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Secretaria de Cultura

Olhos e ouvidos do RIO2C se voltaram à música e ao audiovisual de Pernambuco

A cena musical contemporânea e a força da produção cinematográfica do Estado impressionaram os participantes do maior encontro de criatividade e inovação da América Latina

Rogério Resende

Rogério Resende

Primeira edição do Festivália reuniu artistas e bandas brasileiras, promovendo a integração entre os maiores festivais de música do País

Tiago Montenegro 

Sob o calor de um fim de tarde carioca, centenas de pessoas, de diversos cantos do País, se aglomeraram em frente ao palco montado na Cidade das Artes (Rio de Janeiro) no sábado, 07 de abril, para sentir um pouco da força e da beleza que marcam mais um momento da música produzida em Pernambuco. O show “Nova Cena Pernambucana”, representou o Festival de Inverno de Garanhuns na programação do Festivália, o “Festival dos Festivais” inserido na programação do Rio Creative Conference (Rio2C 2018), o maior encontro de criatividade e inovação da América Latina.

Com direção musical de Juliano Holanda, o show apresentou a um público formado especialmente por entusiastas da nova música brasileira, jornalistas, produtores e curadores musicais os cantores Almério, Romero Ferro e Martins; as cantoras Isaar, Isadora Melo, Aninha Martins e Flaira Ferro; e ainda os instrumentistas Amaro Freitas, Philipe Moreira Sales, Rafa B e Rogê Victor.

Rogério Resende

Rogério Resende

Amaro Freitas, Almério, Flaira Ferro, Martins, Isaar, Romero Ferro, Aninha Martins, Isadora Melo e Juliano Holanda

“A nova cena pernambucana me encantou porque mostrou um show consistente, onde todos os artistas cantaram entre si, interpretaram canções uns dos outros. Mostraram não apenas seu trabalho, sua força individual, mas a força do conjunto. Existe uma nova cena pernambucana muito transformadora que a gente precisa dar eco, fazer com que ela ande cada vez mais”, destacou Zé Ricardo, cantor, compositor e curador do Festivália.

Marcos Hermes

Marcos Hermes

Cumplicidade e colaboração marcaram o show

Do fazer coletivo de novos arranjos para as músicas, da generosidade e do cuidado de cada artista com as composições do outro, passando pelo clima de amizade e colaboração com figurino e maquiagem, unidade e representação definem bem o que se viu por lá. A cantora Flaira Ferro, pouco antes de interpretar – junto às outras mulheres no palco – sua composição “Coisa Mais Bonita”, fez questão de ressaltar “que cada artista presente traz consigo milhares de outros artistas que não puderam estar aqui hoje, mas que compõem a cena da música pernambucana”. Para Juliano Holanda, um dos elementos que dão unidade a esta geração de artistas é o fato de “praticamente todos terem sido formados no FIG, tanto no palco, como no público do Festival”. “Subimos com essa noção muito clara de estar representando tantos outros artistas e apresentar um recorte deste momento atual da música pernambucana”, continuou o diretor musical.

Rogério Resende

Rogério Resende

Empoderamento e representatividade feminina também foram tônicas do show

Em meio às treze músicas apresentadas, couberam ainda homenagens a pernambucanos consagrados cujas composições dialogam com o trabalho dos artistas no palco: “Sol e Chuva”, de Alceu Valença, “Desterro”, de Reginaldo Rossi, “Pense N’eu”, de Luiz Gonzaga, e “Preta “Cirandeira”, de Lia de Itamaracá. Iluminado por Natalie Revorêdo, o show contou ainda com projeções de Gabriel Furtado desenvolvidas a partir de um mergulho nos filmes em Super8 de Jommard Muniz de Brito. “Foi a forma que encontramos de aliar a potência da nossa música à força inventiva, à busca pela liberdade e por uma linguagem própria que marca historicamente o audiovisual pernambucano”, explicou André Brasileiro, diretor artístico do show.

Bruno de Lima

Bruno de Lima

O diretor artístico do FIG, André Brasileiro, teve a oportunidade de apresentar o Festival, ao lado de realizadores de outros eventos importantes, como o MIMO Festival e o NOAR Coquetel Molotov

“Representando o Governo de Pernambuco, realizador do FIG, tenho certeza de que nosso objetivo foi alcançado, que era o de apresentar este novo ambiente da música pernambucana, perceber este encontro como uma grande oportunidade para divulgar nacionalmente o Festival e, especialmente, esses maravilhosos artistas que se dedicaram intensamente, que emprestaram seus talentos e suas almas para apresentar um espetáculo lindo como o que vimos”, comemorou Márcia Souto, Presidente da Fundarpe. A gestora destacou ainda que o show “refletiu a política cultural em curso no Estado, como a política de editais para ciclos festivos e do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura) que, desde 2017, disponibiliza um edital específico para a Música, destinando cerca de R$ 4,7 milhões para projetos de circulação, gravação, manutenção de bandas, entre outras categorias”.

Marcos Hermes

Marcos Hermes

Minutos antes de subirem ao palco, uma roda de boas energias

A positiva repercussão do FIG foi sentida ainda nos comentários do público, produtores musicais de reconhecimento internacional e outros artistas convidados do evento. “Convidei o FIG para fazer parte da programação porque o FIG é mais do que um festival de música, é uma experiência imperdível, por toda a pluralidade artística que ele apresenta. O Brasil precisa conhecer mais o FIG, precisa ter mais proximidade com esse importante festival que já fez tanto pela música brasileira, que revela tantos nomes e dá espaço para artistas de todos os tamanhos mostrarem sua arte”, convidou Zé Ricardo, curador do Festivália.

Tiago Montenegro

Tiago Montenegro

Artistas fizeram manifesto sobre os eventos políticos recentes do País

Confira abaixo um trecho do show  “Nova Cena Pernambucana”, apresentado pela primeira vez no dia 07/04/2018:

Ouça as canções do repertório apresentado:

1- Altas Madrugadas 
2 – De Leve 
3 – Coisa Mais Bonita 
4 – Queria ter pra te dar 
5 – O Medo em Movimento
6 – Braseiro 
7 – Trupé
8 – Faz ideia 
9 – Desterro
10 – Me dê
11 – Preta cirandeira 
12 – Pense n’eu 
13 – Sol e Chuva


AUDIOVISUAL TAMBÉM MARCOU PRESENÇA

Vinte e seis empresas produtoras audiovisuais do estado também foram escaladas para promover a cultura pernambucana e articular novos negócios no RioContentMarket 2018. Uma parceria entre o Governo de Pernambuco (Secult/Fundarpe), o Sebrae/PE e a Brasil Audiovisual Independente (Bravi) viabilizou a participação de uma das maiores delegações brasileiras no encontro, que reuniu executivos de mídias digitais, broadcasting e mobile, programadores, publicitários, distribuidores, criadores, produtores e compradores de conteúdo de mais de 36 países.

Divulgação

Divulgação

Parte da delegação do audiovisual pernambucana

De acordo com a Gerente de Formação e Projetos Especiais da Secult-PE, Tarciana Portella, “mais de 40 representantes do audiovisual pernambucano participaram do encontro, que este ano trouxe como novidade a incorporação dos segmentos de inovação, jogos e música. Esse encontro é de fundamental importância para consolidarmos a política para o audiovisual, que prevê a atuação regionalizada, mas também o desenvolvimento de coproduções com parceiros até internacionais”.

O produtor Chico Ribeiro (Rec Produções), que também é membro do Conselho da Bravi, avaliou como “super importante essa parceria que começou no ano passado, quando realizamos no Recife o RioContent Lab, que é um laboratório pra esse evento”. Chico destaca que, nesta edição, “além das produtoras, representantes de veículos de comunicação públicos e privados, como a Empresa Pernambuco de Comunicação, a TV Clube e a TV Jornal, também participaram, o que reforça a necessidade de reunir os mais diversos atores da cadeia”.

Rogerio Resende

Rogerio Resende

Participantes tiveram acesso a espaços como a Arena de Conteúdos, voltada à apresentação de projetos audiovisuais bem sucedidos

Ao final do encontro, Rodrigo Homem (Na Lata Filmes), um dos realizadores integrantes da caravana pernambucana, comemorou “a boa aceitação de um projeto desenvolvido a partir da consultoria de roteiros ofertada no Recife, foi uma oportunidade única de estar num mesmo local com todos os elos da cadeia do audiovisual”.

Para Milena Evangelista, coordenadora do Audiovisual da Secult-PE, o sucesso da recepção aos projetos de Pernambuco reflete ainda “a consolidação de uma política forte e inovadora para o audiovisual no Estado, que só de 2011 até hoje já aportou mais de R$ 115 milhões em 530 curtas, longas e produtos para a televisão, e estabeleceu cotas no edital do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura) para mulheres realizadoras, populações negras, indígenas e trabalhadores do audiovisual atuantes no interior”.

Confira AQUI mais imagens do RIO2C 2018 

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