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PATRIMÔNIO CULTURAL

Ciranda e Reisado podem se tornar Patrimônio Imaterial do Brasil

Mestres, brincantes, artistas, pesquisadores e produtores culturais podem assinar documento solicitando a salvaguarda ao Governo Federal.

Costa Neto / Secult-PE

O Governo do Estado de Pernambuco, através da Secretaria de Cultura e Fundarpe, se prepara para encaminhar os inventários da Ciranda e do Reisado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) com pedido de registro das manifestações como “Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil”. As pesquisas realizadas pela Associação Respeita Januário, sob encomenda da Fundarpe, serão encaminhadas junto com abaixo-assinado do segmento cultural. O documento ficará disponível, a partir desta quinta-feira (09) até 27 de outubro, no hall de entrada da Fundarpe, Torre Malakoff, Centro de Artesanato, Casa do Carnaval e Paço do Frevo para aqueles que quiserem assiná-lo em apoio ao pedido de registro. Também são articuladas assinaturas durante as atividades do Festival Pernambuco Nação Cultural, que atualmente acontece no Sertão do Moxotó.

Como parte deste processo, a Diretoria de Preservação Cultural da Fundarpe está realizando visitas aos mestres e mestras do Reisado e da Ciranda para instruí-los sobre o registro como Patrimônio Imaterial, esclarecendo sobre as consequências da patrimonialização destes bens. Durante as visitas, também são colhidas assinaturas de mestres, brincantes, pesquisadores, artistas, produtores culturais e demais admiradores destas manifestações em apoio ao processo de salvaguarda.

“O registro como patrimônio é para garantir que a Ciranda e o Reisado continuem existindo.  O próprio inventário já é uma ação de salvaguarda pela quantidade de informação que foram encontradas. Com o processo aberto para o registro, cria-se um compromisso do Iphan com a preservação destes bens. A política de patrimônio é de longo prazo, temos o exemplo do frevo que se tornou patrimônio do Brasil em 2007 e ganhou um equipamento como o Paço do Frevo em 2014″, afirma Jaqueline Silva, coordenadora de Patrimônio Imaterial da Fundarpe.

Marcelo Soares / Secult-PE

Os Inventários Nacionais de Referências Culturais da Ciranda e do Reisado foram elaborados entre os anos de 2012 e 2014. Durante a pesquisa, foram encontrados 28 grupos de Ciranda, sendo 17 na Região Metropolitana do Recife e 11 na Zona da Mata Norte. Já em relação ao Reisado, a pesquisa, realizada da capital ao Sertão do estado, localizou 20 grupos em atividades nos municípios do Recife, Garanhuns, Capoeiras (povoado de Maniçoba), Paranatama, Águas Belas, Arcoverde, Sertânia, Pedra, Petrolina, Santa Maria da Boa Vista, Lagoa Grande e Tacaratu.

INVENTÁRIO DOS MARACATUS – Em agosto de 2013, os Inventários Nacionais de Referência Cultural (INRC) para transformar os Maracatus Nação e de Baque Solto, além do Cavalo-Marinho e Caboclinho, em patrimônios culturais do País foram entregues ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), numa solenidade que contou com a presença dos brincantes das manifestações, de gestores da Cultura, e do então governador Eduardo Campos, que fez a entrega do documento.

Na ocasião, a presidente do Iphan, Jurema Machado, mostrou-se satisfeita com o resultado dos inventários. “Pernambuco vive dois momentos de pujança: o de desenvolvimento e o do cuidado com as manifestações culturais. Porque para se tornar patrimônio cultural do Brasil, não se limita a ter uma festa. É preciso que essa manifestação seja acompanhada por um trabalho de documentação, ao lado dos mestres, que é o que vemos sendo feito em Pernambuco com muito critério”, elogiou Jurema. O mesmo modelo foi seguido para os atuais dossiês da Ciranda e do Reisado em Pernambuco.

Mais informações:
Coordenadoria de Patrimônio Imaterial
Telefone:
(81) 3184.3068
Email: patrimonioimaterial@gmail.com

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