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PATRIMÔNIO CULTURAL

Patrimônio de Pernambuco, Basílica da Penha é reaberta após reforma

Uma cerimônia cheia de ritos e significados especiais marcou a reabertura da Basílica da Penha, no Bairro de São José, tombada pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), e que estava parcialmente fechada em setembro de 2007 para realização das obras de infraestrutura. Entre as dezenas de fiéis que lotaram a igreja, estavam o governador Paulo Câmara, acompanhado pela primeira-dama do Estado, Ana Luiza Câmara, e a presidente da Fundarpe Márcia Souto, que acompanharam toda celebração, neste domingo (5).

Costa Neto/Secult-PE

Costa Neto/Secult-PE

Governo do Estado e Prefeitura do Recife contribuíram para a restauração do templo

Desde que as obras tiveram início, as cerimônias e a tradicional bênção de São Felix ocorriam no pátio ao lado do templo. Até o momento foram investidos mais de R$ 6 milhões na restauração. Os recursos foram obtidos através da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), Prefeitura do Recife, Lei Rouanet e da contribuição dos devotos. Os recursos assegurados pelo Estado, no valor de R$ 847 mil, foram empregados em intervenções na estrutura, instalações elétricas e na decoração de quase toda a igreja.

O Governo, por meio da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), através de um convênio tripartite, pois envolverá a basílica e também a Prefeitura da Cidade do Recife, destinará mais R$ 1 milhão, desta vez, para recuperação das duas torres sineiras da igreja. A prefeitura destinará igual recurso. O processo para celebração do convênio está tramitando nos dois órgãos públicos.

Roberto Pereira

Roberto Pereira

O governador Paulo Câmara e a presidente da Fundarpe, Márcia Souto, compareceram à cerimônia

HOMENAGENS – Ao final da celebração – presidida pelo arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido – o reitor da basílica, Frei Luis de França comandou as homenagens. Ele entregou placa em agradecimento à colaboração do Estado no restauro da basílica ao governador Paulo Câmara, que reafirmou seu compromisso de “governar em favor dos que mais precisam”.

A Presidente da Fundarpe Márcia Souto também foi bastante elogiada e recebeu muitos agradecimentos do frei, que destacou sua presteza na resolução dos trâmites necessários para liberação dos recursos que continuarão a proporcionou o restauro total da Basílica. “Foi uma celebração de muita emoção e para nós, do Governo do Estado, de muita alegria e satisfação, por poder assistir a materialização de uma política pública que tem como um dos eixos principais a questão da preservação dos nossos patrimônios materiais”, comentou a presidente.

O ex-governador Eduardo Campos também foi lembrado na cerimônia pelo reitor da basílica, pelo empenho em viabilizar obra. A família Campos recebeu uma placa em homenagem ao ex-governador, além de uma imagem de São Miguel. Estiveram presentes na celebração a ex-primeira-dama Renata Campos, acompanhada dos filhos João, Pedro, José e Miguel, e da ministra do Tribunal de Contas da União, Ana Arraes, bem como do prefeito do Recife, Geraldo Julio, e da primeira-dama da cidade, Cristina Mello.

OBRA PRIMA DA ARQUITETURA PERNAMBUCANA – A igreja foi construída entre os anos de 1870 e 1882. O estilo coríntio a torna única na capital pernambucana. Ela é um exemplar acadêmico da Basílica de San Giorgio Maggiore (São Jorge Maior) construída pelo arquiteto Andrea Palladio, na cidade de Veneza, Itália, e conterrâneo do autor do projeto da Basílica da Penha, frei Francesco. A edificação tem planta baixa em cruz finalizada por semicírculo e fachada neoclássica com estatuária em mármore no exterior, como a de Nossa Senhora da Penha. A descoberta foi fruto de estudos realizados pelos professores e restauradores antes do início do restauro.

As portas de entrada chamam a atenção do visitante pela riqueza de detalhes. Os entalhes foram feitos pelo artista plástico italiano Valentino Besarel em madeira, com alto relevo e recobertos com cobre. Ele também esculpiu o coro alto, os púlpitos, o trono do acima do altar-mor, as imagens de mármore branco de Santo Antônio e São Francisco e o painel abaixo do altar da Virgem. Destaque também para os murais de Murillo La Greca no seu interior e de vários afrescos de Bottazzi decorando os forros da nave central.

As intervenções feitas ao longo do processo proporcionaram algumas surpresas. Entre elas, a do painel de mosaico vitrificado feito pela Società Musiva Veneziana, na Itália. A relíquia permaneceu no anonimato por ter perdido o brilho com o tempo. A beleza do ornamento foi revelada após limpeza feita pelos restauradores. A cena retratada pelos vidros coloridos é a aparição de Nossa Senhora a Simão, pastor de ovelhas, que, segundo a tradição, seria devorado por um crocodilo e foi salvo pela mãe de Jesus.

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