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PATRIMÔNIO CULTURAL

Maracatu Nação recebe certificado de Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil

Mais uma noite de celebrações para a cultura popular pernambucana, em especial para os maracatus nação, também chamados de baque virado. Os grupos receberam, das mãos do Superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no estado, Frederico Almeida; do secretário de Cultura de Pernambuco, Marcelino Granja; e da presidente da Fundarpe, Márcia Souto, o certificado de titulação como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

Costa Neto/Secult-PE

Costa Neto/Secult-PE

Festa no Pátio de São Pedro marcou ato de entrega da certificação

O ato aconteceu na noite da última terça-feira (18/7), no Pátio de São Pedro, centro do Recife, e contou ainda com as presenças de representantes da Associação dos Maracatus Nação de Pernambuco (AMAMPE) e da Prefeitura do Recife, além de doze nações de maracatu que fizeram uma verdadeira festa da cultura popular.

A ação foi a última etapa para o reconhecimento oficial, já que o título foi concedido em dezembro de 2014, após a 77ª Reunião Deliberativa do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, que ocorreu na sede do Iphan, em Brasília. “A titulação é fruto de um trabalho árduo feito pela Fundarpe, Secretaria de Cultura e Governo do Estado. E isso vai exigir de todos nós uma articulação e união para que possamos, juntos – poder público e brincantes, salvaguardar essa expressão cultural. Temos muito trabalho pela frente”, disse para os presentes o representante do Iphan, Frederico Almeida.

Costa Neto/Secult-PE

Costa Neto/Secult-PE

Doze grupos de maracatu nação participaram da festa

“Uma noite de muita alegria para todos nós pernambucanos, porque o fato do maracatu nação receber esse título num espaço tão significativo como o Pátio de São Pedro, é muito importante para o povo pernambucano. É também uma demonstração da forma como o Estado e o Ministério da Cultura estão reconhecendo a importância da Cultura Pernambucana na formação do povo brasileiro”, afirmou a presidente da Fundarpe, Márcia Souto. A presidente da fundação lembrou, ainda, que o ato faz parte da programação da VIII Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco, que acontece até a próxima sexta-feira (21/08).

Costa Neto/Secult-PE

Costa Neto/Secult-PE

Integrantes do Maracatu Nação Tigre

Para o secretário de Cultura de Pernambuco, Marcelino Granja, o momento não poderia ser mais oportuno. Para ele, o Pátio de São Pedro – também tombado como patrimônio – e os terreiros de maracatu são “locais sagrados, que não estão devidamente integrados à vida da nossa cidade”. Granja enfatizou a necessidade de se preservar esses patrimônios, mas, para além da conservação, ele afirma que o desafio se dá principalmente na ocupação e empoderamento da sociedade sobre esses patrimônios. “Integrar o que fazemos no dia-a-dia das nossas cidades com os nossos patrimônios é desafiador para as políticas de reconhecimento e preservação. Essa integração é importante para humanizarmos cada vez mais as nossas cidades”, afirmou.

Acompanhando desde o início o processo de construção da candidatura ao título de Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, Fábio Sotero, presidente da AMAMPE, comemorou a titulação: “Participei da equipe que fez o Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC), e foi um processo de muito envolvimento e fortalecimento dos Maracatus Nação. Este é um passo importante, porque somos uma das manifestações culturais mais antigas deste estado”, explica Fábio Sotero. Segundo ele, existem cerca de vinte e cinco grupos de Maracatu Nação em Pernambuco. Deste total, entre dez a quinze estão ativos, se apresentando, na maioria das vezes com o apoio do poder público. “Esta titulação com certeza nos trará mais respeito e vai fortalecer principalmente os maracatus menos conhecidos”, ressaltou o presidente.

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