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Secretaria de Cultura

Protagonismo feminino no circo em Pernambuco é tema de live da Secult-PE

A Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE) transmite em seu canal no YouTube (www.youtube.com/SecultPE), na próxima quarta-feira (13), a partir das 19h, a live “Mulheres circenses no centro do picadeiro”, que contará com de Tita Alves (Circo Alves), Fátima Pontes (coordenadora da Escola Pernambucana de Circo) e mediação de Jorge Clésio (assessor de Artes Circenses da Secult-PE).

O universo do circo, com toda alegria, ludicidade e diversão, não é diferente da sociedade na qual está inserido. Lidar com machismo e misoginia faz parte da vida das mulheres circenses. “Somos artistas, com valores diferentes, mas tem muito preconceito. A moça do circo era mais zelada, não podia sair, ter amigos, conversar com rapazes”, diz Tita, que faz parte da quarta geração de circenses da família. Segundo ela, a situação não mudou muito. “Todo lugar que a gente chega é estranho: não pode sair sozinha, com roupa curta”, fala. “As pessoas que têm preconceito são burras, pois julgam coisas que não conhecem”, costuma dizer.

Para Fátima, que é produtora cultural e conselheira titular de circo no Conselho Estadual de Política Cultural de Pernambuco, a luta das mulheres do circo não é diferente da luta de todas as mulheres. “A gente tem que estar o tempo todo atenta e isso é muito desgastante. É muito complicado porque é um desgaste físico, emocional, mas estamos na luta. Acho que a situação da mulher no circo tem mudado um pouco nessa nova realidade que a gente vem tentando ser mais empoderada mesmo”, diz ela.

Segundo Fátima, na maioria dos circos, inclusive nos itinerantes, as mulheres estão à frente do negócio, às vezes, dividindo o gerenciamento com algum homem da família. “Elas são parte fundamental da manutenção do circo. É uma luta sempre porque a gente sabe que o ambiente do circo sempre foi muito machista. Como inserir as mulheres no espetáculos, na montagem, nos números.. Sempre foi muito difícil para os homens entenderem que as mulheres têm a mesma força, a mesma qualidade, o mesmo desenvolvimento no trabalho. Elas sempre eram jogadas para cuidar da família, para fazer os números como partner. Mas acho que isso tá mudando”, acredita Fátima, que tem Tita como suplente no Conselho. “Acho que foi uma vitória ter duas mulheres no Conselho de Política Cultural”, comemora.

Para Jorge Clésio, que, além de gestor público, também é artista e professor de teatro, as mulheres são as verdadeiras protagonistas, tanto nos circos, quanto nos espaços formativos e independentes. “A rotina da mulher circense, às vezes, se transforma em três ações: a mãe, que cuida dos filhos e da casa; a administradora/ensaiadora e a artista que vai se apresentar profissionalmente no picadeiro. Muitas vezes, não são devidamente reconhecidas por estas funções e nem ocupam o lugar de destaque merecido. Porém, estamos em tempos de superação, e são as mulheres quem têm trazido as melhores experiências de solidariedade, união, colaboração e de fortalecimento da própria identidade de mulher circense. Nossa batalha é fortalecer essa luta e que esse real protagonismo expanda-se ainda mais, não apenas no circo, mas em todas as expressões artísticas e sociais”, completa.

Webprograma “Cultura em Rede”
Realizado pelo Núcleo Digital da Secult-PE, o webprograma “Cultura em Rede” traz, geralmente às terças-feiras, às 19h, debates sobre temas relevantes da cultura pernambucana e nacional. A live vai ao ar tanto no canal da Secult-PE no Youtube, quanto no Facebook. Os programas ficam gravados e podem ser acessados a qualquer momento.

Serviço
Live “Mulheres circenses no centro do picadeiro”
Quando: 13 de outubro de 2021 (quarta-feira), às 19h
Transmissão: www.youtube.com/SecultPE | www.facebook.com/culturape

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