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Festival pernambuco nação cultural

Universo literário ganha as ruas de Goiana

A Gente da Palavra levará poesia ao público de Goiana | Foto: Tom Cabral

A Gente da Palavra levará poesia ao público de Goiana | Foto: Tom Cabral

Na programação do Festival Pernambuco Nação Cultural Mata Norte 2014, a Literatura tem espaço garantido. Nesta sexta (11/4) e sábado (12/4), a cidade de Goiana vai mergulhar no universo das letras, que irão ganhar as ruas da cidade, com atividades das mais diversas que interagem com o público, aproximando-os dos livros e do mágico mundo da leitura.

Abrindo a programação, nesta sexta (11/4), acontece uma edição especial do Escambo de Livros. Quem quiser renovar sua biblioteca, é só ir ao hall do Cineteatro Polytheama, das 9h às 17h, levar aquele livro que já está há um bom tempo encostado na estante e adquirir outro. Serão 50 títulos à disposição. A ideia é possibilitar uma maior circulação da leitura, atingindo um número cada vez maior de público leitor, com acesso às mais diversas literaturas. Só não vale levar livros didáticos ou religiosos.

Ainda nesta sexta, a Coordenadoria de Literatura promove a oficina “Confecção de livros artesanais”, iniciativa que deu o seu pontapé inicial no FIG do ano passado, com o lançamento do primeiro selo cartonero do Nordeste, o Severina Catadora, em comemoração aos 10 anos de existência do movimento cartonero. A ideia é que a oficina seja replicada em todas as edições do FPNC deste ano. Será das 14h às 18h, na Agência de Desenvolvimento de Goiana (Rua dos Martírios, 203 – Centro), com o facilitador Meca Moreno e o apoio do coordenador de Literatura da Secult-PE, Wellington de Melo. A oficina é voltadas para escritores, leitores e mediadores das regiões, com o intuito de implementar selos cartoneros em cada RD do estado de Pernambuco, fomentando a criação de redes/incubadoras de livros cartoneros entre o referido público-alvo e  difundindo a produção literária contemporânea de Pernambuco.

De manhã cedinho, a partir da 6h do sábado (12/4), Goiana será surpreendida com a presença de diversos livros espalhados nos mais variados locais públicos da cidade. É a ação “Livros livres”, que chega à Zona da Mata Norte com o FPNC. A ideia é que qualquer pessoa, ao se deparar com um livro devidamente etiquetado como “livre”, possa pegá-lo, lê-lo e depois passá-lo adiante, para que mais pessoas tenham acesso a livros, ampliando e fomentando, assim, a rede de alcance da leitura.

Também no sábado, por volta das 10h, a poesia começa a percorrer o município de Goiana, com a ação A Gente da Palavra. São poetas uniformizados que, de porta em porta, oferecem ao público poesia, contos e “causos”. Desta vez, os poetas André Monteiro (Recife), Joy Carlu (Moreno), Geisiara Lima (Timbaúba) e Philippe Wollney(Goiana) chegam às 10h, na Feira Livre da cidade, visitando casas e o comércio, onde irão destilar poesia em um ambiente dos mais populares. Às 14h, eles seguem para o Baldo do Rio.

Recital Poético Musical

A poesia de Goiana é marcada profundamente pela oralidade, herança das suas manifestações culturais – as loas de maracatu, os versos dos repentes e dos coquistas. Poesia pra ser dita, falada. Além disso, devido ao seu aspecto geográfico – Goiana está situada na Zona da Mata Norte, mas muito próxima à Região Metropolitana do Recife – , ela se constitui numa linguagem de forte viés rural, mas que dialoga com aspectos mais urbanos. É essa confluência de características vai dar o tom do Recital Poético Musical, que acontece neste sábado (12/4), às 18h30, no anfiteatro do Cineteatro Polytheama. Participam do evento os poetas Philippe Wollney (Goiana), André Philipe (Goiana), André de Pina (Carpina) e o percussionista: Leandro Silva (Nazaré da Mata).

Segundo Philippe Wollney, poeta de Goiana, será neste recital que irá acontece o primero experimento “formal” de um projeto chamado “O som da palavra”, que é resultado de uma intensa movimentação que ele, junto a outros artistas da cidade, vem promovendo, 2006, com o intuito de, primeiramente, mapear os poetas do município e da Zona da Mata Norte, e incentivar a produção poética, assim como dar-lhe visibilidade. “Um dos principais pontos é como trabalharmos o textual, a poesia que está escrita, impressa no papel, para fazer com que ela ganhe a oralidade, como transpor esse texto usado na fala e para os ouvidos, numa tentativa de trazer ao coletivo, público”.

E daí entra a participação da música que é, por si só, uma linguagem popular e que aproxima as pessoas e, por consequência, despertando o público para a poesia.  Para Wollney, a forma como ele e seus pares exploram as intervenções musicais nos recitais não, nem de longe, transformar as letras em mero suporte para a criação de melodias, nem vice-versa. “Não é poesia musicada. Na verdade, o que trabalhamos são as intervenções musicais e sonoras como extensão da poesia. E isso não é só no nível da música em si. A música não é um ornamento da poesia, é, sim, parte dela. A música, o corpo, a fala do poeta, a presença do poeta, o público. Nesse nível da oralidade, tudo acaba sendo desdobramentos da poesia”, conclui Wonney.

 

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