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Cultura popular e artesanato

Cepe lança livro sobre os 20 anos da Fenearte

A publicação apresenta a história da maior feira de artesanato da América Latina. O lançamento da obra será no próximo dia 12 de dezembro, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda

A Feira Nacional de Negócios do Artesanato, que se consolidou como um dos mais importantes eventos catalisadores da cultura popular no país, ganha livro que testemunha os seus vinte anos de trajetória. O título “Fenearte: Duas décadas da maior feira de artesanato da América Latina” foi produzido pela Cepe e marca a homenagem da editora ao evento. Foi escrito pela jornalista Sílvia Bessa e faz uma reconstituição histórica desde a primeira edição da feira, em 2000, a partir de pesquisas documentais, relatos orais e memorialistas obtidos através de mais de 50 entrevistas. O lançamento acontece no dia 12 de dezembro (domingo), às 17h, no mezanino do Centro de Convenções de Pernambuco, quando também será aberta a exposição “O caminho do artesanato de Pernambuco”, que reúne fotos do livro assinadas por Fred Jordão. A mostra conta com o apoio cultural da Cepe.

O livro e a mostra serão apresentados ao público no ambiente da Fenearte, que em função da pandemia não foi realizada em 2019, mas ganha sua 21ª edição entre os dias 10 a 19 de dezembro. Presta homenagem ao Movimento Armorial, idealizado pelo escritor e dramaturgo Ariano Suassuna há 51 anos.

Com 186 páginas e cerca de 200 fotos, o livro conta com textos de apresentação assinados pelo governador Paulo Câmara, a primeira-dama, Ana Luíza Câmara, e a historiadora Adélia Borges. Traz depoimentos de artistas e artesãos pernambucanos que fazem parte da história da Fenearte ao longo de duas décadas. Analisa a relevância do artesanato para o presente e para o futuro, e mostra o quanto a feira inovou ao aliar o trabalho dos artesãos com arte, design e arquitetura. Outro aspecto importante refere-se ao incremento do turismo e à integração entre regiões do Brasil e outros países do mundo, o que ajudou a difundir os artistas e a diversidade da tipografia do Estado, do Cais ao Sertão.

Na apresentação, a historiadora Adélia Borges explica que o aspecto mais relevante da feira situa-se na esfera da circulação e distribuição dos produtos. “Em 2019, a maior feira de artesanato existente no país, atraiu mais de 300 mil visitantes e cinco mil expositores, vindos de todo o território nacional e também de outros países”, enfatiza.

A historiadora destaca o fato de a feira ter se tornado “um lugar de relevância não apenas comercial, mas também cultural, em que comerciantes, colecionadores, curadores e jornalistas interessados em artesanato desenvolvem redes de contato e refletem sobre a atividade. Tornou-se um encontro anual obrigatório para esse público”, pontua.

Em 2019, a curadoria criteriosa da Fenearte a fez conquistar o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, concedido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para iniciativas de excelência no campo do patrimônio cultural imaterial. De acordo com o Iphan, a feira tem por objetivo “valorizar e difundir valores tradicionais, estimular o potencial de crescimento dos artesãos pernambucanos, gerar emprego e renda e colaborar para a estruturação da cadeia produtiva do artesanato do País”.

A análise feita sobre a importância da Fenearte vai além do aspecto econômico. As narrativas apontam para a relevância do artesanato na promoção da inclusão social, diversidade cultural e desenvolvimento humano.

Consta no livro o registro de um tempo em que o artesanato quase esteve em vias de ser extinto por causa da indústria. Atualmente, objetos feitos à mão são valorizados no mundo inteiro. Quem ajudou a perceber a importância do artesanato e do artesão foram profissionais como a arquiteta Janete Costa, que dá nome a um dos espaços da feira onde o artesanato divide lugar com a arte contemporânea. “Ela colocava as cabeças [estilo ex-votos] em tudo, e tinha ainda as lojas de decoração que compravam”, lembra Mestre Nicola, artista desde os 12 anos, um dos mais bem-sucedidos artesãos de Pernambuco, que já esteve em Genebra, em feira da Organização das Nações Unidas (ONU).

Realizada pelo Governo do Estado, a Fenearte segue as diretrizes da primeira-dama de Pernambuco, Ana Luiza Câmara e conta com a coordenação de Márcia Souto, diretora-geral de Promoção da Economia Criativa, vinculada à Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe).

O livro “Fenearte: Duas décadas da maior feira de artesanato da América Latina” não será comercializado. A distribuição ficará ao encargo da Adepe.

Estande
Além do lançamento do livro sobre a história da Fenearte, a Cepe estará com estande no pavilhão de exposição do Centro de Convenções. A editora leva para a feira exemplares da revista Continente e mais de 300 títulos do seu catálogo, entre os quais livros de arte, gastronomia, fotografia, arquitetura e meio ambiente, HQs, crônicas e história de Pernambuco.

Serviço
Lançamento do livro Fenearte: Duas décadas da maior feira de artesanato da América Latina
Quando: 12 de dezembro de 2021 (domingo), às 17h
Local: Fenearte/Exposição de Fred Jordão, Mezanino do Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda

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