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Festival pernambuco nação cultural

Verso, improviso, cerveja e sarapatel

Budega da Poesia recebeu, na tarde deste sábado (14/4), a ação de literatura do FPNC em Arcoverde

Por Olívia Mindêlo

Enquanto o sol caía, pintando o céu sertanejo com tons de rosa e laranja, a voz de aboiadores, cantadores de viola, poetas declamadores e músicos embalava uma rua simpática de Arcoverde. O local fica detrás da praça de São Cristóvão, bairro da periferia da cidade, e há por lá um bar chamado Budega da Poesia, onde cheiro de sarapatel se mistura com cerveja, conversa e arte. Diz-se que é, como o nome anuncia, o recanto preferido daqueles que – geralmente sendo da cidade e da região – têm por hábito presentear amigos, boêmios e amantes da poesia com versos de “candura e simplicidade”, segundo definiu o cantor e compositor Noé Lira, falando de si mesmo.

O dedo de prosa foi de verso no Encontro de Poesia Oral (Foto: Clara Gouvêa)

O dedo de prosa foi de verso no Encontro de Poesia Oral (Foto: Clara Gouvêa)

Noé foi um dos convidados para fazer a tarde de hoje na “Rua da Poesia”, nome dado ao polo poético do Festival Pernambuco Nação Cultural em Arcoverde. A ação surgiu a pedido dos artistas frequentadores do bar. Na ocasião, Noé, que é da cidade, deu sequência ao Encontro de Poesia Oral, apresentando o projeto de música Outras Falas, que tocou um repertório “90% autoral”. “Legal a iniciativa do festival de valorizar a cultura da região. Agora vamos pra frente”, disse Noé, antes de largar os dedos no violão.

O Encontro de Poesia Oral abriu os trabalhos, por volta das 16h, com a participação de seis convidados: os aboiadores Dada e José Jamilson; os cantadores de viola Chico de Assis e Manuel de Lima; e os poetas declamadores Edson Roberto e Kereli de Magalhães. Na mesa, a prosa entre eles foi metrificada, rimada, na medida em que se apresentavam e contavam a história da relação deles com a poesia. “Foi uma conversa intermediada por versos de improviso”, definiu Adiel Luna, coordenador das ações de formação no FPNC do Moxotó. Mediador do encontro, ele vem realizando a iniciativa desde o festival da Mata Norte, no mês passado.

A farra poética rolou ainda com muita declamação, num encontro livre, espontâneo, bem característico da região.

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