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PATRIMÔNIO CULTURAL

Professores da rede pública participam de seminário sobre educação patrimonial

'Seminário Participação Social e Educação Patrimonial' fez parte da programação da IX Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco

Jan Ribeiro/Secult-PE

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Pela manhã, a cientista social Sônia Rampim, do Iphan/DF, discutiu o papel e o lugar da educação dentro da preservação dos patrimônios

O auditório do Ginásio Pernambucano, um dos prédios mais tradicionais do Recife, foi palco nesta sexta-feira (19) do Seminário Participação Social e Educação Patrimonial. A ação, que faz parte da IX Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco, contou com a participação de 80 participantes, entre mediadores de museus e professores da rede pública, e teve o objetivo de incorporar a prática da preservação cultural na prática da educação.

Pela manhã, a cientista social Sônia Rampim, do Iphan/DF, realizou uma palestra intitulada ‘Participação social e educação patrimonial’, discutindo o papel e o lugar da educação dentro da preservação dos patrimônios. Durante a apresentação, ela elencou algumas das estratégias que o Iphan vem traçando neste sentido e que podem ser encontradas na cartilha Educação Patrimonial – Histórico, conceitos e processos.

Jan Ribeiro/Secult-PE

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“Na década de 70, ele já nos alertava a trabalhar com o conceito de público-alvo tendo ele como sujeito atuante”, disse Sônia Rampim sobre o pernambucano Aloísio Magalhães

Durante sua fala, Sônia Rampim destacou também o empenho de um pernambucano que conquistou o mundo com sua obra e dedicação à valorização dos bens culturais: Aloísio Magalhães. “Ele tinha uma preocupação com toda a cultura do país dos patrimônios brasileiros, e dizia que é preciso trazer desenvolvimento para essas comunidades, para que a cultura se desenvolvesse com um todo. Na década de 70, ele já nos alertava a trabalhar com o conceito de público-alvo tendo ele como sujeito atuante”, pontua.

Pela tarde, o Seminário Participação Social e Educação Patrimonial contou com três eixos temáticos, que ocorreram paralelamente. Amanda Paraíso e Flávio Barbosa, da diretoria de Preservação Cultural da Fundarpe, por exemplo, trataram do tema Educação patrimonial e ludicidade. Na ocasião, eles explicaram aos professores participantes da conversa detalhes do Jogo do Patrimônio 2.0, uma ação desenvolvida pela própria Fundarpe.

“Um fato que a Sônia Rampim citou pela manhã foi a dificuldade que o Iphan por vezes tem em criar uma cartilha educativa voltada para escolas, tendo em vista que cada instituição de ensino tem seu universo específico. Houve então uma percepção que o público de uma forma geral estava alheio ao patrimônio cultural, muito porque ele não se via ali representado. Assim, desenvolvemos este jogo que possibilita a devida noção de patrimônios culturais locais de uma forma lúdica e educativa”, disse Amanda Paraíso.

Jan Ribeiro/Secult-PE

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Evento contou com a participação de 80 participantes, entre mediadores de museus e professores da rede pública

Outros dois eixos temáticos trabalhados foram ‘Educação patrimonial e museus comunitários’, com o professor Francisco Sá Barreto, da UFPE, e Guitinho da Xambá, e ‘Educação patrimonial, formação de professores e práticas pedagógicas’, com a professora Isabel Guillen, da UFPE. Esta última levou como case de estudo o inventário que ajudou a produzir para respaldar a candidatura dos Maracatus Nação como Patrimônios Imateriais do Brasil.

“O patrimônio é um dos elementos principais na construção de uma identidade cultural. Para participar da produção deste inventário, convidamos alguns maracatuzeiros jovens para participar da produção desse inventário, e isso resultou em algo bastante especial. Esta ação de colocarmos eles no centro da pesquisa acabou sendo uma ação de educação patrimonial. Quando percebemos essa relação, levamos a mesma dinâmica a todos os outros grupos de Maracatu Nação”, opina Isabel Guillen. 

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