Pular a navegação e ir direto para o conteúdo

O que você procura?
Newsletter

Festival pernambuco nação cultural

Tradição popular pelas ruas de Triunfo

“Começou com o tio do meu pai, depois passou pra ele que já está à frente da banda há 52 anos. Eu toco com ele desde menino e pretendo passar o que sei pra minha família também”. Essa é a explicação de Jeneci, tocador de pífano, filho de Seu Antônio Pedro, quando questionado sobre a origem da Banda de Pífanos de Santo Antônio. Assim como esse grupo,  que foi fundado em 1902, na cidade de Carnaíba, acontece com vários outros em todo o estado. Uma tradição popular que vem sendo preservada por várias gerações de famílias de tocadores.

Além deles, a Banda de São Sebastião (do Sítio Brejinho de Ibitiringa) e a Banda do Mestre Antônio participaram do FPNC, na última sexta-feira (01/08), e encantaram triunfenses e visitantes. Como Patrícia Mendes, 42 anos, recifense e pela primeira vez em Triunfo. “Acabei de chegar na cidade para a festa e já sou recepcionada com tanta arte. Admiro muito a cultura popular, principalmente, pelas histórias das pessoas que a preservam”, afirmou. Histórias como a de Seu Antônio Pedro, que aprendeu a tocar aos 16 anos de idade e nunca mais parou. “A única coisa que me deixa triste é que os jovens não têm mais tanto interesse. Mas, eu não desisto. Ensino a quem posso e a nossa banda vai continuar. A nossa tradição não vai morrer”, diz.

Costa Neto

Costa Neto

Seu Antônio Pedro, tocador de pífano desde os 16 anos, preserva a tradição da família.

 

Costa Neto

Costa Neto

Banda de Pífanos de Santo Antônio foi fundada em 1902.

E cultura popular foi o que não faltou no Festival. No sábado (02/08), um cortejo com os Caretas de Triunfo transformou a cidade, por alguns instantes, em Carnaval. Os personagens mascarados tradicionais da Festa de Momo e que são a marca registrada da cidade desfilaram com seus chicotes e ao som de muito frevo. De várias cores, idades e performances, eles chamaram atenção com duelos que, de início, assustavam os mais desavisados, depois o resultado era a admiração. “Quando ouvi o barulho fiquei assustada, mas logo percebi que eles são muito hábeis com os chicotes. Nunca tive a oportunidade de vir a Triunfo no Carnaval, então hoje pude sentir um pouco do clima da festa”, disse Maria do Carmo, professora, que veio com a filha e o genro, de Arcoverde, no Sertão do Moxotó, para o FPNC.

 

< voltar para home