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PATRIMÔNIO CULTURAL

Sociedade Musical Curica celebra aniversário

Eric Gomes/Secult-PE

São 166 anos de fundação e uma trajetória marcada por um sem fim de histórias pra contar. Nesta segunda (8), a Sociedade Musical Curica celebra mais um ano de sua criação. Tudo começou em 1848. De lá pra cá, muitos momentos marcantes: participação nas festas em homenagem a dom Pedro II, durante visita à Goiana, em 1859, além de sua presença nas comemorações da abolição da escravatura, da proclamação da República, como parte da Guarda Nacional. Começou como uma orquestra sacra. Hoje, Patrimônio Vivo de Pernambuco, a banda tem se dedicado à formação de novos músicos, através de sua escola voltada para crianças de origem humilde.

A Sociedade Musical Curica foi fundada por José Conrado de Souza Nunes, no município de Goiana, Zona da Mata Norte de Pernambuco. Segundo o historiador Álvaro Alvim da Anunciação Guerra, tudo começou com um grupo de 12 a 15 músicos que se reunia no consistório da Igreja de Nossa Senhora do Amparo dos Homens Pardos. Os músicos resolveram criar uma orquestra sacra, apresentando-se pela primeira vez numa tocata, no Amparo, durante as comemorações da natividade de Nossa Senhora, no dia 8 de setembro de 1848.

Eric Gomes/Secult-PE

O nome da sociedade musical, por sua vez, é produto de diferentes versões, cheias de tradições e histórias contadas pelos mais velhos, dentre eles, os nonagenários Antônio Secondino, “Meia Noite”, e João José da Silva, “Calixto”. Uma delas relata que, certo dia, quando o grupo se dirigia para tocar na Rua Direita, parou na frente da casa de uma senhora chamada Iria e ofereceu-lhe uma polca. Diante da execução, ela disse a uma das suas criadas que a música parecia dizer “Curi-ca-cá”. Daí surgiu a corruptela “Curica”.

Seu repertório transita por diversos gêneros da música brasileira. E, 2006, recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco.

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