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Festival pernambuco nação cultural

Uma trupe com cara de banda, ou vice-versa

O Teatro Mágico (Foto: Divulgação)

O Teatro Mágico (Foto: Divulgação)

Por Julya Vasconcelos

O grupo paulista O Teatro Mágico apresenta o seu novo disco em Pesqueira nesta quinta-feira (16/8), em um show rodeado pela expectativa dos fãs. Nascida em 2003, a banda é, segundo seu vocalista e idealizador, Fernando Anitelli, não apenas uma banda, mas uma companhia artística. Circo, poesia e filosofia dialogam com as músicas dessa trupe que se inspira na poesia marginal de Sérgio Vaz, na dança de Denise Stoklos e no som do lendário Clube da Esquina. Arrematando fãs na internet e por onde passam, os atores-músicos-palhaços de O Teatro Mágico prometem fazer uma apresentação no Festival Pernambuco Nação Cultural cheia de alegria e vida, segundo o vocalista. Confira abaixo a entrevista que o ator, músico e compositor Fernando Anitelli concedeu ao FPNC.org.

FPNC.org – O Teatro Mágico tem muitos fãs em Pernambuco. Vocês, inclusive, entraram na programação deste Festival Pernambuco Nação Cultural por conta de pedidos de fãs no Twitter e Facebook. Como é essa relação com o público daqui?
Fernando Anitelli - Que bacana que foi um pedido do público! A relação que a gente tem com Pernambuco é a melhor possível. O pessoal sempre nos recebe com um baita respeito, um carinho gigante. A primeira vez em que estivemos aí foi em um festival de circo, e havia umas 8 mil pessoas nos assistindo. Silvério Pessoa nos apadrinhou, então a gente acabou estabelecendo uma relação muito importante com o público pernambucano. As pessoas perguntam com frequência, inclusive, se não somos de Pernambuco. É natural. A gente tem grande carinho, e é uma alegria sempre enorme fazer shows aí, ainda mais quando é um pedido.

FPNC.org – Costumam-se fazer algumas comparações entre o Teatro Mágico e o Cordel do Fogo Encantado. O que vocês acham disso?
Fernando - Eu acho curioso, porque a gente não tem nada a ver. As batidas, a coisa de ser independente, a pulsação do ao vivo, isso é compreensível. Eu conheço os percussionistas do Cordel, eles gravaram conosco no primeiro álbum, o “Entrada para raros”. Acho bacana a comparação nesse sentido: a poesia, a batida, mas ao mesmo tempo eu compreendo, sim, que o som não tem nada a ver uma coisa com a outra. Quanto à importância no cenário independente e quanto à força no palco, é uma comparação comum. Eu acho bacana, até porque eu gosto pra caramba do Cordel.

FPNC.org – O que o público pode esperar do show que será apresentado nesta quinta-feira?
Fernando - O público pode esperar uma apresentação alegre e viva. Temos várias novidades circenses, musicais, companheiros e companheiras novas que estão integrando a trupe. A gente vai apresentar algumas músicas essencialmente do álbum novo, “A sociedade do espetáculo”. E algumas pérolas que nos trouxeram até aqui, e que nos consagrou, além de algumas músicas inéditas, que ainda não gravamos. No mais, é impossível ir para Recife e não tocar “Camarada d’água”, para a qual preparamos um arranjo novo, e “O anjo mais velho”, do nosso segundo álbum. Também não tem como não tocar “Pena”, do nosso disco de estreia.

FPNC.org – É difícil rotular o grupo de vocês, que mistura tantas linguagens distintas. O que é O Teatro Mágico?
Fernando - O Teatro Mágico é uma trupe, uma companhia artística. A gente não pode dizer que é apenas uma banda, porque a gente vai se equivocar. A parte vocal, circense, a poesia, o improviso: é tudo importante. É uma companhia artística, onde cada álbum vem com uma formação. Convidamos sempre pessoas diferentes e talentosas pra compor com a gente.

FPNC.org – Quais são as influências de O Teatro Mágico?
Fernando - Circense e teatral tem uma porção de coisas… Espetáculos, balés, dança, circo. A Denise Stoklos, por exemplo, é uma referência muito bacana para nós. Não temos nada dela em cena, mas como referência é muito bacana. Musicalmente, estamos em uma fase Clube da Esquina, Milton Nascimento, e sempre o rock. Na literatura, gostamos muito do trabalho do Sérgio Vaz, daqui de São Paulo, que produz uma poesia periférica muito bacana. A gente tem influência de variadas coisas. Nosso projeto tem sempre a característica de agregar, somar.

 

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