IGREJA DE NOSSA SENHORA DE NAZARÉ E RUÍNAS DO CONVENTO CARMELITA

A Igreja de Nazaré está localizada na vila de Nazaré no alto do Cabo de Santo Agostinho, litoral sul do Estado.

O local, de rara beleza, encontra-se no interior do Parque Metropolitano Armando de Holanda Cavalcanti, e do Sítio Histórico Cabo de Santo Agostinho, tombado pelo Decreto Estadual nº 16.623 de 29 de abril de 1993. A Igreja de Nossa Senhora de Nazaré e as ruínas do Convento Carmelita são também tombadas em nível federal desde 1961.

Não se tem conhecimento da data exata da construção da Igreja. Sabe-se, porém, que ela já existia no final do século XVI, quando servia de referência a navegadores. Um roteiro de navegação escrito em 1597, ao se referir ao Cabo de Santo Agostinho, dizia: "na ponta do Cabo, está uma ermida que parece uma vela branca".

Em 1632, a Igreja foi envolvida por fortificação construída em terra e madeira, que foi atacada e ocupada pelos holandeses. Passou por ampliações em 1679 e 1872, assumindo as feições atuais.

A Igreja possui frontispício com frontão triangular com óculo no centro.Porta central com portada em pedra e ladeada por duas janelas ao nível do coro.

Não possui torres, porém a galeria lateral avança além da fachada, onde, no 1º pavimento se localizam os sinos.

O partido de planta é retangular, composto por nave, coro, capela mor, galeria lateral em dois pavimentos e aberta em arcos para o claustro do antigo convento, ampla sacristia e lavabo localizados por trás da capela mor, e cujo espaço correspondente se repete no 1º pavimento. O acesso à sacristia e ao pavimento superior, é feito pela galeria lateral. Acredita-se que a capela mor da igreja atual, com sua peculiar torre piramidal, seja o corpo da ermida primitiva.

A Igreja de Nazaré tem, tanto interna como externamente, tratamento simples e despojado. Possui vários elementos em pedra, como cunhais, cercaduras das portas e janelas, arco cruzeiro, portada da porta principal, com destaque para o excepcional lavabo da sacristia.

Do Convento Carmelita cuja construção foi iniciada em 1692 e terminada em 1731 restam apenas as ruínas, consolidadas através de notável trabalho desenvolvido pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

A consolidação das ruínas, com a marcação dos antigos espaços, estabilização de arcos e outros elementos construtivos possibilitam ao visitante a fácil leitura da planta do antigo Convento.

Trata-se por certo de um conjunto de singular beleza, implantado em um sítio de paisagem deslumbrante, vegetação notável e impregnado de nossa história.