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Secult-PE promove a live “Tokens não Fungíveis: revolução digital no mercado das artes?”

O bate-papo vai ser transmitido na próxima terça-feira (11), a partir das 19h, no canal youtube.com/secultpe.

Já ouviu falar em “Tokens não Fungíveis”? Embora não estejamos familiarizados com o tema, em linhas gerais, a palavra faz referência a obras criadas no mundo digital que, ao se tornarem NFTs (Non-Fungible Tokens), adquirem valor por sua “originalidade, singularidade e especificidade” e podem ser negociadas no mercado por preços atribuídos pelo dono desse certificado especial criptográfico que a valida. O blockchain, uma tecnologia segura usada pelas criptomoedas e aplicada aos NFTs, garante a autenticidade da obra, e rastreia o percurso dela a partir de seu proprietário original, bem como dos demais surgidos na sequência das aquisições. Uma inovação sem precedentes no mercado das artes, que abre possibilidades para os “criadores digitais” negociarem suas obras “imateriais”. Tanto que esse “selo” já começa a ser atribuído também a obras “materiais”.

A partir dessas inovações tecnológicas no campo das artes, a Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE) promove, na próxima terça-feira (11), a partir das 19h, a live “Tokens não Fungíveis: revolução digital no mercado das artes?”, em seu canal oficial no YouTube (www.youtube.com/secultpe). Em pauta, estarão perguntas: O que são ‘Tokens não Fungíveis? Seria uma inovação no mercado das artes? Do que se trata? Quem são os pioneiros?

Para tratar desse recurso e de como ele já impacta o setor artístico, a Secult-PE convidou para o bate-papo o aprendedor de novas tecnologias, Rafael Araújo; o cofundador da plataforma Phonogram.ME, Lucas Mayer; e o curador da Garrido Galeria e Phantom 5 Arte, Steve Coimbra. A mediação será da assessora para Cooperação e Redes da Secult-PE, Tarciana Portella.

Aperte o play e confira:

TOKENS NÃO FUNGÍVEIS - Essa revolução começou pelo mercado das artes visuais. Chamou a atenção do mundo ao ter a venda por US$ 69 milhões, realizada pela famosa casa de leilões Christies, em março desse ano, do token único de um trabalho do artista americano Beeple, uma colagem com 5 mil imagens digitais criadas por ele desde 2007. Vídeos inteiros ou trechos, GIFs, tuítes, fotografias e músicas passaram a adotar o NFT, criando inúmeras possibilidades na forma de relação do criador com o seu público, colecionadores e investidores. Importante frisar: para os criadores, significa o fortalecimento dos direitos autorais.

Phonogram.ME é a primeira plataforma NFT do Brasil, lançada em março de 2021. Voltada para a música, tem o irrequieto ator e músico André Abujamra como seu embaixador na América Latina. “É uma plataforma onde artistas, produtores fonográficos, editores, etc podem vender não apenas discos com certificado NFT. Eles podem literalmente leiloar os copyrights da música. Isso mesmo, os direitos sobre o fonograma. É a democratização da indústria fonográfica”, observa Abujamra.

O serviço permite ao comprador receber royalties quando a obra negociada é executada, no rádio, no streaming, em um evento, e até mesmo em um programa de televisão. Também para se tornar mais acessível aos interessados nessa novidade, a plataforma é a única do mercado que permite ao usuário escolher como quer receber a sua cota, seja em criptomoedas ou em reais.

CONVIDADOS
Lucas Mayer - Cofundador da Plataforma PHONOGRAM.ME
Compositor e produtor musical brasileiro que dirige seus estúdios em São Paulo e Berlim. Produziu o Uncensored Playlist, projeto musical mais premiado do LIA [London International Awards], ganhando o Titanium e mais seis Cannes Lions, ouro e GP no Clio Festival, El Ojo de Iberoamérica, D&AD Impact e mais de 200 prêmios nos últimos dois anos. Atualmente é cofundador do Phonogram.me, o primeiro market place em NFT de música brasileira.

Steve Coimbra - Curador
Curador de arte, DJ e produtor de eventos, com formação em Sistemas para Internet. Fundador da Devil’s Den (festa underground que mistura música eletrônica com variadas linguagens artísticas) e do Phantom 5 (grupo de curadoria independente), Steve atua como curador da Garrido Galeria, localizada na Zona Norte recifense.

Em 2016, estudando sobre finanças descentralizadas, passou a se aprofundar no universo das criptomoedas, o que possibilitou o investimento em sua pesquisa artística para seguir seus caminhos curatoriais. Com os resultados obtidos, realizou viagens para exposições, bienais e coleções privadas e institucionais pelo Brasil, consolidando o seu repertório conceitual e prático, com a realização de exposições de artistas emergentes. Atualmente, segue investindo em seus projetos artísticos, desenvolvendo, ainda, pesquisas na área de Tecnologia, que unem Inteligência Artificial e banco de dados para mapeamento de coleções e acompanhamento artístico, além dos estudos sobre o mercado de NFTs, buscando ampliar suas possibilidades.

Rafael Araújo - Aprendedor de Novas Tecnologias
Graduado em Ciências da Computação pela UFPE e Certified Bitcoin Professional pelo CryptoCurrency Certification Consortium, tem mais de 20 anos de experiência em tecnologia. Um dos pioneiros no desenvolvimento de aplicativos para celulares no mundo, participou na criação da primeira carteira física de criptomoedas da América Latina.

MEDIAÇÃO
Tarciana Portella - Assessora para Cooperação e Redes da Secult-PE
Documentarista, poeta, produtora e gestora cultural. Foi do Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco; Chefe da Representação Regional Nordeste do Ministério da Cultura na gestão Gilberto Gil / Juca Ferreira; da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura do MinC e da Comissão Deliberativa do FUNCULTURA. Participou de estágio no curso de Financiamento e Economia da Cultura na Universidade de Paris Dauphine, pelo Programa Courrants du Monde, do Ministério da Comunicação e Cultura da França. Jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco, tem especialização em Direção e Produção de Documentários pela Universidade de Salford (Reino Unido) e em Gestão Cultural pela Universidade de Girona (Espanha).

Serviço
Live “Tokens não Fungíveis: revolução digital no mercado das artes?”
Quando: 11 de maio de maio de 2021 (terça-feira), às 19h
Transmissão pelo canal: www.youtube.com/secultpe

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