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ENGENHO AMPARO
Endereço:
Ilha e Município de Itamaracá
Proprietário: Jorge Xavier de Morais Filho
É bem conhecida
a referência sobre elegância e savoir-vivre que os viajantes
europeus faziam, ao visitarem sólidos engenhos pernambucanos, especialmente
no século XIX. Também Henry Koster não conteve a surpresa de encontrar
no Engenho Amparo, e por toda a Vila de Nossa Senhora da Conceição
de Itamaracá, ambientes agradáveis e finos, "conversações equilibradas
e joviais (...) e a superioridade das pessoas", que haveriam de
deslumbrar até mesmo seus amigos na
Inglaterra. Na época, a ilha possuía a Matriz, com mais de 16 igrejas
filiais, cerca de 10 engenhos de açúcar e uma população estimada
em 4.500 habitantes.
Hoje, o Engenho
Amparo conserva a capela, a moita e a senzala, tendo sido a casa
grande demolida ou fortemente reformada. A capela, de fins do século
XVIII, é obra característica dos engenhos litorâneos do nordeste,
no período, conservando-se íntegra com sua galeria, coro e torre
sineira. A moita, ou fábrica de açúcar, tem grande interesse histórico
e arquitetônico, por ser um exemplar de bangüê de princípio do século
XVIII (cerca de 1747).

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