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PATRIMÔNIO CULTURAL

Fundarpe recebe o 31º Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade no Pará

A premiação acontece nos próximos dias 8 e 9 de novembro, em Belém, e vai reunir os representantes das ações vencedoras de 2018

A Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) recebe, na próxima sexta-feira (9), em Belém do Pará, o 31º Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, na Categoria 2 – Iniciativas de Excelência no campo do Patrimônio Cultural Imaterial, pela realização anual da Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco. Os nomes das ações vencedoras foram anunciadas em agosto, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e foram contempladas, além de Pernambuco, ações do Pará, Ceará, Bahia e São Paulo (lista completa abaixo).

Jan Ribeiro/Secult-Fundarpe

Jan Ribeiro/Secult-Fundarpe

A presidente da Fundarpe Márcia Souto representará a instituição na solenidade

Além da cerimônia solene de entrega dos prêmios – que acontecerá no dia 9, às 19h, no Theatro da Paz, a Fundarpe, representada por Márcia Souto e Renata Echeverria, participará do “Encontro Compartilhando Vivências e Saberes sobre Preservação do Patrimônio”. O evento reunirá na sede da Superintendência do Iphan no Pará, na quinta-feira (8), a partir das 8h, todos os oito vencedores do 31º Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade para falarem de suas experiências à frente das iniciativas.

SEMANA DO PATRIMÔNIO CULTURAL DE PERNAMBUCO – Idealizada pela Fundarpe em 2008, a Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco surge da necessidade de se ampliar o diálogo entre a instituição e a sociedade, com foco na temática da preservação do patrimônio cultural do Estado. Por meio de seminários, exposições, celebrações, encontros, rodas de diálogo e ações educativas, o evento, realizado há 11 anos, promove a preservação e valoriza tradições e conhecimentos dos 185 municípios pernambucanos.

A I Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco aconteceu no dia 17 de agosto de 2008, no Teatro Arraial, hoje Teatro Arraial Ariano Suassuna, na Rua da Aurora, 457. A data escolhida foi selecionada estrategicamente para dar maior peso à divulgação do Dia Nacional do Patrimônio Histórico, instituído desde 1998, no centenário do nascimento de Rodrigo de Mello Franco de Andrade, jornalista e fundador do IPHAN. A I Semana do Patrimônio reuniu em sua programação 350 participantes. Ao longo de mais de uma década o evento foi juntando parceiros e construindo pontes com o objetivo de estabelecer um canal de debates interdisciplinar e interinstitucional.

Desde a primeira versão, a ideia do evento foi agregar diferentes áreas de discussão e vivência, incluindo públicos diversificados, como gestores, estudantes, pesquisadores, profissionais que atuam na área, entre outros. Isso se tornaria possível por meio de uma atuação em três frentes: uma atividade de Educação Patrimonial voltada a crianças ou adolescentes, uma oficina voltada a questões práticas na atuação dos gestores do patrimônio, envolvendo a discussão de legislações, práticas e rotinas, etc. e um seminário, com a apresentação de palestras e momentos de debate acerca da temática do patrimônio cultural.

Com o passar dos anos, o evento foi se expandindo e tornou-se possível ampliar as frentes, que puderam se integrar com outras políticas, como por exemplo, o Patrimônio Vivo e o Funcultura, o que foi lhe imprimindo, pouco a pouco, um caráter plural e de maior complexidade. Além disso, a Semana do Patrimônio chegou a outros municípios, tais como Belém do São Francisco, Belo Jardim, Brejo da Madre de Deus, Bezerros, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Caruaru, Escada, Floresta, Gravatá, Igarassu, Ilha de Itamaracá, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Paudalho, Salgueiro, Santa Maria da Boa Vista, Surubim e Tamandaré, em alinhamento com a política de descentralização das ações governamentais.

A Semana do Patrimônio é uma oportunidade de reflexão, diálogo e difusão dos bens culturais materiais e imateriais dos diversos municípios participantes. Um momento ímpar de celebração do brincar, interpretar, pensar e experimentar o singular e plural patrimônio cultural do Estado Pernambuco.

DEPOIMENTOS
“A Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco vem se consagrando como um evento que constata a riqueza do acervo cultural de Pernambuco e consolidando a importância da Fundarpe no processo de conscientização da população para a preservação e a difusão do patrimônio cultural do Estado, por meio de atividades multidisciplinares que agregam experiências de agentes de diversas instituições e comunidades. Por esta razão, a Semana do Patrimônio contribui para o enobrecimento da nossa cultura tão diversa e marcante. Esperamos que este evento seja perpetuado e renovado a cada ano de modo a promover uma relação mais íntima e mais respeitosa com as manifestações culturais que constituem a nossa identidade pernambucana”, Pedro Valadares (arquiteto e coordenador do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade Damas).

“A Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco inaugurou, num ambiente notadamente normativo e disciplinar, a possibilidade de uma construção diversa, mais dinâmica, menos assertiva e, principalmente, mais transversal. Aproximou, sobretudo, a população do seu patrimônio, por meio de um processo de construção de conhecimento erigido sob um painel rico de percepções, um mosaico plural de temas que compõem os estudos e discussões sobre o fazer cultural. Desse modo, enfrentou a apatia de uma agenda contemporânea que abordasse o papel do patrimônio cultural na formação política, educacional e social dos diversos territórios, por consequência, as maneiras como se definem as formas de aprendizagem, circulação, apropriação, distribuição, mercantilização de bens e processos culturais. Portanto, tratou-se de uma iniciativa essencial que revelou novos olhares, instaurou novas parcerias e, especialmente, encetou novas práticas, fazendo-nos conviver, sentir, refletir e aprender com o nosso Patrimônio Cultural”, Eduardo Sarmento (antropólogo e Gerente-Geral do Paço do Frevo).

“Gostaria de salientar que as ações e atividades realizadas durante a Semana do Patrimônio, não só na Cidade do Recife, mas agregando valores das cidades do interior do estado, vêm contribuindo para a preservação da memória, ressignificação de espaços e promover a participação da sociedade no convívio e respeito aos patrimônios de suas cidades. Importante salientar que o processo de educação patrimonial é lento e precisa ser constante e, só assim, os resultados podem ser alcançados de forma satisfatória. Ao longo desses anos, participando como produtora cultural e instrutora de vários cursos de educação patrimonial, tanto no período da realização da Semana do Patrimônio como desenvolvendo projetos voltados para o restauro de bens patrimoniais, pude observar que as pessoas passam a conhecer e valorizar as histórias das edificações e, de uma certa forma, se apropriam delas como pertencentes ao seu universo, gerando respeito, admiração e tornam-se guardiões de suas próprias histórias”, Dora Dimenstein (produtora cultural).

PREMIAÇÃO - Instituído pelo Iphan em 1987, o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade tem como objetivo o reconhecimento a ações de proteção, preservação e divulgação do Patrimônio Cultural Brasileiro e é uma homenagem ao primeiro dirigente da Instituição. A participação é aberta a empresas, instituições e pessoas de todo o país. Depois passarem pelas comissões estaduais – compostas por representantes das diferentes áreas culturais, presididas pelo superintendente de cada estado – as 94 ações selecionadas em 25 Estados e no Distrito Federal passaram pela Comissão Nacional de Avaliação.

Presidida pela presidente do Iphan, Kátia Bogéa, a Comissão Nacional de Avaliação desempenha um papel de extrema relevância para a promoção dos bens culturais do Brasil. Responsável pela seleção dos trabalhos premiados, é formada por representantes de instituições públicas e da sociedade civil, experientes, qualificados e envolvidos em caráter permanente com a produção e proteção do Patrimônio Cultural Brasileiro.

Os premiados de 2018
Categoria 1 – Iniciativas de excelência no campo do Patrimônio Cultural Material
Segmento I: OCA – Origens, Cultura e Ambiente.
Proponente: Museu Paraense Emílio Goeldi.
Estado: Pará

Segmento II: Circular Campina Cidade Velha.
Proponente: Kamara Ko Fotografias LTDA ME.
Estado: Pará

Segmento III: Vila Maria Zélia – 100 anos.
Proponente: Associação Cultural Vila Maria Zélia.
Estado: São Paulo

Segmento IV: Restauração e Revitalização da Fazenda Engenho D’Água.
Proponente: Mário Augusto Nascimento Ribeiro.
Estado: Bahia

Categoria 2 – Iniciativas de excelência no campo do Patrimônio Cultural Imaterial
Segmento I: Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco.
Proponente: Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).
Estado: Pernambuco

Segmento II: Letras que flutuam.
Proponente: Mapinguari Comunicação Visual.
Estado: Pará

Segmento III: II Caravana do Museu Indígena Tremembé.
Proponente: Conselho Indígena Tremembé de Almofala (CITA).
Estado: Ceará

Segmento IV: Sonário do Sertão/ PA e BA.
Proponente: Camila Machado Garcia de Lima.
Estado: Pernambuco

Menção Honrosa
- Conjunto da obra do Prodetur Nacional (PE)
- Conservação, Restauro e Zeladoria do Château d’Eau (RS)
- Preservação da Imagem e Memória da Amazônia por John Adrian Cowell (GO)
- Assis Horta: Retratos (MG)
- “Saber Fazer”: Erva-mate do Planalto Norte Catarinense (SC)
- Projeto Gema (RS)
- O Museu no Balanço das Águas (AL)
- Saberes e Conhecimentos do povo Apinajé (TO)

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