verdejante (cidade do Sertão Central pernambucano). As casas eram simples, de taipa, e o chão de barro precisava ser aplainado. Para ajudar a bater o piso, as pessoas dançavam, e assim o ritmo de origem portuguesa foi sendo popularizado no povoado. Durante anos, a mazurca dividiu espaço com o forró, a valsa e o bolero nos salões de baile.

“A mazurca eu comecei a dançar quando era rapazinho jovem. Todo mundo dançava. Depois caiu de moda, como se diz”, conta Seu Antenor, integrante do grupo Na Flor da Idade, e atual representante do São Gonçalo de Verdejante. Além da mazurca e do São Gonçalo, eles dançam também quadrilha e dança da peneira e da fita. O grupo, que já tem 9 anos e cerca de 180 integrantes, se apresentou no início da noite desse sábado (26/05), na praça em frente à prefeitura de Verdejante, como parte da programação do FPNC.

O grupo de mazurca de Parnamirim dividiu o encontro de cultura popular com o São Gonçalo, a mazurca e o forró do grupo do Seu Antenor. Acordeon, zambumba e triângulo tomaram a praça da Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que estava repleta de crianças, jovens e adultos. Vestidos com um tecido colorido de chita, o grupo de Parnamirim encerrou a apresentação com um discurso de Antônia Souza, que contou a todos que, no alto de seus 57 anos, estava se formando professora. E incentivou as senhoras que ainda não puderam concluir os estudos a fazerem o mesmo.

Mazurca de Parnamirim (Foto: Roberta Guimarães)

Mazurca de Parnamirim (Foto: Roberta Guimarães)

Os grupos de idosos, além de terem o valor inegável de resgate e manutenção das culturas de São Gonçalo e mazurca, tem a importância de dar aos seus integrantes a possibilidade de estarem ligados a uma atividade. Alzira Isabel disse que se sente melhor agora do que no tempo em que era nova. “Eu me sinto bem, me sinto feliz. Às vezes dá uma ‘vergonhinha’ de me apresentar, mas bem pouco. Eu sinto uma vida”, contou, sentada em um dos bancos da praça, um pouco antes de começar a dançar.

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