Pular a navegação e ir direto para o conteúdo

O que você procura?
Newsletter

Festival pernambuco nação cultural

Tributo aos ritmos nordestinos durante os shows no FPNC

Apresentações lotaram o pátio em frente ao Palco Nação Cultural, instalado no centro de Arcoverde

Costa Neto/Fundarpe

Costa Neto/Fundarpe

Uma das atrações do Palco Nação Cultural no Sertão do Moxotó foi a banda Em Canto e Poesia

O primeiro dia de shows do Festival Pernambuco Nação Cultural no Sertão do Moxotó, que aconteceu nesta sexta-feira (10), foi uma verdadeira homenagem à diversidade de ritmos nordestinos. A festa ficou a cargo das atrações Em Canto e Poesia, Fim de Feira, Quinteto Violado e Amelinha, que subiram ao Palco Nação Cultural, instalado na Praça Virgínia Guerra, centro de Arcoverde, e levaram ao público muito baião, forró, embolada, cantorias e coco de roda, entre outras manifestações culturais da região.

A primeira a subir no palco, Em Canto e Poesia surpreende com o jogo de iluminação e cenografia do espetáculo, com muita teatralidade. No show, o grupo aproveitou para apresentar as canções do seu primeiro disco homônimo, com 14 faixas feitas em homenagem ao avô Louro do Pajeú. “Onde a gente passa a gente tenta levar a bagagem desse povo que nos formou. O cantador de viola, São José do Egito, o próprio Moxotó, essa de tantos repentistas e que são uma grande escola. Nesse meio somos só mais um. Que bom que cada vez mais a generosidade do público tem sido grande. E a gente tem tentado passar a nossa verdade pra eles”, agradeceu Antônio Marinho.

Costa Neto/Fundarpe

No mesmo sentido da música, mais poesia, mais teatralidade, o Fim de Feira foi a segunda atração a subir no Palco Nação Cultural. Com dois CDs e um DVD gravados, o trabalho autoral da banda aposta numa variação de ritmos que vão do baião ao carimbó, passando pelo coco, forró, maxixe e cantigas de viola, além da constante presença da poesia de cordel. Um show que também merece aplausos pelo cuidado com o cenário e jogo de luz.

Costa Neto/Fundarpe

Em seguida, com uma carreira iniciada na década de 1970, o grupo Quinteto Violado apresentou o espetáculo Quinteto canta Gonzagão. “Queremos agradecer a participação no festival. Uma ótima oportunidade de apresentarmos as músicas do disco que foi considerado o melhor na categoria regional do Prêmio da Música Brasileira e é um dos indicados ao Grammy Latino”, comemora Marcelo Melo, um dos integrantes do grupo. O show passeou por canções como Morte do Vaqueiro, Minha Vida é Andar Por Esse País, Numa Sala de Reboco e Riacho do Navio, e no final ainda arriscou uma quadrilha junina com o público.

Costa Neto/Fundarpe

Madrugada adentro, foi a vez da cantora Amelinha subiu ao Palco Nação Cultural, num clima de saudosismo e nostalgia na plateia, que já começou o show com a clássica Galos Noites e Quintais. “Estou muito feliz de estar aqui hoje com vocês nessa noite. Espero causar boas emoções”, brincou a cantora. Na plateia, fãs levantavam vinis de Amelinha como bandeiras e cartazes elogiosos. A artista seguiu o show com as músicas Dia Branco e Galope Rasante, a primeira música composta por Zé Ramalho para Amelinha. Na última música, Frevo Mulher, um dos clássicos do frevo de rua, a cantora levou a plateia ao delírio e se despediu em alto estilo.

< voltar para home