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Festival pernambuco nação cultural

Vida longa ao Mestre Lua!

Projeto Viva Gonzagão fechou a noite do Palco Nação Cultural (Foto: Costa Neto)

Projeto Viva Gonzagão fechou a noite do Palco Nação Cultural (Foto: Costa Neto)

Artistas que encerraram o FPNC na região reforçaram a continuidade do legado de Luiz Gonzaga

Por Raquel Holanda

Na noite de homenagem do FPNC ao Rei do Baião, Forró do Bardigão, Fabiana Pimentinha, Josildo Sá e o Projeto Viva Gonzagão transformaram o Palco Nação Cultural, montado no centro de Taquaritinga do Norte, numa grande festa, com o clima típico do interior. Na noite em que o baião e o arrasta-pé puxaram o passo do público, os shows seguiram até mais de 3 horas da madrugada do domingo (2/9), ignorando o frio que fazia no Agreste Setentrional.

Grandes sucessos de Luiz Gonzaga foram cantados pelos artistas que se apresentaram durante o encerramento do festival em Taquaritinga do Norte. Cristina Amaral, integrante do Projeto Viva Gonzagão, trouxe para a apresentação duas músicas do homenageado da noite que mais lhe tocam: “Estrada de Canindé” e “Oiá eu aqui de novo”. Para a cantora, as histórias trazidas nas canções do Mestre Lua contam história da própria região nordestina. “Eu sou uma sertaneja, sou de Sertânia, cheguei ainda a ver Gonzaga na minha cidade, quando pequena. Então, as músicas dele cantam a vida da gente, a vida de quem anda pelo Sertão a pé e conhece a natureza; a vida de quem tem o baião já no sangue”, explicou Cristina Amaral.

Cristina Amaral expressou seu amor por Luiz Gonzaga (Foto: Costa Neto)

Cristina Amaral expressou seu amor por Luiz Gonzaga (Foto: Costa Neto)

 

Para Cezzinha, outro artista que integra o projeto, a música “Pense n’eu”, também da trajetória de Gonzagão, é uma forma de relembrar momentos familiares, amorosos. “Das músicas de Luiz Gonzaga que, em especial, mais me toca é ‘Pense n’eu’. Esse termo é muito nordestino, muito  nosso”, comentou o cantor antes de começar a palhinha:

“Pense n’eu quando em vez coração
Pense n’eu vez em quando
Onde estou, como estarei
Se sorrindo ou se chorando…”

Para os músicos presentes, é incontestável a influência do Rei do Baião nas suas produções e na maneira como o forró é visto hoje em dia. Cezzinha, um dos mais jovens artistas a subir no Palco Nação Cultural, comentou sobre a importância do pernmabucano para a música brasileira: “Luiz Gonzaga é o carro-chefe de todos os artistas. Ele cantou e mostrou o Nordeste que hoje continua existindo. Foi ele quem mostrou o Nordeste ao Brasil, ele é nosso grande mestre”.

Público
Os amantes da música também não perderam a oportunidade de fazer esse reconhecimento. Camila Vitório, de apenas 10 anos, aproveitou o embalo do Projeto Viva Gonzagão para expressar seu gostar: “Eu gosto muito de Luiz Gonzaga, e quero ouvir ‘Asa branca’, a minha música favorita”, falou a pequena norte-taquaritinguense, enquanto aproveitava para registrar os momentos do show.

A noite pareceu curta para os amantes de forró que vieram a Taquaritinga do Norte. “Viemos de Santa Cruz do Capibaribe para acompanhar os shows do festival e a noite de hoje foi a melhor”, contou entusiasmado o casal Camila Renata e Jaelcio Morais.

A festa começou às 22h com o Forró do Bardigão e, em seguida, Fabiana Pimentinha fez sua apresentação, que fechou com o público cantando junto “Que nem jiló”, famosa música interpretada por Luiz Gonzaga.

O FPNC  se despede aqui do Agreste Setentrional e já se prepara para sua próxima parada: a cidade de Gravatá, entre os dias 11 e 15 de setembro. Aguarde!

Renata e Jaelcio foram de Santa Cruz do Capibaribe para os shows (Foto: Costa Neto)

Renata e Jaelcio foram de Santa Cruz do Capibaribe para os shows (Foto: Costa Neto)

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