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O valor de mãos que transformam a imaginação em muitas faces do Brasil

Mario Costa, filho de Janete e curador da mostra (Foto: Ricardo Moura)

Mario Costa, filho de Janete e curador da mostra (Foto: Ricardo Moura)

O FIG 2013 chegou ao fim no dia 27 de julho, mas a exposição que homenageia Janete Costa segue até 13 de setembro, no Sesc Garanhuns

Por Olívia Mindêlo

Quantos nomes cabem numa vida? Na de Janete Costa (1932-2008), muitos. Fida, Lourenço, Vitalino, Ana das Carrancas, Serginho… Nomes de artistas populares que, muitas vezes antes de se tornarem conhecidos, ganharam a atenção (e a coleção) da arquiteta pernambucana, nascida em Garanhuns. O legado desse olhar que garimpou arte como quem buscava pedras preciosas, escondidas em ostras, rochas escuras, ainda pode ser conferido na galeria do Sesc Garanhuns, na exposição “Janete Costa: um olhar interior”, em cartaz até o dia 13 de setembro.

Pelas mãos de Janete, a arte popular brasileira, sobretudo a nordestina, ganhou novas luzes, em projetos sofisticados de casas, hotéis, museus e galerias. Atraída desde cedo pelo trabalho de talhadores, modeladores de barro e mãos que transformam a imaginação em muitas faces do Brasil, a arquiteta revelou o valor de artistas que costumavam ser menos vistos e valorizados, em feiras ou ateliês.

Para Mario Costa, filho de Janete e curador da mostra, ela “tirou a arte popular da varanda e colocou na sala de estar”, ou ainda: “colocou o Brasil dentro da casa brasileira”. Isso significa muito e pode ser sentido na seleção das peças da exposição do Sesc Garanhuns, inaugurada durante o 23º Festival de Inverno de Garanhuns, que a homenageou este ano.

Ao todo, são cerca de 100 peças, todas colocadas com carinho, numa montagem super cuidadosa e delicada, como as obras dos artistas e o próprio olhar de Janete. Algumas delas pertenceram à coleção particular da arquiteta, e eram inclusive utilizadas por ela em sua casa para colocar frutas e outras coisas. Eram o caso dos potes em forma de carranca e de uma gamela. Também há trabalhos incríveis garimpados por Mario Costa, que quis, com esta mostra, lembrar os maiores propósitos de vida de sua mãe: valorizar a arte popular, distingui-la do artesanato e, assim, incluir os artistas no mercado e no espaço simbólico e institucional do campo artístico.

Leia mais sobre Janete Costa aqui.

Serviço:

Exposição “Janete Costa: um olhar interior”

Em cartaz até 13 de setembro, na galeria de arte do Sesc Garanhuns (Rua Manoel Clemente, 136, Centro – Garanhuns/PE)

De terça a sexta, das 9h às 21h, e sábado, de 9h às 13h.

Entrada franca

31/07/2013 | Compartilhe: Facebook Twitter

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