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Secretaria de Cultura

Nota de pesar – Mestre Zé do Carmo

Jan Ribeiro/Secult-PE

Jan Ribeiro/Secult-PE

O mestre Zé do Carmo detinha o título de Patrimônio Vivo do Estado desde 2005

A cultura popular perdeu um dos seus nomes mais representativos nesta sexta-feira (26), em que faleceu, aos 85 anos de idade, o mestre José do Carmo Souza, mais conhecido como Zé do Carmo.

Famoso pelas grandes peças de barro, o artista, Patrimônio Vivo do Estado desde 2005, se destacou no artesanato pernambucano com a criação de personagens que traduziram tradições, festejos e rituais religiosos para o universo nordestino.

A trajetória iniciada em Goiana, aos sete anos de idade, manteve vivo o legado da mãe, Joana Izabel de Assunção, que foi sua primeira referência artística e o influenciou a retratar mendigos, agricultores, Pretos Velhos, anjo cangaceiros, jornaleiro, Padre Cícero, Lampião, Maria Bonita e outros arquétipos do imaginário sertanejo. Aluno atento, que cursou apenas o ensino fundamental, sempre se valeu da observação e do autodidatismo para aperfeiçoar a técnica e dar vazão às invenções artísticas, que lhe garantiram um estilo próprio e inovador.

Além do barro, também esculpia em pedra, evidenciando um talento que garantiu também a qualidade e adesão de discípulos. Passaram pelo ateliê de Zé do Carmo, na condição de aluno, ceramistas como Mário Pintor, Tog, Luiz Carlos, Précio Lira, Andréa Klimit e Tiner Cunha.

Ficam registrados aqui nosso lamento, nossa gratidão e o compromisso de seguir contribuindo para a preservação de sua memória.

Marcelo Canuto
Presidente da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco – Fundarpe

Gilberto Freyre Neto 
Secretário Estadual de Cultura

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