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Museu do Barro em Caruaru - Espaço
Zé Caboclo
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Histórico
O Museu do Barro de Caruaru - Espaço Zé Caboclo, unidade museológica
mantida pela Prefeitura Municipal de Caruaru, através da Fundação
de Cultura e o Governo do Estado de Pernambuco, através da FUNDARPE,
foi criado em 1988, com um acervo estimado em 700 peças procedentes
do "Alto do Moura" bairro da Cidade que concentra centenas de ceramistas,
sendo considerado o "Maior Centro de Arte Figurativa das Américas".
Parte
do acervo foi remanescente
do setor de cerâmica do antigo Museu de Arte Popular, construído
e demolido na década de 60 e reinstalado na década seguinte, funcionando
até sua desativação, quando surgiu o atual Museu do Barro.
O
local escolhido para a instalação foi uma ampla sala do Espaço Cultural
Tancredo Neves, construção polivalente onde funcionou um antigo
conjunto fabril.
Em
1994, iniciou-se a construção do Pátio de Eventos Luiz Gonzaga,
dentro dos limites do referido espaço cultural e para isso, demoliu-se,
indiscriminadamente, a sede do Museu, passando o mesmo a dividir
espaço com outra unidade museológica, em área reduzida à metade
da que ocupava até então (pouco mais de 200 m2) com iluminação e
sinalização deficientes e sem condições de oferecer espaço para
atividades educativas e de preservação do acervo.
Em 1992, um convênio firmado com o governo do Estado de Pernambuco,
através da FUNDARPE, permitiu a incorporação, por comodato, ao acervo
do Museu, de 1322 novas peças, correspondente à Coleção de Arte
Popular "Abelardo Rodrigues" com um expressivo acervo de cerâmica
dos principais pólos do Nordeste e também da coleção do Museu do
Barro da Casa da Cultura de
Pernambuco, totalmente desativado para este fim.
A reduzida área de exposição do Museu não permitia a mostra total
das coleções (cerca de 2300 peças), comprometendo também a boa apresentação
do que era possível se expor.
Consciente
da importância de Caruaru, cidade pólo da região agreste, com um
rico e variado potencial Artístico - cultural, A exemplo, sua internacional
feira, seus festejos juninos, seu exuberante artesanato e seus artistas
populares, o Governo Municipal entendeu que a produção cerâmica,
um dos expoentes da cultura local, merecia um espaço digno de sua
representatividade, onde sua preservação e difusão estivessem asseguradas
e ajudassem no seu reconhecimento como produto turístico - cultural.
A nova sede do Museu do Barro localiza-se, também, em área do Espaço
Cultural Tancredo Neves, ocupando todo o segundo pavimento de um
belo edifício histórico (antiga casa de máquinas da Fábrica Caroá).
Foi inaugurada em 03 de abril de 1998 dividindo, privilegiadamente,
espaço com as sedes da Fundação de Cultura, da Escola de Música,
da Banda Musical Municipal e do Museu do Forró Luiz Gonzaga.
A área do Museu foi triplicada (742 m2), divididos em cinco ambientes,
devidamente adaptados, reformados e contemplados com novo mobiliário
museográfico, iluminação adequada, equipamentos de apoio, dentre
outros, o que consistiu num investimento de R$ 50.000,00, recursos
esses oriundos do Governo Municipal, com mão-de-obra local e contando
com apoio técnico da FUNDARPE.
Distribuição
dos Ambientes
SALA
CERAMISTA DO ALTO
DO MOURA
Concentra o melhor da produção do local, desde a cerâmica utilitária
tradicional, os contemporâneos do Mestre Vitalino
e a diversidade
e criativa produção das novas gerações. Contempla a exposição uma
série de painéis didáticos
ilustrativos sobre o processo criativo da cerâmica.
SALA
MESTRE VITALINO E FAMÍLIA
Compõe esta sala, 67 peças originais do ceramista Mestre Vitalino
(Vitalino Pereira dos Santos), considerado a maior expressão da
arte popular brasileira, além de farto material iconográfico e didático,
bem como a coleção de peças produzidas pelos descendentes.
COLEÇÃO ABERLARDO RODRIGUES
Neste ambiente, está exposta grande parte das peças do acervo
da FUNDARPE, com destaque para a coleção Abelardo Rodrigues, permitindo
uma abordagem das técnicas e estilos de outros pólos cerâmicos brasileiros.
SALA
DE EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIAS E OFICINA DE ATIVIDADES EDUCATIVAS
Como forma de estímulo e divulgação do trabalho dos ceramistas do
alto do Moura, é um espaço destinado a exposições temporárias e
temáticas, como as realizadas ultimamente: "Natal do Artesão", "Via
Sacra dos Artesãos do Alto do Moura" e "São João de Caruaru - a
Capital do Forró". O espaço também comporta outros tipos de exposições
como mostras fotográficas, de pinturas, didáticas, de esculturas
e diversas outras técnicas e motivos. Outro trabalho realizado no
referido espaço é destinado às redes de ensino: após visita monitorada
ao museu, os alunos dispõem de uma oficina para modelagem do barro,
interpretando peças do acervo.
PINACOTECA
PINTORA LUÍSA CAVALCANTI MACIEL
Homenageando a grande artista caruaruense, referência no cenário
das artes plásticas nacionais, é composta de trabalhos de artistas
plásticos da cidade, com temas relativos à cerâmica do alto do Moura
e ao Mestre Vitalino. Fica instalada no hall de recepção do Museu.
Neste mesmo ambiente, um grande painel escultórico em cimento, do
artista J. Caxiado, homenageia também Vitalino, sendo uma das principais
atrações do Museu.
Outras
Ações
Para assegurar que os fatos ocorridos no passado (demolições, desativações
e dilapidações do acervo), não voltem a ocorrer, foi instituído,
no ato da inauguração da nova sede a Sociedade dos Amigos do Museu
do Barro, constituída por membros representativos dos mais diversos
segmentos sociais, a exemplo, o Escritor Ariano Suassuna e o Presidente
da Fundação Joaquim Nabuco, Dr. Fernando de Mello Freyre, dentre
outros, que estão incumbidos da tarefa de ajudar a perpetuar esta
obra para futuras gerações.
Em
fase de desenvolvimento, o projeto de divulgação permanente do museu
consta da elaboração de catálogo, folder, poster e postais, em policromia
e material de primeira qualidade, com a finalidade de incrementar
ainda mais a visitação ao espaço, cujo número já é bastante satisfatório,
a exemplo, o quantitativo do mês de junho, quando cerca de 14.000
pessoas registraram presença no local.
Projeto Museológico: Walmiré Dimeron Porto
Projeto
Museugráfico: Arquit. Glauciano Marcos
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