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Para cantar, dançar e ser feliz

Orquestra Contemporânea de Olinda (Foto: Tiago Calazans/O Santo/Divulgação)

Orquestra Contemporânea de Olinda (Foto: Tiago Calazans/O Santo/Divulgação)

Por Julya Vasconcelos

Segundo a Orquestra Contemporânea de Olinda, a música não tem classificação – ou pelo menos isso não é algo que deve ser pensado por músicos. A estes cabe o papel nada simples de fazê-la, tocá-la e transformá-la em matéria; no caso da OCO, em diversão. “O que queremos é que todos se divirtam com a gente! Que cantem, que dancem e sejam felizes!”, dizem, antecipando o show que vão apresentar neste sábado (15/9), no FPNC de Gravatá, na noite em que também se apresentam no palco principal o Dunas do Barato, a banda Eddie e o cantor Seu Jorge. Nascida em 2007, a banda, que segue aquela velha conhecida premissa antropófaga-mangue de “uma antena parabólica enfiada na lama”, é definitivamente olindense, mas também cosmopolita. A produção de Arto Lindsay, a boa recepção do novo disco e o compartilhamento, gratuitamente, de suas músicas na rede são alguns dos assuntos tratados na entrevista a seguir.

FPNC.org – Como surgiu a Orquestra Contemporânea de Olinda?
Orquestra Contemporânea de Olinda - Surgiu em 2007. Músicos que já tinham uma carreira desenvolvida, solo ou tocando em outras bandas se uniram para formar a big band olindense. Junto a eles, o Grêmio Musical Henrique Dias, primeira escola profissionalizante de música (de Olinda, de 1954), coordenada pelo maestro Ivan do Espírito Santo, completaram o grupo com o naipe de quatro metais na formação da OCO. A ideia de juntar os dez músicos foi do percussionista Gilú Amaral.

FPNC.org – Essa formação de big band tem raízes nas bandas de jazz. Isso faz parte da bagagem de vocês? Falem um pouco das influências musicais da orquestra.
OCO - Vivemos numa cidade cosmopolita e também somos curiosos pela música do mundo. Ouvimos de tudo, mas é evidente a presença da música africana, por exemplo, em nossas influências. Somos influenciados pelos sons que vêm de Olinda e passam por Olinda.

FPNC.org – Como vocês classificam, se é que têm essa preocupação, o som produzido pela orquestra?
OCO - Pra gente, música não tem classificação. Classificar o gênero não é um papel nosso, mas, sim, de vocês, da imprensa! (risos) Fazemos a música que acreditamos e queremos que seja sempre assim, para que continue fazendo sentido em nossas vidas.

FPNC.org – O álbum “Pra ficar” foi produzido por ninguém menos que Arto Lindsay, que já produziu nomes como Gal, Caetano e Tom Zé. Vocês já tinham alguma relação com ele? Como se deu essa parceria e qual o reflexo disso?
OCO - Convidamos Arto para produzir o disco em dezembro de 2011. Mandamos a pré-produção numa sexta-feira e já na segunda ele nos deu a resposta positiva de que queria participar do trabalho. Ele foi fundamental para a sonoridade que conseguimos alcançar no disco “Pra ficar”, junto com o engenheiro de som Renato Godoy, que nos acompanhou na gravação no Fábrica Estúdios e na mixagem. Arto é uma profissional atento e que sabe muito bem trabalhar em equipe. Ficamos muito satisfeitos.

FPNC.org – A maior parte das músicas de vocês é assinada pelo grupo. Como é que se dá esse processo de composição em conjunto?
OCO - O processo de composição do disco “Pra ficar” foi bem em conjunto mesmo. Nenhum de nós trouxe base ou letra pronta. Fizemos tudo junto, de verdade. E isso é resultado da nossa interação enquanto grupo. Nos conhecemos há muitos anos e a música foi um resultado desse tempo que convivemos.

FPNC.org – O que esperar da trajetória desse segundo disco, que já vem colhendo elogios de público e crítica?
OCO - O trabalho, quando feito com verdade, amor e seriedade, tem seus frutos colhidos naturalmente. Esperamos que tudo aconteça de forma natural. Mas queremos voltar aos lugares por onde passamos e chegar a novas praças e públicos.

FPNC.org – Por que disponibilizar o disco online, gratuitamente?
OCO - Na verdade, para o público, pode parecer gratuito. Mas disponibilizamos o disco pelo sistema “Pague com um tuíte”, ou seja, a pessoa só consegue baixar o disco se divulgar o disco pelo Twitter ou pelo Facebook. Um sistema de troca que já nos rendeu, em 1 mês, mais de 10 mil downloads. Temos a internet como nossa grande aliada, há muito tempo. Investimos em uma equipe de comunicação. E pra gente, divulgar o nosso trabalho, é o que importa. O disco físico virou uma peça romântica, que achamos muito legal, mas que não nos dá mais lucros reais. O que vale mesmo para uma banda independente é ter o máximo de pessoas ouvindo o trabalho, porque é isso que vai gerar novos contratos para shows.

FPNC.org – O que o público de Gravatá pode esperar do show que será apresentado no sábado (15/9)?
OCO - O show da turnê “Pra ficar”, que vem sendo preparado há mais de um ano. O que queremos é que todos se divirtam com a gente! Que cantem, que dancem e sejam felizes!

Clique aqui, baixe o disco da Orquestra Contemporânea de Olinda e pague com um tuíte!
Ou, se preferir, acesse o soundclound da banda.

 

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