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PATRIMÔNIO CULTURAL

Pernambuco celebra o primeiro Dia Estadual do Cavalo Marinho

Esta segunda-feira (29) marca o primeiro ano da homenagem, que busca destacar e refletir sobre a importância do brinquedo para a história e cultura pernambucanas

Jorge Farias/Secult-PE/Fundarpe

Jorge Farias/Secult-PE/Fundarpe

O Dia Estadual do Cavalo Marinho é comemorado anualmente no dia 29 de junho

Hoje é dia de celebrar uma das manifestações culturais mais expressivas de Pernambuco: o primeiro Dia Estadual do Cavalo Marinho. Instituído pela Asssembleia Legislativa de Pernambuco, o dia 29 de junho foi aprovado em fevereiro deste ano como a data para promover atividades de reflexão acerca da importância do brinquedo Cavalo Marinho para a história e cultura de Pernambuco nas escolas públicas, privadas e demais repartições públicas do Estado. Em tempos de isolamento social, destacaremos aqui um conteúdo para conhecer melhor o Cavalo Marinho.

No vídeo abaixo, é possível assistir performances, coreografias e musicais da brincadeira popular manifestada especialmente no ciclo natalino brasileiro e realizada pelos trabalhadores e trabalhadoras rurais da região da Zona da Mata Norte. As gravações resultam de pesquisas promovidas por técnicos da Fundarpe e trazem ainda registros históricos e depoimentos de mestres da cultura popular, a partir de 12 grupos ativos, espalhados pela Zona da Mata Norte, Região Metropolitana do Recife, além das cidades de Pedras de Fogo e João Pessoa, na Paraíba. O filme é uma realização do Governo de Pernambuco, através da Secult-PE e Fundarpe, em parceria com a Associação Respeita Januário, contando com apoio do Iphan e do Ministério da Cultura. A intenção da obra, que foi produzida entre os anos de 2010 e 2012, teve como objetivo o registro do folguedo como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, título conquistado em 2014.

O Cavalo Marinho pode ser considerado como um “teatro-memória”, um elo entre o antigo e o contemporâneo em que a memória coletiva é a grande condutora, na sua forma dinâmica, mutável e seletiva e foi reconhecido como Patrimônio Imaterial do Brasil, no ano de 2014. O processo de identificação deste bem cultural teve como base o Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC), que foi aplicado pela Associação Respeita Januário (ARJ), com sede em Recife (PE), e abrangeu o estado de Pernambuco e cidades limítrofes da Paraíba, as cidades pernambucanas especificamente, foram Itambé (PE), Camutanga (PE), Ferreiros(PE), São Vicente Férrer (PE), Condado (PE), Goiana (PE), Aliança (PE), Paulista (PE), Araçoiaba (PE), Lagoa de Itaenga (PE), Passira (PE), Feira Nova (PE) e Glória do Goitá (PE). Logo, a brincadeira é vivenciada nessas regiões e integram o cenário cultural e histórico dessas cidades.

Aqui, neste link portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/DOSSIE_CVMARINHO.pdf, é possível encontrar um dossiê aprofundado sobre o Cavalo Marinho, que está disponível para download gratuito.

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