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Povos Tradicionais e Populações Rurais

Ações no quilombo Castainho serão continuadas após o FIG

Oficinas deste ano contemplaram as crianças da comunidade

Por: Marcela Pimenta

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“Uma semana mágica com brincadeiras e muito aprendizado”. Foi o que garantiu a estudante Joycelene Lopes, de 11 anos, na sexta-feira (25\07), durante o encerramento da oficinas no polo Castainho, que funcionou na comunidade quilombola a seis quilômetros de Garanhuns. Durante o Festival de Inverno, o espaço ofereceu atividades formativas, que incluíram oficinas de dança e música, além disso, os facilitadores atuaram também na profissionalização dos grupos musicais da comunidade. Desta forma, o festival serviu de palco para manifestações culturais locais. De acordo com a produção do evento, 200 jovens passaram pelo Polo Castainho. O sucesso da ação foi tão grande que as oficinas de dança e música continuam no mês de agosto, totalizando um curso com uma carga horária de 60 horas-aula.

Paulo Sérgio Sales

Segundo a coordenadora das ações para Povos Tradicionais e Populações Rurais, Gal Oliveira, as atividades no polo foram definidas de acordo com a necessidade das comunidades do entorno. “A gente não traz nada ser ter um diálogo prévio com os líderes”, salientou a coordenadora, explicando que duas dessas oficinas, devido à demanda local, serão estendidas até agosto. A comunidade é muito rica em grupos de dança e por isso conseguimos manter as atividades de percussão e dança até o próximo mês.

INFÂNCIA – Este ano, a novidade do polo fora as atividades para os pequenos. A oficina de Jogos e Brincadeiras fez sucesso entre as crianças. Com objetivo de introduzir brincadeiras lúdicas na comunidade, a oficina mostrou o universo do circo e do teatro. O pequeno William Rocha, de apenas oito anos, morador do Sítio Castainho, durante a oficina deu vida ao Palhaço Feijoada. Bastante extrovertido, o pequeno conta que ficou apaixonado pelo universo circense. “A oficina foi maravilhosa e a minha nota para a organização é dez”, disse William, que mora com o pai e a avó e mais dois irmãos.Paulo Sérgio Sales

Joycelene, que também reside no Sítio Castainho com a família, conta que a oficina abriu a mente para um universo lúdico, que pouco era estimulado.”Aqui, além de conhecer novos amigos, aprendi brincadeiras novas e resgatei até as antigas que era pouco procuradas na região”, disse. “Em outras edições, as crianças não tinha opções e acabavam ficando de fora do circuito. Com a necessidade apontada pela própria comunidade, nós conseguimos atingir um público incrível”, finalizou.

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