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Barro como matéria prima da arte é tema do Ciclo de Debates Agreste Telúrico

Realizado até o próximo sábado (15), no Museu do Barro de Caruaru, a iniciativa propõe discutir o papel da Bienal do Barro do Brasil e refletir sobre história, arte e memória

Divulgação

Numa das atividades da programação Carlos Mélo, idealizador do projeto, fará uma performance nesta sexta-feira (14)

Até o próximo sábado (15) o Museu do Barro de Caruaru sedia uma série de debates e performances do projeto Agreste Telúrico, idealizado pelo artista Carlos Mélo A proposta da iniciativa é realizar ampliar as discussões levantadas na primeira Bienal do Barro do Brasil, Água mole, pedra dura, realizada em 2014, e também discutir a importância da mostra para a região.

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Além do Agreste Telúrico, Mélo também criou a Bienal do Barro do Brasil, realizada em 2014 com o tema ‘Água mole, pedra dura’, e que será pauta das discussões deste evento

“Quando comecei a pensar a bienal, lá atrás, existia uma dúvida se chamaria o evento realmente de bienal, devido ao desgaste da palavra. Mas como era a primeira, optei por manter esse nome, numa espécie de contravenção. Criei essa mostra que pretendia discutir a questão do barro, indo além da cerâmica. Agora, voltamos a falar sobre a necessidade e a finalidade de uma bienal e o porquê de ter uma em que o barro seja o ponto central de reflexão”, explica Carlos Mélo, que também fará uma performance nesta sexta-feira (14).

Além do debate que propõe, a iniciativa tem o objetivo de se colocar como um espaço de reflexões sobre as relações do barro, da tradição, da memória, da história com a arte contemporânea, bem como o lugar dos artesãos e o cenário cultural do agreste pernambucano.

“A bienal só faz sentido se estiver em total conexão com os interesses da comunidade, e possa assim criar condições, não só para o resgate da tradição, mas também para propor em sua continuidade a ampliação e produção de novos sentidos”, defende Carlos Mélo.

O ciclo de debates também aposta na descentralização, invertendo o fluxo – já que as bienais acontecem normalmente nas capitais, e não no interior. Nesta sexta-feira (14/09), haverá o ‘AGRESTE/RESGATE’, que revela questões relacionadas ao lugar da sua história, memória e tradição. Participam deste encontro os palestrantes José Rufino (PB) e Carlos Mélo (PE), além dos mediadores Juliana Leitão (PE), Sonia Costa (BA) e Abel Carvalho (PE).

Já no sábado (15/09) é a vez do encontro ‘Por que uma Bienal do Barro?’, com palestras de Sonia Costa (BA), Carlos Mélo (PE) e Marcelo Cidade (SP), e mediação de Abel Carvalho (PE) e Paulo Carvalho (PE). A ideia é discutir qual a simbologia da matéria prima do barro e o que ela representa como contribuição para a contemporaneidade.

No primeiro dia do evento, na quinta-feira (13), foi realizada uma discussão com o mote ‘Por que uma Bienal?’, com a participação de Raphael Fonseca (RJ), que foi o curador da primeira edição da mostra, e de Marcus Lontra (SP), outro nome de destaque na cena curatorial brasileira.

Serviço
Ciclo de Palestras e Perfomance Agreste Telúrico
Até sábado (15) | 14h às 18h
Museu do Barro de Caruaru
Gratuito

Programação final do Ciclo de Debates Agreste Telúrico:

Sexta-feira (14/09)
AGRESTE/RESGATE.
O anagrama AGRESTE/RESGATE suscita questões relacionadas ao lugar da sua história, memória e tradição.
Palestrantes: José Rufino (PB) e Carlos Mélo (PE).
Mediadores: Juliana Leitão (PE), Sonia Costa (BA) e Abel Carvalho (PE). Encerramento com performance de Carlos Mélo.

Sábado (15/09)
Por que uma Bienal do Barro?
Qual a simbologia da matéria prima do barro e o que ela representa como contribuição para a contemporaneidade.
Palestrantes: Sonia Costa (BA), Carlos Mélo (PE) e Marcelo Cidade (SP).
Mediadores: Abel Carvalho (PE) e Paulo Carvalho (PE)

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