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PATRIMÔNIO CULTURAL

Fundarpe assina convênio para recuperação das torres sineiras da Basílica da Penha

Aporte do Governo do Estado é de R$ 1 milhão. Edificação é tombada como patrimônio material de Pernambuco.

A Fundação do Patrimônio Histórico de Artístico de Pernambuco – Fundarpe, a Prefeitura do Recife e a Província Nossa Senhora da Penha do Nordeste do Brasil Ordem dos Frades Menores Capuchinhos assinaram convênio para realização do Projeto de Consolidação e restauros estrutural das Torres Sineiras da Basílica de Nossa Senhora da Penha. O valor a ser transferido para as obras é de R$ 2.204.500,00 (dois milhões duzentos e quatro mil e quinhentos reais), sendo R$ 1 milhão a ser repassado pela Prefeitura, R$ 1 milhão pela Fundarpe e R$ 204.500 mil a ser repassado pela Ordem dos Frades Capuchinhos, a título de contrapartida, correspondente ao Projeto Executivo de Restauro, que já foi concluído.

Val Lima/Fundarpe

Val Lima/Fundarpe

Edificação no Recife é patrimônio material de Pernambuco

Um dos mais belos patrimônios culturais e históricos de Pernambuco, tombado pelo Governo do Estado, a Basílica da Penha sofreu a queda de parte do reboco das suas torres sineiras no final de 2013. De propriedade da Congregação dos Frades Capuchinhos, responsável direta pela manutenção do equipamento, a Basílica foi reconhecida pelo Governo do Estado como de grande importância histórica e cultural. Houve, quando do problema com as torres, um imediato comprometimento do Governo para contribuir, junto à Congregação, para sua recuperação.
Desde aquele período, até aqui, foram feitas diversas reuniões entre o poder público (Governo e Prefeitura) e os responsáveis pelo imóvel. A Congregação assumiu a missão de entregar à Fundarpe um projeto executivo, que definiria o tipo de intervenção que efetivamente precisaria ser feita para a recuperação estrutural das torres sineiras.

“Estamos celebrando essa parceria pública exitosa que está garantindo a preservação desse importante patrimônio material do estado que é a Basílica da Penha”, diz a presidente da Fundarpe, Márcia Souto. Márcia recorda que a Basílica da Penha já havia recebido recursos estaduais, na ordem de R$ 847 mil, em 2007, dos quase R$ 6 milhões gastos com a reforma do equipamento, que passou por restauros, de 2007 a 2015. Os recursos do estado foram empregados em intervenções na estrutura, instalações elétricas e na decoração de quase toda a igreja.

“Esse convênio representa um momento de especial em todos os aspectos. Estávamos nessa busca junto com a Fundarpe e hoje recebemos a notícia de que foi publicado o extrato do convênio. Iremos retomar a obra das torres, que é um trabalho de fundamental importância, que vai salvaguardar o patrimônio e a integridade deste bem material, eliminando maiores riscos. Algo de uma importância grandiosa para nós e toda comunidade”, diz frei Luís de França, reitor da Basílica da Penha.

Para elaborar o projeto executivo da área das torres sineiras, a Congregação havia contratado o Centro de Estudos Avançados de Conservação Integrada (CECI), que por sua vez solicitou à empresa Policonsult, do ramo de engenharia e arquitetura, o projeto executivo. O projeto foi sendo aprimorado e finalmente chegou ao formato final, com detalhamento do plano de trabalho, cronograma das obras e planilha de custos, o que permitiu a efetivação do convênio. A Congregação será a responsável pela contratação da empresa que irá executar o serviço da reforma e pela prestação de contas do uso para a Fundarpe e a PCR.

HISTÓRIA – A Basílica de Nossa Senhora da Penha, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, constitui um imponente edifício na paisagem urbana no Bairro de São José – fortemente marcada pela presença das torres sineiras altas e delgadas e da enorme cúpula do transcepto, símbolos de uma forte religiosidade – que norteou a configuração urbana do início da formação da cidade do Recife.

A origem da localização da Igreja da Penha remonta a um pequeno oratório situado em “Fora de Porta de Santo Antônio”, correspondendo, com uma pequena diferença, ao terreno onde hoje está erguida a construção contemporânea. O orago foi instituído em 1655 pelos franciscanos capuchinhos franceses e ampliado em 16 de abril do mesmo ano, em um terreno doado por Belchior Alves Camello e sua mulher Joanna Bezerra. A doação constava de 40 braças de terra, de norte a sul, e de 24 de largo para a construção de novas instalações. A edificação primitiva fincava suas bases estruturais a 270 palmos da atual (5,94 metros). A localização antiga projetava a igreja à frente, onde hoje está situada a Praça Dom Vital, marcando a diferença dos processos construtivos da edificação. (Fonte: Centro de Estudos Avançados da Conservação Integrada – Ceci)

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