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Festival pernambuco nação cultural

Quarta de rock!

Público de Arcoverde marcou presença nos shows do Palco Nação Cultural, ontem, em Arcoverde

Por Gilberto Tenório

Público no show da banda Plugins ontem, em Arcoverde (Foto: Clara Gouvêa)

Público no show da banda Plugins ontem, em Arcoverde (Foto: Clara Gouvêa)

Seis bandas diferentes e uma proposta em comum: levar a sonoridade e as mensagens da música alternativa produzida em Pernambuco para o grande público. Ao som de muito hardcore, metal e outras vertentes do rock, seis grupos abriram a programação do Palco Nação Cultural, nessa quarta-feira (11), em Arcoverde, no Sertão do Moxotó. As bandas locais Fetus, Sistema de Protesto, BCR e Irmandade Punk se uniram às recifenses Plugins e B.U em uma noite marcada pela força e vibração do legítimo rock.

Primeiro a subir ao palco, Fetus mostrou um repertório autoral com destaque para as músicas “Veneno para sorrir” e “Anjos mais pesados que o céu”. O grupo, que tem um verdadeiro fã clube, agradou ao público heterogêneo presente na Praça Virgínia Guerra, ontem à noite. “Conheço esses meninos desde pequenos e acho muito bom vê-los no palco, se apresentando para gente da cidade e de fora também”, comentou a dona de casa Alice Moura. A banda, formada em 2004, começou tocando covers, mas logo resolveram enveredar por canções próprias. Para relembrar a origem, o trio executou “Creep” – sucesso da banda inglesa Radiohead.

Na sequência, quem deu o recado foi o grupo BCR, também de Arcoverde. Com uma sonoridade mais pesada, fortemente influenciada pelo punk, a banda mostrou canções com temáticas sociais. “A periferia merece respeito e dignidade”, gritou o vocalista Rodolfo Barreto durante show. Veterano na cena musical da cidade, o músico, que criou o BCR em 1998, destacou a importância do evento. “Começamos participando de festivais produzidos por nós mesmos. Agora, é gratificante estar neste festival, uma iniciativa importante para a valorização do som que é produzido na cidade”.

Sistema de Protesto, terceira atração da noite, também é arcoverdense. A turma, que tocou pela primeira vez oficialmente no polo junino da cidade em 2007, tem como principais influências os grupos Motorhead e Ratos de Porão. Na apresentação dessa quarta, o vocalista Erick Maxuel inovou, ao convocar uma roda punk formada só por mulheres. O músico falou também sobre a importância do Festival Pernambuco Nação Cultural, que acontece pela primeira vez na região (Sertão do Moxotó). “Esse festival é mais uma oportunidade para divulgar as bandas que nem sempre têm canais para mostrar o seu trabalho”, destacou.

Ramones, Garotos Podres e Green Day são as principais influências sonoras destacadas pelo vocalista Felipe, 17 anos, da banda Irmandade Punk – quarta atração da noite. O grupo, formado em 2008, mostrou canções próprias e finalizou o show com um clássico “Roots blood roots”, da Sepultura.

Misturando rock, hardcore e hip hop, a banda recifense Plugins contagiou o público que se manteve presente até o início da madrugada. Formado há cinco anos, o grupo tem dois álbuns lançados: “Resistência” e “Quem é de verdade”, de 2011. O show teve como um dos pontos altos a participação do vocalista da banda Devotos, Canibal, na música “Eu tenho pressa”. O resultado: uma grande roda de pogo.

Coube ao projeto paralelo de Canibal, a banda B.U, fechar a noite dedicada ao rock alternativo. Trocando os vocais pela bateria, o músico e seus companheiros apresentaram um repertório autoral influenciado por bandas dos anos 1980, como Legião Urbana e The Smiths.

Hoje a programação do Palco Nação Cultural continua com uma homenagem ao centenário de nascimento de Luiz Gonzaga. Se apresentam nesta quinta-feira (12) os cantores Tonino Arcoverde, Paulinho Leite e Joquinha Gonzaga, além da banda Pariceiros. Os shows começam a partir das 21h e são abertos ao público.

 

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