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A ESTRADA DE FERRO RECIFE/GRAVATÁ
Pequeno Histórico
A construção da Estrada de Ferro Central do Recife,
da qual faz parte o trecho Recife/Gravatá, teve início em 1881.
Em 1885, foi inaugurado o primeiro trecho dessa estrada, ligando
o Recife à Bonança. Em 1886, a ferrovia já atingia a cidade de Pombos.
No ano seguinte, estava em Russinha, no município de Vitória de Santo Antão.
Porém, só no ano de 1894, a estrada de ferro chegaria à cidade de Gravatá.
Essa demora, foi decorrente da grande dificuldade de acesso a Gravatá,
cujo percurso passava por terrenos montanhosos.
Coube ao geólogo John C. Branner, o estudo da natureza geológica para a
definição do "grade", ao longo do qual estariam vários túneis, pontilhões
e viadutos.
O traçado desse percurso coube ao engenheiro Eugênio de Melo, que projetou
não apenas os túneis, como também os pontilhões e viadutos, que cobrem
o trecho da estrada até Gravatá.
Os viadutos e pontilhões foram construídos em perfis metálicos, de ferro,
cujos elementos eram fixados entre si, através de cravos, rebites e
parafusos. Destacava-se pela sua engenhosidade, o viaduto da Grota Funda,
com 180 m de extensão e a 48m de altura. Dos pontilhões dessa época,
restam apenas os que se encontram nas proximidades das estações ferroviárias
de Vitória e Gravatá.
O projeto inicial previa, e se chegou a construir, vinte e um túneis,
porém, sete deles vieram a se transformar em céu aberto, por comodidade
técnica. O primeiro túnel foi aberto em 1887, conforme registro ainda
existente na boca desse túnel.
A construção dos túneis, pontilhões e viadutos retardou o cronograma
das obras, havendo, inclusive, pequenas alterações no trajeto original,
para minimizar custos e perfurações, o que todavia não impediu que o
décimo primeiro túnel tivesse 259m de extensão. Finalmente, em 04 de
janeiro de 1894, foi inaugurada a estação de Gravatá.
Nos anos de 1945 a 1947, os pontilhões e viadutos metálicos foram
substituídos, por outros, em concreto armado. Ainda assim, esse
trecho da ferrovia mantém a beleza do seu traçado e a ousadia das
obras de engenharia ao longo do seu percurso.
Em 1986, o trecho da estrada de ferro Recife/Gravatá foi tombado,
através do Decreto Estadual nº11.238, por se constituir um marco da
engenharia no Estado, pela singular paisagem que se descortina em
toda a sua extensão, partindo dos varais e bananeiras plantados nos
fundos dos quintais da periferia do Recife, à amplidão dos vales que
ladeiam a estrada e a serra, ao se aproximar de Gravatá, e ainda, pela
importância que teve a ferrovia no desenvolvimento econômico de Pernambuco,
até meados deste século.

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