Pular a navegação e ir direto para o conteúdo

O que você procura?
Newsletter

Festival pernambuco nação cultural

Moda como fazer criativo

O uso de materiais sustentáveis foi colocado em questão na passarela (Foto: Costa Neto)

O uso de materiais sustentáveis foi colocado em questão na passarela (Foto: Costa Neto)

Desfile em Toritama encerrou ontem (31/8) as atividades de design e moda no festival

Por Raquel Holanda

Após três dias movimentando a cidade de Toritama com ações de design e moda, o FPNC encerrou na sexta (31/8) suas atividades nesse segmento com um desfile na Praça Nossa Senhora da Conceição, no Centro do município. Além do evento de encerramento, a Assessoria de Design e Moda da Secretaria de Cultura de Pernambuco realizou, em parceria com  os Ativistas da Moda, uma mesa de debate sobre a situação da moda no estado na quarta (29/8) e um workshop com uma proposta de transformação do jeans na quinta (30/8) .

O desfile, que marcou a discussão levada pelo festival ao polo de produção de moda no estado, deu destaque a 18 confecções feitas a partir de materiais sustentáveis, coletados de indústrias e ateliês nas cidades de Caruaru, Pesqueira, Toritama e Recife. Entre os modelos que exibiam vestidos, calças e camisas com as cores de Pernambuco, confeccionados a partir de trabalhos artesanais característicos de sua produção textil, ativistas da moda chamaram a atenção ao entrarem na passarela com frases como: “Tu me ensinas a fazer renda, que eu te ensino a sustentar” ou então “Poluíram o mangue, poluíram minha moda!”; ou ainda “Você é sustentável? Quem sustenta a moda?”.

Segundo Vinícius Carvalho, diretor executivo da Secult/PE, as ações do FPNC do Agreste Setentrional revelam a continuidade das ações de promoção do descentramento da produção cultural no Estado. “Desde que criamos a assessoria de moda e design no ano passado, continuamos os preceitos do nosso trabalho de descentralizar as ações e a promoção da cultura pernambucana. Então, nada mais pertinente do que estar em Toritama,  uma das cidades de maior produção de vestuário no estado, para discutir o conceito de uma moda sustentável e a diversificação da criação”, esclareceu. “A moda não só deve ser vista como uma produção industrial, mas também como um processo criativo”, complementou o diretor.

Debate
Para Leopoldo Nóbrega, integrante dos Ativistas da Moda, um dos momentos mais importantes dessas ações aconteceu durante o debate, quando os participantes do encontro propuseram a possibilidade de criação de um laboratório criativo em moda conceitual. “Conseguir plantar uma sementinha de uma nova ação, isso é muito interessante”, enfatizou Nóbrega.  Participaram da mesa “Moda para Todos”, Luciano Gonçalo, coordenador de Economia Criativa da Secult/PE; Leopoldo Nóbrega, dos Ativistas da Moda; Edilson Tavares, representante do Centro de Referência da Moda; Maria de Fátima, professora do curso de Design de Moda da Fadire; além de um representante do Senai, da cidade de Santa Cruz do Capibaribe.

< voltar para home