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PATRIMÔNIO CULTURAL

Claudionor Germano é homenageado em grande show no Marco Zero

Evento é promovido pela Fundarpe, que honra o Patrimônio Vivo responsável pela alegria do nosso Carnaval, há 70 anos.

Divulgação

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Cantor será homenageado por diversos artistas, neste domingo, no Marco Zero

O cantor Claudionor Germano, Patrimônio Vivo de Pernambuco, completa 70 anos de carreira. Para marcar a data, diversos artistas cantam o repertório que o artista consagrou ao longo de sua trajetória, num show, neste domingo, no Marco Zero, a partir das 16h30.

Nonô Germano, filho de Claudionor e uma das mais importantes vozes do frevo no estado, ao lado de Nena Queiroga, outra importante representante do gênero, comandam o palco. Outros cantores como Ed Carlos, Cláudia Beija e o Quarteto Novo participam da homenagem. O frevo vai rolar solto sob a batuta do Maestro Edson Rodrigues e sua orquestra. “Será uma visita ao melhor do seu repertório de frevo, com os artistas cantando músicas que fizeram e fazem parte do nosso Carnaval, ao longo dos anos”, diz Pedro de Castro, produtor do evento.

No auge dos seus 70 anos de vida artística, Claudionor receberá esse novo trabalho em sua homenagem; o show com nomes do nosso carnaval, traduzindo desta forma um presente coletivo de alguns dos mais importantes cantores e cantoras de Pernambuco ao ícone do nosso frevo.

PATRIMÔNIO – Claudionor Germano da Hora nasceu no Recife, no dia 10 de agosto de 1932. Nunca soube o porquê, mas seu aniversário sempre foi comemorado no dia 19 de abril. Não é uma informação que lhe interesse muito hoje, aos 87 anos, reconhecido Patrimônio Vivo de Pernambuco. São mais as memórias de setenta anos de atividade musical que ocupam sua narrativa, e seguem lhe dando o suporte para sempre mais um Carnaval.

Sua trajetória começa na Rádio Clube de Pernambuco, em 1947, depois segue para a Rádio Tamandaré e, por último, Rádio Jornal do Commercio. Dirigido pelo lendário maestro Guerra Peixe, tornou-se cantor da orquestra de Nelson Ferreira e, a partir de 1954, passou a integrar o elenco da Fábrica de discos Rozemblit. Sob o selo Mocambo, desta gravadora, passou a gravar, a partir de 1959, os frevos de Capiba. Foi Capiba quem o procurou dizendo que queria que ele gravasse seus frevos. Segundo o intérprete, Nelson Ferreira, “que era ciumento”, veio logo em seguida, pegando-o pelo braço e cobrando que ele gravasse seus frevos também.

Foi assim que foi gravado, em 1959 para o carnaval de 1960, o disco Capiba, 25 anos de Frevo; e o de Nelson Ferreira, O que eu Fiz e você gostou, com clássicos de frevos canções e marchas que até hoje estão na boca do povo. No ano seguinte, Nelson compôs e Claudionor gravou mais um álbum: O que faltou e você pediu. De Capiba, gravou Carnaval com C de Capiba. E não deixou de brincar com o famoso e conceituado compositor: Carnaval é com C, de Capiba e Claudionor.

Sua fama já era grande e o reconhecimento não faltou. Por seis anos, na década de 60, recebeu o prêmio de Melhor Cantor das rádios de Pernambuco. “Só reconheço os dois hexas, o meu de melhor cantor e do Clube Náutico do Recife”, brinca Claudionor, que apesar da torcida pelo time do timbu, gravou hino pros outros dois maiores times de Pernambuco: Santa Cruz e Sport. Sem falar nas músicas que também eternizou para o Asa de Arapiraca, o CRB de Alagoas, e o ABC de Natal.

Foi Capiba quem forneceu o maior número de composições que Claudionor já gravou. Foram 132 músicas somente deste compositor, num total de 553. O levantamento foi feito pelo amigo e pesquisador Antônio Batista, que mergulhou na trajetória fonográfica de Claudionor. “Ele me deu a relação com os títulos e assinou embaixo. Ele achou que eu não estava acreditando muito e desafiou, ‘pode ir lá na minha casa que eu te mostro’. Foi assim que o frevo me abraçou”, conta Claudionor, que com a popularidade de ser um rei do frevo, já foi representar o ritmo no Japão, Estados Unidos, Cuba e Argentina.

 

 

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