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PATRIMÔNIO CULTURAL

Mostra “Mamulengo: Patrimônio Imaterial Brasileiro” entra em cartaz na Torre Malakoff

A abertura da exposição será nesta terça-feira (19). O acesso é gratuito

Costa Neto/Cultura.PE

Costa Neto/Cultura.PE

Exposição reúne mais de 150 peças do o Teatro de Bonecos Popular do Nordeste

A Torre Malakoff, equipamento cultural gerenciado pela Secult-PE/Fundarpe, inaugura nesta terça-feira (19) a exposição Mamulengo: Patrimônio Imaterial Brasileiro. Realizada pelo Festival Sesi Bonecos do Mundo, a mostra reúne peças do precioso acervo da maior colecionadora de bonecos populares da América Latina: Magda Modesto, uma das mais importantes pesquisadoras do teatro de títeres do Brasil. 86 anos de vida dedicados às marionetes e às suas expressões artísticas. Falecida em 2011, Magda deixou um legado material e imaterial incalculável. Formou sua coleção a partir das vivências com mestres de todas as partes do mundo.

Na exposição, que passará por Goiânia e Belo Horizonte, o público poderá conferir 150 peças dessas relíquias, com suas respectivas identificações e contextualizações no tempo e no espaço. Raridades dos acervos particulares de mestres mamulengueiros ainda vivos também podem ser apreciadas em uma andar inteiro da Torre Malakoff até o dia 19 de janeiro de 2008. A curadoria e a montagem têm a assinatura de Cecília Modesto, expressiva cenógrafa, arquiteta e filha de Magda.

Costa Neto/Cultura.PE

Costa Neto/Cultura.PE

O público poderá a riqueza do teatro de mamulengos

Para a idealizadora e curadora do Sesi Bonecos, Lina Rosa Vieira, a exposição celebra não só o título de Patrimônio Imaterial Brasileiro dado, em 2015, ao Teatro de Bonecos Popular do Nordeste pelo Iphan, como também a pujança dessa manifestação da cultura popular da região. “Tem jeito melhor de celebrar que no próprio brincar? Ao longo de 11 edições do Sesi Bonecos do Mundo, as melhores coisas que vivi no festival foram nas barracas dos mestres mamulengueiros. Autênticos, aprendi com eles que nada é tão importante que não possa virar pilhéria. Aprendi a virar a dor pelo avesso e descobri que o tecido é de chita. A rir de quase tudo e gargalhar de mim mesma. Sem ser hiperbólica, isso salva uma pessoa. Ginu, Boca Rica, Solon e Chico de Daniel salvaram muita gente. Saúba, Zé Lopes, Zé de Vina, Tonho de Pombos, Valdeck de Garanhuns e Chico Simões continuam salvando”, diz a curadora.

A mostra conta ainda com peças do acervo dos mestres Zé Lopes (Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco) e Zé de Vina, cujas obras poderão ser acessadas no aplicativo Co Quiz. O acesso e visitação à exposição são gratuitos.

Eric Gomes/Cultura.PE

Eric Gomes/Cultura.PE

Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco, Mestre Zé Lopes exibirá peças do seu acervo na mostra

Magda Modesto – em memória
Autodidata, Magda Modesto dedicou toda a sua existência ao engrandecimento do teatro de animação nas suas mais variadas correntes e técnicas. A interpretação foi fundamental no esforço coletivo para que essa expressão artística ocupasse um lugar de respeito, dentro e fora do Brasil, e fosse reconhecida como expressão da cultura brasileira.

Dedicada colecionadora de material sobre essa forma de arte, Magda foi ainda uma das fundadoras da Associação Brasileira de Teatro de Bonecos (ABTB), em 1973; da Associação Rio Teatro de Bonecos (ARTB), em 1984; de diversos outros movimentos artísticos que incluíam bonecos; e também foi membro da Union Internationale de la Marionnette (UNIMA). Foi incansável a sua luta para a formação de mais de 90% dos artistas e grupos em atuação no Brasil. Entre eles, estão os grupos Navegando, Sobrevento, Giramundo, Cia. Pequod e Caixa de Elefante.

Foi ativista do movimento de reconhecimento do mamulengo como patrimônio cultural e elemento diferencial da nacionalidade brasileira. Participou e protagonizou diversos congressos, seminários, cursos e festivais, dentro e fora do País. Recebeu, com menção de destaque, o reconhecido Prêmio Zilka Sallaberry de Teatro Infantil, do Centro de Pesquisa e Estudo do Teatro Infantil (Cepetin).

Foi orientadora e amiga da primeira doutora brasileira em Artes Cênicas de Teatro de Animação, pela USP, Ana Maria Amaral. Militou pela causa do teatro de bonecos com Álvaro Apocalypse, Carmosina Araújo, Maria Mazetti, Virgínia Valli, Nini Beltrame, Cacá Sena, entre inúmeros outros artistas e educadores de arte.

Chico Barros/Divulgação

Chico Barros/Divulgação

Relixx retrata a vida de várias catadoras pernambucanas

Prorrogação da Exposição Relixx SESI
A Mostra Relixx Sesi, que entrou em cartaz no mês de novembro na Torre Malakoff, segue em cartaz até o dia 19 de janeiro. Idealizada por  Lina Rosa, o projeto conta com fotografias de Helder Ferrer, Relixx, com xx, reverencia a força cromossômica feminina por uma vida sustentável. Ijanete, Carmira, Andréia, Cícera, Angela e Tereza. Catadoras de resíduos sólidos que abriram suas casas e seus corações numa exposição comovente. Combinação harmoniosa de sustento e sustentabilidade, na luta pela própria preservação e a do planeta. A exposição pode ser visitada gratuitamente de terça a sexta-feira, das 10h às 17h; sábado, das 15h às 18h; domingo, das 15h às 19h.

Serviço
Exposição Mamulengo: Patrimônio Imaterial Brasileiro
Abertura: terça-feira (19)
Onde: Torre Malakoff (Praça do Arsenal, s/n, Recife Antigo)
Visitação: terça a sexta-feira, das 10h às 17h; sábados, das 15h às 18h; e domingos, das 15h às 19h30 – até o dia 19 de janeiro de 2018
Entrada Gratuita
Informações: (81) 3184-3180

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