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Secretaria de Cultura

Plano Estadual de Cultura mira na pesquisa e na formação cultural

Fruto de um processo amplo de participação, o documento aponta para a superação de desafios que persistem no setor

Jan Ribeiro/Secult-PE

Jan Ribeiro/Secult-PE

Durante a Plenária Final da IV Conferência Estadual de Cultura de Pernambuco, o GT que tratou deste tema teve o maior número de participantes foi o de número 3 – num total de 69 delegados e delegadas inscritos(as)

Por Marcus Iglesias

Durante a Plenária Final da IV Conferência Estadual de Cultura de Pernambuco, o Grupo de Trabalho (GT) que teve o maior número de participantes foi o de número 3 – num total de 69 delegados e delegadas inscritos(as). Um GT que tratou de dois Eixos Estratégicos muito importantes para o Plano Estadual de Cultura: Pesquisa e Formação Cultural; e Cultura e Educação. Eixos que incorporam ações como formação artística, cultural e profissionalizante, assim como a capacitação de professores, agentes culturais, arte-educadores e educadores populares, com o intuito de reconhecer e promover a diversidade cultural brasileira nos espaços educativos formais.

Para o cineasta Marlom Meireles, que participou pela primeira vez e uma Conferência na condição de representante do agreste dentro do Conselho Consultivo do Audiovisual, “é fundamental para o desenvolvimento das políticas públicas que haja escutas da sociedade civil e que ela possa participar efetivamente dessas questões; e que isso tudo ocorra como ocorreu, percorrendo todo o estado e dando espaço pras diversas linguagens artísticas darem suas contribuições”.

Jan Ribeiro/Secult-PE

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O cineasta Marlom Meireles participou pela primeira vez de uma Conferência na condição de representante do agreste dentro do Conselho Consultivo do Audiovisual

Os documentos de referência para a construção da Primeira Minuta do Plano Estadual de Cultura, que serviu como base durante a Plenária Final da Conferência, foram, principalmente, o resultado das discussões na III Conferência Estadual de Cultura, em 2013; o Mapa da Estratégia 2015-2018 do Governo de Pernambuco; e o Planejamento Estratégico da Secult-PE, da gestão 2015-2018.

Formação (2)

“É fundamental para o desenvolvimento das políticas públicas que haja escutas da sociedade civil e que ela possa participar efetivamente dessas questões0″, opina Marlom

As propostas integram as políticas culturais pensando o processo da Cultura em todas as suas dimensões: simbólica, cidadã e econômica. A ideia é que as ações se articulem a partir das redes de instituições públicas de ensino, escolas livres de artes, centros culturais, Pontos de Cultura e iniciativas livres de formação artística.

Segundo Tarciana Portella, Gerente de Projetos Especiais da Secult-PE e Fundarpe que acompanhou de perto os debates nas pré-conferências e na Plenária Final, e uma das responsáveis na gestão em pensá-la do ponto de vista da formação cultural, “estas ações se complementam porque vai desde o pensar o global, de articular as diversas potencialidades na área de informação e pesquisa, e de fortalecimento da economia da cultura, com inserção dos diversos atores que precisam ser formados nesse processo”.

Rodrigo Ramos/Secult-PE

Rodrigo Ramos/Secult-PE

Segundo Tarciana Portella, Gerente de Projetos Especiais da Secult-PE e Fundarpe, a atual gestão realizou um levantamento das demandas dos últimos doze anos no que diz respeito à Formação, que foram feitas em paralelo com o processo de construção da IV Conferência

Como dentro da cultura as linguagens acabam tendo muitas especificidades, ouvir cada uma delas e trabalhar ações transversais, patrimoniais, educativas, é um trabalho de formiguinha. Na opinião de Meireles, o legado principal que fica “é a sistematização com alguns diagnósticos do que pode melhorar, do que pode ser aprimorado, dentro da política pública aqui em Pernambuco. E agora é hora de pôr em prática, implementar e fiscalizar”.

As propostas nas áreas de pesquisa e formação são uma síntese importante da complexidade do campo. “Primeiro, a de número 95, trata da questão mais óbvia possível, a elaboração de Plano Estadual de Pesquisa e Formação Artístico Cultural, e amarra qual a perspectiva deste plano, que deve ser democrático, interdisciplinar, plural, transversal e inclusivo”, pontua Tarciana.

Jan Ribeiro/Secult-PE

Jan Ribeiro/Secult-PE

A proposta é que as ações se articulem a partir das redes de instituições públicas de ensino, escolas livres de artes, centros culturais, Pontos de Cultura e iniciativas livres de formação artística

Ela revela que na Secretaria de Cultura e na Fundarpe foi realizado um levantamento das demandas dos últimos doze anos, que foram feitas em paralelo com o processo de construção da IV Conferência. “E, claro, que um plano desse vai aprofundar as necessidades de acordo com os diversos aspectos da atividade artístico-cultural”.

Outra ação estratégica, a de número 96, trata da questão da criação do Sistema Estadual de Formação e Pesquisa, que potencializará a articulação entre os diversos atores que existem e trabalham com formação. “A gente sabe, por exemplo, no caso da música, que há diversas escolas como o Conservatório Pernambucano e o Centro de Criatividade, e uma enormidade de bandas que também são organizações formativas. Essa proposta busca agregar a sociedade civil, coletivos e empreendedores, porque temos uma massa espalhada pelo estado de estruturas, formais e informais que estão de fato fazendo ações formativas e de pesquisa para o estado”.

Jan Ribeiro/Secult-PE

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Ações estratégicas aprovadas pelos delegados e delegadas, como a de número 96, trata da questão da criação do Sistema Estadual de Formação e Pesquisa, que potencializará a articulação entre os diversos atores que existem e trabalham com formação

“Inclusive se a gente for ver o Funcultura ele fomenta diversas atividades formativas e de pesquisa e que num processo desse a gente, ao articular estes setores, já traz um cabedal de informações e potenciais formadores e pesquisadores para atuar nesse âmbito”, reforça a Gerente. Ela também destaca, por último, a questão da pesquisa e formação continuada e capacitação artístico-cultural que contemple todas as cadeias produtivas da cultura e da diversidade. “É interessante pensar nisso porque é algo voltado para a formação técnica visando superar os gargalos que existem. E essa superação vai desde formação em gestão e também na área técnica, que ainda é escassa”.

“Para não fugir do exemplo da música, temos neste setor uma demanda grande de necessidade de roadies. De uma maneira mais ampla, de eletricistas e montadores de palco, entre outros. Existe toda uma cadeia de demandas pra qual nós não temos, de fato, cursos estruturados, e boa parte deles são oferecidos por coletivos”, detalha a gestora. “O Plano, para ser sintética, consegue ir da questão do levantamento das necessidades, articulação pra potencializar e enfrentar os gargalos de forma efetiva”.

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