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Povos Tradicionais e Populações Rurais

Oficinas contribuem para a formação cultural de jovens do campo

Parceria entre Secult/Fundarpe e MST proporcionou vivências e trocas culturais

Secult-PE

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Jovens lideranças do MST participaram das oficinas

Incentivar práticas culturais que auxiliem na organização e na formação política dos integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Pernambuco. Este foi o objetivo de uma rodada de oficinas promovidas pela Secult/PE e Fundarpe entre os dias 17 e 18 de setembro, em Caruaru.

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Oficina de Danças Populares abordou ritmos como coco e ciranda

Intensas trocas culturais e um rico diálogo sobre a importância da preservação de brincadeiras tradicionais da cultura popular pernambucana marcaram o final de semana no Assentamento Normandia, onde desde o início do mês, 50 jovens lideranças do Movimento participam do 32º Curso Pé no Chão de Formação Política.

No leque das atividades, foram ofertados os minicursos de Dança Popular, Teatro, Serigrafia, Estamparia, Elaboração de Projetos Culturais e Jogos e Brincadeiras. Para Diego Vicente, um dos jovens coordenadores do Curso, “além de ressaltar o valor que essa cultura tem, as atividades reacenderam o espírito da alegria que tá dentro de cada um de nós, sementes que precisamos regar a cada dia para animar nossos acampamentos”.

SecutlPE

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Félix Santos e Diego Vicente, coordenadores do Curso Pé No Chão (MST)

Maycom Bergson, petrolinense de 22 anos, participou da oficina de Jogos e Brincadeiras, facilitada pelo ator e educador Lucas José e que incentivou o desenvolvimento de personagens lúdicos como palhaços e mamulengos. “O brincar é importante, a gente se esquece disso. Acho que uma das tarefas agora é voltar para as nossas áreas e estimular as crianças da região nesse sentido”, avaliou.

SecultPE

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Turma da oficina ‘Jogos e Brincadeiras’, com o facilitador Lucas José

Além de estimular talentos e vivências artísticas, algumas oficinas despertaram ainda a vocação para o empreendedorismo e adoção de práticas de economia solidária e sustentável. A jovem liderança Eunice Silva, que participou dos minicursos de Estamparia e Serigrafia, avaliou a oportunidade como “de grande importância para reflexão sobre consumo de água e de outros recursos naturais (alguns temas do curso) e sugerir, inclusive, uma atividade profissional, como produção de camisetas”. A oficina de Estamparia foi facilitada pela artista plástica e atriz Sintia Alves. Já a de Serigrafia, pelo designer e educador Luiz Jurandir.

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Participantes das oficinas de Estamparia e Serigrafia

Orientada pelo ator e coreógrafo Cícero Evaldo (Arariba), a oficina de Teatro estimulou reflexões sobre o corpo e possibilidades de movimento e interação com o outro. “Todo corpo é dançante e capaz, o tempo foi pouco, mas a ideia foi plantar mesmo essa semente”, comentou Arariba, que também é filho de assentado rural. Já na de Danças Populares, a dançarina e educadora Tamires de Souza repassou contextos e passos de expressões como ciranda e coco. “Foi uma oportunidade de conhecer melhor alguns ritmos que a gente não ouve muito no rádio, não vê na TV e que são a cultura do povo”, avaliou o recifense Eduardo, um dos participantes da atividade.

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Oficina de Teatro com o ator e coreógrafo Cicero Evaldo (Arariba)

Formação continuada

Chiquinho de Assis, que articula as políticas culturais da Secult-PE para Povos Tradicionais e Comunidades Rurais, agradeceu a parceria com o MST ressaltando “que a forma coletiva de pensar e se organizar no mundo inspira também as ações dos gestores estaduais, desta forma, estamos à disposição para dar continuidade às atividades, inclusive à oficina de Elaboração de Projetos Culturais, para que a turma possa desenvolver boas iniciativas e submete-las aos editais”.

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Oficina de Elaboração de Projetos, facilitada por Chiquinho de Assis

Após a socialização das oficinas, o dirigente estadual do MST, Jaime Amorim, acenou para a manutenção da parceria em outras etapas de formação do movimento: “Nesta conjuntura dura de luta política, às vezes acabamos fazendo um programa de formação mais rígido e formal, então, momentos como este, servem também para nos lembrar do quanto é importante criar, integrar as pessoas em torno da cultura e da nossa formação humana”. A segunda etapa do Curso Pé No Chão está marcada para o fim do mês de outubro, também no Assentamento Normadia, em Caruaru.

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Uma dança circular marcou o encerramento das atividades

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