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Cultura popular e artesanato

Tradições culturais seguem animando o festival

Paulo Sérgio Sales

Cordel, Afoxé, Frevo e Samba. Esses foram os ritmos que embalaram o público no Palco da Cultura Popular, na quarta-feira (23/07), no Centro da cidade. Em meio a correria do trabalho, o público arrumou um tempinho para apreciar as atrações do polo. Foi o caso do operador de máquinas, Vanderlei Batista, que antes de começar o expediente aproveitou para curtir algumas apresentações do palco. “Foi a diversidade das atrações que me fez ficar aqui hoje”, disse o operador, ressaltando que o polo resgata um pedaço importante da cultura nordestina.

Altair Leal, que na ocasião se apresentou com Victor Aragão, em um performance poética musical, disse que faz questão de representar a literatura de cordel no Festival de Inverno de Garanhuns. “O festival tem um público que gosta e tem a mente aberta para as produções artísticas”, considerou o poeta, que tem 30 anos de carreira. Além de se apresentar no Palco da Cultura Popular, Altair ministra uma oficina que ensina os jovens a escrever e declamar a literatura de cordel.

Paulo Sérgio Sales

“É importante investir em espaços para declamar o cordel, pois além de saber escrever bem, temos que ter um lugar para compartilhar com as pessoas”, ressaltou Altair, explicando também que a difusão da internet no Brasil ajudou a aproximar o povo do cordel, que, de acordo com ele, sempre foi considerado o patinho feio da literatura. A união nos palcos entre Altair e Victor recebeu o nome de Dois Cordéis, show que misturou música e poesia.

Após o cordel, o público pulou e dançou com o Frevo do Menino da Tarde, troça carnavalesca que veio diretamente das ladeiras de Olinda, no Grande Recife. A passista Khauany Ribeiro, de 16 anos, que se apresentou pela primeira vez no festival, não escondeu a satisfação: “Sou passista desde os sete anos e estou acostumada a andar pelo estado, mas o público do Festival de Inverno tem uma energia diferente”, enfatizou a jovem, que é natural de Olinda. A TCM Menino da Tarde foi fundada em 1974 e hoje é composta por mais de 100 integrantes.

Animada com a programação no polo central, a dona de casa Janaina Silva, de 32 anos, fez questão de trazer as duas filhas: Ana Beatriz, de quatro anos, e Letícia, de dez anos, para aproveitar as atrações do dia. “Eu sempre acompanho as atrações do festival, geralmente no palco principal. Hoje, trouxe as meninas para que elas conheçam um pouco da cultura de Pernambuco”, garantiu Janaina, que não tirava os olhos do palco.

Sai o Frevo e entra o Samba, com Luísa Pérolas do Samba o público foi ao delírio. A novata no Festival de Inverno de Garanhuns, mas na estrada do sucesso desde os anos 90, é a única sambista pernambucana no festiva. “Eu quero fazer do Samba uma cultura popular dentro de Pernambuco”, pontuou a intérprete, ressaltando que cantar no palco do festival é um marco na carreira de qualquer artista. “Eu fico muito feliz quando estou na minha terra”, finalizou Luísa, lembrando que, apesar de morar no Recife, tem raízes em Garanhuns, pois sua família é do Agreste.

Paulo Sérgio Sales

A noite terminou com a percussão do Afoxé Elegbará. O grupo uniu as letras conhecidas do público com os ritmos africanos. Carlos Sereia lidera o grupo, que hoje tem 50 integrantes, e explica que divulgar o Afoxé significa ampliar o conhecimento sobre a cultura e a religião de matriz africana. Além desses, também passaram pelo palco, Reisado Mestre João Tibúrcio, Calus Frevança, Mazurca de Agrestina, Rivani Nazário e Sandoval Ferreira. Os shows foram apresentados por Lima Neto. Até o próximo sábado (26/07),sempre a partir das 10h, mais de 30 grupos vão de apresentar no polo de cultura popular.

Paulo Sérgio Sales

 

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