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Festival pernambuco nação cultural

Noite com sotaque pernambucano e carioca no FPNC Gravatá

Seu Jorge foi performático no Palco Nação Cultural (Foto: Ricardo Moura)

Seu Jorge foi performático no Palco Nação Cultural (Foto: Ricardo Moura)

Última noite de shows do FPNC de Gravatá foi do som de Olinda ao do Rio de Janeiro

Por Julya Vasconcelos

Um performer, é assim que se pode definir Seu Jorge na apresentação de ontem (15/9), no Palco Nação Cultural de Gravatá. O cantor e compositor entrou no palco de capuz, fazendo mistério e exaltando a música pernambucana. Dançou, jogou charme pro público e atravessou o palco de canto a canto. Fumou um cigarro e tomou uma latinha de cerveja sentado ao lado dos metais, enquanto os músicos solavam e dançavam com um ar blasé estudado.

O show dele foi forte, dançante e cheio de energia do início ao fim. A banda gigante, que faz lembrar bandas clássicas da black music, alia competência musical e performance, seguindo a energia de Seu Jorge. O sucesso “Mania de peitão” foi a primeira música da noite, que já conquistou de cara o público que lotava o Parque de Eventos Chacre Mussa Zarzar. Mas “Tive razão” foi, sem dúvida, o ponto alto da noite, com uma plateia cantando cada verso com o cantor, que mais de uma vez afastou o microfone e convidou o coro a dominar a música.

Além do suingue carioca de Seu Jorge, o Palco Nação Cultural teve sotaque pernambucano forte na noite do sábado (15/9). Trazendo uma identidade geográfica inegavelmente marcante, Dunas do Barato, Eddie e Orquestra Contemporânea de Olinda também deixaram a sensação de que na música pernambucana de hoje, cabe o mundo inteiro dentro. As três bandas, completamente distintas tanto musical quanto cenicamente, fizeram o público dançar sob uma chuva fina e insistente que caiu durante quase toda a noite.

A OCO abriu a noite tocando músicas do disco novo “Pra ficar” e algumas faixas do trabalho anterior, lançado há quatro anos. Com o repertório, cumpriram fielmente a promessa de fazer o público dançar. Logo depois, a Dunas do Barato levou ao palco um bom show, com forte pitada tropicalista. Natália Meira, vocalista da banda, impressionou pela qualidade vocal.

A também olindense Eddie mesclou basicamente músicas do celebrado disco “Carnaval no inferno”, de 2008, e “Veraneio”, o mais recente trabalho da banda. “A gente adorou cada segundo aqui”, disse Fábio Trummer aos fãs que vibraram a cada música, especialmente “Bairro Novo/Casa Caiada”, cantada em coro pelo público, “Parque de diversões” e “O baile de Betinha”, que contaram com a participação especialíssima de Erasto Vasconcelos.

Dunas do Barato (Foto: Ricardo Moura)

Dunas do Barato (Foto: Ricardo Moura)

Orquestra Contemporânea de Olinda (Foto: Ricardo Moura)

Orquestra Contemporânea de Olinda (Foto: Ricardo Moura)

Eddie (Foto: Ricardo Moura)

Eddie (Foto: Ricardo Moura)

Alto do Cruzeiro
No polo descentralizado do FPNC de Gravatá, o friozinho agradável do Alto do Cruzeiro recebeu Sérgio Buq, Maria da Paz e Alexxa. A segunda atração a entrar no palco fez um ótimo show, tocando clássicos do forró e composições próprias, com direito a uma boa versão de “O ciúme”, de Caetano Veloso. Mas o melhor da programação do sábado (15/9) ficou por conta da cantora e compositora Alexxa, com sua voz incrível, que interpretou nomes como Dorival Caymmi e Alceu Valença.

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