Museu da Abolição - Centro de Referência da Cultura Afro-Brasileira
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Histórico

Assim como a história da cultura Afro-Brasileira, que tem na resistência um dos seus maiores expoentes, o Museu da Abolição - Centro de Referência da Cultura Afro-Brasileira vinculado à 5ª Superintendência Regional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, vem resistindo aos obstáculos, através dos anos. Da sua criação em 1957, por Decreto Lei Federal nº 3.357, à sua inauguração em 13 de Maio de 1983,
passaram-se 26 anos. Instalado no Sobrado Grande da Madalena, sede do engenho Madalena e depois residência do Conselheiro João Alfredo, presidente do Conselho, que em 1888 extinguiu o sistema escravocrata no País.

Fechado em março de 1990, o Museu da Abolição - Centro de Referência da Cultura Afro-Brasileira, foi reaberto para visitação pública em 17 de Setembro de 1996, no dia do Patrimônio Cultural, instituído pela comunidade do Mercosul como o "Dia das Portas Abertas". A reabertura foi o início de um processo de restruturação que se pretende cumprir em várias etapas, em parceria com os diversos segmentos e entidades do movimento afro-brasileiro.

O Museu que estamos restruturando, enquadra-se dentro de uma nova concepção museológica, onde se acredita que a cultura material, expressa nos objetos expostos, é válida como portadora e transmissora da memória de uma sociedade. São estes objetos, que devem permitir ao visitante, uma compreensão ampla das relações de poder da sociedade que os criou, ou seja, uma releitura do momento histórico, político-social e econômico, possibilitando formar uma consciência crítica do passado e relacioná-la com o presente.

Atualmente, o Museu dispõe de uma sala de exposição
permanente
denominada "Memorial", estão expostas 39 peças do cotidiano dos senhores e dos escravos, que vai do Sincretismo religioso aos objetos utilizados no trafico dos negros e outros objetos, que fazem parte do acervo, propiciando ao espectador um encontro com os símbolos do processo de formação da cultura brasileira. Mais do que contar a história, a sala do "Memorial" é um espaço de emoção/reflexão, que provoca associações e evoca situações do passado e do presente. Indagações e questionamentos a respeito da Escravidão, Abolição, Racismo, Violência, Diversidades Culturais, Identidade Brasileira e Cidadania, são apresentados.

A sala de exposições temporárias destina-se à divulgação de "Expressões Contemporâneas Afro-Brasileiras", propostas pela comunidade, permitindo uma maior participação da mesma nas ações do Museu.

O Mini-Auditório, com capacidade para 50 pessoas, propicia a realização de seminários, cursos, palestras e debates, lançamentos de livros e outros eventos propostos pelo Museu ou em parceria com a comunidade.

No centro de documentação e pesquisa, os historiadores, estudantes e pesquisadores dispõem de uma biblioteca informatizada e especializada na temática afro-brasileira e museologia, com cerca de 800 exemplares, 194 periódicos e uma hemeroteca com aproximadamente 6.500 recortes de jornais e revistas, além de um arquivo documental, com 34 documentos de época.

A área externa possui um anfiteatro, jardins que viabilizam o desenvolvimento de atividades educativas e culturais, tais como: oficinas, cursos, apresentações de grupos de dança, música, teatro entre outras expressões da cultura Afro-Brasileira.

Atualmente, o Museu da Abolição - Centro de Referência da Cultura Afro-Brasileira, vem desenvolvendo uma série de atividades que fazem parte de um projeto de revitalização, proposto em parceria com a comunidade afro-pernambucana. A característica que está imbuída no seu nome faz do Museu um espaço potencial de questionamento, troca de idéias, afirmação da cidadania do brasileiro que é expoente da mistura de raças, fator principal da sua formação.

5ª Superintendência Regional do IPHAN
Dr. Roberto Hollanda
Superintendente Regional

Endereço: Rua Benfica, 1.150 - Madalena
Cep. 50.720 - 001
Recife-PE
Fone: 81 2283011

Visitação: De segunda a sexta-feira
Horário: 9h às 12h - 14h às 17h.

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