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Festival pernambuco nação cultural

Para Gonzaga, um forró dos bons

Anastácia promete cantar os clássicos, em homenagem ao Rei do Baião (Foto: Divulgação)

Anastácia promete cantar os clássicos, em homenagem ao Rei do Baião (Foto: Divulgação)

Hoje (13/9), na noite em que o Festival Pernambuco Nação Cultural homenageia Gonzagão pelo seu centenário, o palco principal do Parque de Eventos Chacre Mussa Zarzar recebe alguém que “canta com propriedade” sobre o assunto. A forrozeira Anastácia caminhou bem perto do Rei do Baião em boa parte da sua trajetória. Com ele, aprendeu a fazer forró dos bons e ganhou a admiração do Lua, a quem chamava de irmão.

Radicada em São Paulo, a pernambucana representa suas raízes por onde passa. Apesar de ter migrado na década de 1960, a ligação com a terra natal ainda é tanta que foi a homenageada do São João do Recife em 2010, e este ano integrou a programação do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG). “Estou sempre no Nordeste, mas há muitos anos não vou a Gravatá. Recebi este convite e estou feliz da vida”, conta entusiasmada a cantora e compositora.

E se depender do repertório desta noite, a animação vai continuar. O forró será garantido com músicas como “Asa branca”, “Cantiga de vem, vem”, “Já vou mãe” – uma das composições de Anastácia gravada por Gonzaga – e “Assum preto”. Esta última é a preferida da cantora. “Amo essa música do fundo do coração . Também ‘Pajeú’, que ele sempre dedicava a mim nos shows”.

Entre Anastácia e Luiz Gonzaga, a admiração era algo recíproco. Mas a dela nasceu bem antes: “Eu tomei gosto pelo trabalho de Gonzaga quando tinha 6 anos. Não tinha nem luz em casa e o meu vizinho me convidava pra ouvir ‘o homem da sanfona’. Cresci admirando e acompanhando tudo o que ele fazia”. A primeira vez que viu o ídolo de perto foi nos corredores da Rádio Jornal, onde trabalhou nos anos 1950. “Não chegava nem perto, com vergonha, porque para mim ele era uma estrela e eu só estava começando a minha carreira. O que foi um engano, porque ele era uma pessoa muito simples.”

Depois de um tempo, Anastácia foi convidada para fazer carreira em São Paulo, onde tornou seu nome conhecido. Foi quando finalmente travou sua primeira conversa com o Lua e recebeu um convite para acompanhá-lo na sua turnê pelo Nordeste. “O acordo era o seguinte: eu abria os shows dele e depois descia para vender os seus livros na plateia. Fizemos isso durante três meses. Foi uma experiência inesquecível.” Desde então, a parceria cresceu a ponto de se chamarem irmãos. Irmãos de sanfona, de vida.

Hoje à noite Anastácia promete relembrar um pouco do que viveu ao lado de Luiz Gonzaga. “Hoje tenho a honra de representar este homem que marcou a história da música brasileira.”

Leia também entrevista com Cezzinha do Acordeon, que toca esta noite.

Veja abaixo a programação completa desta noite do Palco Nação Cultural:

Quinta-feira, 13/9
Homenagem ao Centenário de Luiz Gonzaga

22h  – Galeguinho de Gravatá
23h  – Toinho do Baião
00h  – Anastácia
1h30 – Cezzinha do Acordeon

 

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