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Povos Tradicionais e Populações Rurais

Pontos de Cultura promovem oficinas e apresentações musicais

Por: Marcela Pimenta

Um espaço eclético que transborda cultura. Assim é o Casarão dos Pontos de Cultura, que funciona na Escola Henrique Dias. No local, são ministradas aulas de bordado, filmagem, artesanato e dança. Juntas, as modalidades já têm cerca de 130 inscritos e as oficinas seguem até a próxima sexta-feira (25/05). Além do Casarão, o Festival de Inverno de Garanhuns oferece outros cinco espaços com oficinas, cursos e palestras, em diversos segmentos. No Espaço dos Pontos de Cultura, no Parque Euclides Dourado, o Grupo Walê-Dança cantou no idioma da tribo e contagiou o público.

As aulas de Capoeira, que são ministradas pelo Mestre Jorge Ferreira, estão entre as mais disputadas pelo público jovem. Até a terça-feira (22/07), mais de 30 jovens já estavam inscritos. “A capoeira é uma arte que trabalha o corpo e a mente. Por isso, que sempre temos muitos inscritos”, justificou Jorge, que pratica capoeira desde os 13 anos. As aulas de capoeira foram idealizadas pelo Ponto de Cultura Pipoquinha, do Recife, e seguem até a próxima sexta-feira (25/07), das 13h às 17h, assim como as demais oficinas.

Paulo Sérgio Nicholas

A aposentada Maria Lúcia, de 71 anos, escolheu as aulas de bordado. Maria conta que já tem habilidade para bordar, ressaltando que o seu objetivo é aperfeiçoar a técnica. “Estou sempre em busca de novos cursos e aqui, além de aprender mais, estou fazendo novas amizades”, disse a aposentada garanhuense. Ainda no segmento de trabalhos manuais, a oficina que ensina a transformar o papelão em objetos também teve uma ótima repercussão. Carlos Silvestre trabalha com papelão há 10 anos e agora sente a necessidade de compartilhar esse conhecimento com outras pessoas.

Paulo Sérgio Sales

“Além de divulgar a arte de transformar papelão em móveis, nós vamos conseguir deixar uma contribuição importante para os que participaram desta oficina”, disse o artesão, que é natural de Arcoverde, no Sertão. Carlos faz parte do Ponto de Cultura Camaragibe Arte e Cidadania, no Recife, que é gerido pelo Centro Macambira. A intenção do grupo é trabalhar o conceito de sustentabilidade e da economia criativa.

Para Fernando Carmino, que ministra uma oficina de iniciação à filmagem, os pequenos cursos, como o que está sendo promovido no Festival de Inverno de Garanhuns, podem revelar grandes talentos. “Durante os meus 30 anos de carreira já vi muitos jovens se encontrarem na vida”, garantiu Carmino, que é do Recife. A oficina de filmagem foi idealizada pelo Ponto de Cultura Bonecos de Pernambuco, também do Recife. É importante lembrar que a produção dos 20 alunos será apresentada na próxima sexta-feira no Parque Euclides Dourado, durante a culminância de todas  oficinas.

Um ritmo genuinamente pernambucano não podia ficar de fora. A oficina de Ritmos do Baque Virado, que é ministrada pelo músico Nido Pedrosa, é a atividade mais procurada no Casarão, com quase quarenta inscritos. Além do curso, o Ponto de Cultura Maracatu Almirante do Forte, também trouxe uma exposição de peças do maracatu, que este ano completa 83 anos de tradição.

Paulo Sérgio Sales

“Esse ritmo que mistura as culturas africana, indígena e europeia é exclusivo do nosso estado e nós temos que manter viva a cultura”, disse Nido, lembrando que é o segundo ano do Maracatu Almirante do Forte no Festival de Inverno de Garanhuns, que sempre abre espaço para a diversidade pernambucana. Além de participar das oficinas, que ainda oferece vagas para novatos, o público vai poder desfrutar o cortejo completo na sexta-feira, no Euclides Dourado, a partir das 16h.

MÚSICA – Um grupo indígena especial chamou a atenção dos que passavam no Parque Euclides Dourado, na tarde da terça-feira (22\07). Os 13 integrantes do Walê-Dança apresentaram um repertório que encantou os presentes. “Faço parte da única tribo indígena do Nordeste que preserva a língua e a religião materna”. Foi o que disse Iara de Cruz Fulni-ô, que faz parte da tribo Fulni-ô, de Águas Belas, e coordena o ponto de cultura, durante a apresentação.  O show, que foi apresentado pela primeira vez no Festival de Inverno de Garanhuns, arrancou elogios do público. Nesta quarta-feira (23/07), a partir das 17h, o palco recebe o cortejo de Pífanos, do Ponto de Cultura Nação Coripós.

Paulo Sérgio Sales

“Eu estava passando pelo parque e reconheci o ritmo e logo parei para conferir”. Foi o que revelou Joycianne Santana, uma jovem alagoana, de origem indígena, que está na cidade para conferir o Festival de Inverno. “A harmonia e a afinação do grupo foram os dois elementos que mais chamaram a minha atenção”, revelou a jovem.

O líder do grupo musical, o Walê, disse que a paixão pela música é incentivado desde cedo na tribo. Além disso, todas as crianças aprendem os dois idiomas, o português e o yaathe. “Esse trabalho é importante para manter viva a nossa cultura”, comentou Walê, dizendo que é a segunda vez que os Fulni-ôs se apresentam no festival.Iara disse ainda que a apresentação no festival mostra a sensibilidade da organização do evento com o trabalho realizado pelo grupo. “Com as nossas as nossas apresentações fora da tribo, nós realizamos divulgamos a nossa cultura”, explicou a coordenadora. A tribo Fulni-ô tem quase seis mil integrantes e todos são bilíngues

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