Pular a navegação e ir direto para o conteúdo

O que você procura?
Newsletter

Serviço Cultural

Festival Internacional de Teatro de Pernambuco investe em formação

O Cambio - Festival Internacional de Teatro de Pernambuco acontece entre os dias 4 e 21 de setembro e conta apresentação, seminário, oficina, residência artística, entre outros. As inscrições vão até o dia 30 de agosto.

Paula Pietro

Paula Pietro

O espetáculo “Lo único que necesita una gran atriz, es una gran obra y las ganas de triunfar”, do grupo Vaca 35, terá três apresentações.

Por Camila Estephania

Na próxima terça-feira, Recife ganha mais um festival de teatro para contribuir com a formação de atores, diretores e produtores do Estado. O Cambio – Festival Internacional de Teatro de Pernambuco, que conta com apoio do Programa PE Criativo, tem entre seus objetivos suprir a demanda de intercâmbio entre o cenário local com outros países destacando não só espetáculos, como também ações de formação. Não é à toa que o evento será aberto pela palestra “Internacionalização das artes cênicas” que acontecerá na Caixa Cultural do Recife, em 4 de setembro, às 19h, dando início à programação que vai até 21 de setembro.

Na ocasião, a espanhola Iva Horvat falará sobre os aspectos mais importantes a serem considerados na avaliação de possíveis mercados e na participação de peças em festivais e feiras internacionais. Os interessados em participar da abertura e de outras atividades de formação devem se inscrever no site do evento (AQUI) até o dia 30 de agosto. Dependendo da atividade, a entrada será gratuita ou custará até R$ 130.

O espetáculo mexicano “Lo único que necesita una gran atriz, es una gran obra y las ganas de triunfar”, do grupo Vaca 35, é o único que integra a programação e será encenado nos dias 7, 8 e 9 de setembro, às 19h, no Casarão das Artes (Bairro do Recife). A apresentação acontecerá no esquema “pague quanto puder” e terá seus ingressos retirados 1h antes de seu início, na bilheteria do espaço. “A peça é baseada em ‘As Criadas’, de Jean Genet, e fala da influência da atuação na vida das personagens e da importância do teatro. É uma montagem muito intimista em que quase não há diferença de cena e plateia, por isso, achamos que o Casarão seria o melhor lugar, mas é também um espaço especial para a Remo Produções, que já foi Ponto de Cultura sediado lá”, explica a idealizadora do festival, Paula de Renor, que também inicia as comemorações de 35 anos da Remo com a realização do evento.

Divulgação

Divulgação

A espanhola Iva Horvat fará a palestra que abre o festival.

Realizado de maneira completamente independente, a primeira edição do Cambio montou uma programação que trouxesse o conceito do festival, que tem como objetivos a formação, a reflexão e a fruição. Esses três aspectos serão contemplados através de palestra, seminário, oficina, residência artística, conservatório e apresentação – os quais, neste primeiro ano, contam com apenas um representante, cada um. “O início com a palestra quebra esse paradigma de abrir festival com espetáculos que é para mostrar que estamos voltados para a formação também. Eu não queria fazer um festival com características dos que já existem aqui. Já temos festivais muito bons com características muito próprias”, explica Paula, que também fez a curadoria do evento junto de Celso Curi.

Com a proposta de ampliar o festival nos próximos anos trazendo exclusivamente atrações internacionais, o Cambio busca multiplicar o cenário pernambucano. “Há festivais locais, nacionais e internacionais aqui, mas, como temos tido corte de verba, as atrações internacionais, naturalmente, ficaram em segundo plano, porque temos uma produção local e nacional para dar conta prioritariamente. Agora, o Cambio foca em uma programação internacional e o cenário local também se beneficia com as ações que eu posso trazer, de modo que um profissional de fora irá deixar algo para a nossa cidade”, avalia Paula, que durante 17 anos foi responsável pela parte internacional do Janeiro de Grandes Espetáculos.

“Eu tenho circulado bastante e percebo que a gente tem teatro e dança bons para levar para fora. Por que a gente não sai? A gente precisa buscar lá fora centros culturais e apoios para abrir um novo mercado. Não podemos pensar que somos coitadinhos e nosso produto não é bom o suficiente. Por isso, quero que a gente se profissionalize através desse evento pra saber vender o nosso produto pra fora, que é isso que a gente não sabe”, observa ela, que acredita que o novo festival também acrescenta novas dramaturgias e novas estéticas ao repertório do público.

SERVIÇO
1º Cambio – Festival Internacional de Teatro de Pernambuco
Quando: de 4 a 21 de setembro
Inscrições: até 30 de agosto
Detalhes sobre a programação: www.cambiofestival.com.br

< voltar para home