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PATRIMÔNIO CULTURAL

Galo Preto e suas histórias ganham o palco do Teatro de Santa Isabel

Mestre coquista e patrimônio vivo lança nesta quinta (1°) o CD 'Histórias que Andei', primeiro registro fonográfico em 82 anos de trajetória

Beto Figueiroa/Santo Lima

Beto Figueiroa/Santo Lima

Aos 82 anos, Tomás de Aquino Leão Cavalcanti, conhecido desde pequeno como Galo Preto, lança seu primeiro registro fonográfico

O imponente Teatro de Santa Isabel, localizado na área central do Recife, será pela primeira vez palco do Mestre Galo Preto, Patrimônio Vivo do estado e um dos maiores representantes do coco. Com 82 anos de idade, dos quais 70 dedicados à cultura popular do estado, o mestre se prepara para lançar na capital pernambucana seu primeiro disco autoral, batizado de Histórias que Andei, e que já teve lançamento prévio na sua terra natal, em Bom Conselho. A apresentação no Recife terá início às 19h e é gratuita, com ingressos distribuídos uma hora antes.

“Eu já passei por vários palcos, mas nunca me apresentei no Teatro de Santa Isabel. Sempre achei aquele teatro muito sofisticado, chic. Vai ser uma emoção grande poder levar o coco pernambucano e minha embolada pra dentro dele”, comemora o mestre, que atualmente mora no Recife.

O show de lançamento do Histórias que Andei traz a arte e sabedoria musical que ronda o trabalho do Mestre Galo Preto, um artista do mundo mas que ainda não tinha seu registro fonográfico. “A emoção é grande e não deixa de ser um fato histórico eu, com toda a minha trajetória artística, estar lançando meu primeiro CD, aos 82 anos”, avalia o mestre, que é autor de todas as letras do disco. Já algumas melodias, segundo ele, foram resgatadas da sua família, formada por vários cantadores. Após o  evento, o público poderá encontrar o álbum nas principais plataformas de streaming.

O evento de lançamento conta com apoio do Governo do Estado, por meio da Fundarpe e da Secult-PE. Já o Histórias que Andei teve patrocínio do programa Rumos Itaú Cultural, conta com 12 faixas e foi gravado, masterizado e mixado no Fábrica Estúdios. “O pessoal do Fábrica ficou bastante encantado com minha habilidade no improviso. Eu só pedia pra soltarem o refrão e ligarem os microfones pra eu começar a puxar os versos, que saiam naturalmente. Tudo feito na hora. Quando eu paro pra ouvir as músicas, penso que ninguém vai acreditar que aquilo foi feito na base da improvisação. Estou agora num processo difícil que é aprender as músicas que fiz”, brinca o mestre.

Daniela Nader/Secult-PE

Daniela Nader/Secult-PE

‘Histórias que Andei’ teve patrocínio do programa Rumos Itaú Cultural, conta com 12 faixas e foi gravado, masterizado e mixado no Fábrica Estúdios

Uma nova geração de músicos, que já acompanha Galo Preto nos palcos, participou das gravações do CD: Emerson Santana, Paulinho Ogã, Dinda Salu, Italo Costa, Jaene Pereira, Lucinha Leão, Gabriela Sampaio, Surama Ramos, Valeria Wanda e Mirela Cavalcanti. “Eu fico muito admirado com essa adesão dos músicos da nova geração ao coco, porque eles não vão deixá-lo morrer”, comenta Galo Preto, satisfeito com uma tradição que contribui em levar adiante. A produção musical do álbum ficou a cargo de Hugo Nascimento e o próprio mestre assina a direção musical.

Apenas pandeiros e sanfonas compõem os arranjos do trabalho, acompanhados do coco de trava língua que é uma das marcas do mestre. Depois do lançamento no Recife, Galo Preto embarca para São Paulo, onde também lançará seu disco, no dia 17 de dezembro, no Itaú Cultural.

Serviço
Lançamento do CD ‘Histórias que Andei’, do Mestre Galo Preto
Quinta (1° de dezembro) | 19h
Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n – Santo Antônio)
Gratuito

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