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Espetáculo “Mi Madre” estreia no Teatro Arraial

Espetáculo de dança e teatro escrito, dirigido e encenado por Jhanaina Gomes tem sessão nesta quarta-feira (22), às 20h. Os ingressos custam R$ 20 (meia) e R$ 40 (inteira).

Divulgação

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Jhanaina Gomes se inspirou nas suas memórias de família.

Roteirizado, dirigido e encenado pela artista Jhanaina Gomes, o espetáculo “Mi Madre” mergulha na sua ancestralidade para falar do comportamento feminino através da dança e do teatro. A sessão de estreia é nesta quarta-feira (22), às 20h, no Teatro Arraial Ariano Suassuna, com ingressos a R$ 20 (meia) e R$ 40 (inteira).  Os ingressos antecipados estão à venda no Sympla e, no dia da apresentação, a partir das 18h, também estarão disponível na bilheteria do local.

Inspirada por imagens e histórias contadas durante seu período de infância, a autora remonta memórias de suas antepassadas alinhando pontos de convergência entre sua própria história e a de suas matriarcas, tecendo uma correlação de tensão entre a presença masculina e o feminino ferido no percurso da vida dessas mulheres.

Identifiquei não só em mim, mas também em outras mulheres, uma dificuldade de com as mães, com suas relações de dor e como isso se reflete nos nossos relacionamentos. É importante a gente identificar o que se repete no nosso círculo de mulheres, porque há muitas mulheres que estão em um relacionamento abusivo e não se dão conta. Ela continuam ao lado do homem e não têm sororidade para ficar do lado da mulher. Para mim, particularmente, a importância disso tudo é que eu comece a perdoar a minha linhagem para que eu comece a me perdoar até que essa questão esteja curada nas próximas gerações”, comenta Jhanaina, que acredita que, apesar de partir de uma narrativa pessoal, o espetáculo tem tom universal.

A artista detectou em sua linhagem a importância exacerbada que as suas mulheres deram ao casamento tendo a figura masculina como eixo central de suas vidas e dos seus sofrimentos e angustias.  Ao perceber-se repetindo experiências, ações e padrões de sua ancestralidade, a artista mergulhou em um estado profundo de vida, morte e renascimento, que batizou de corpo-semente.

Neste estado, a intérprete utiliza a figura mítica de Perséfone, que ora se encontra nas profundezas, ora na superfície florescendo como a primavera para dar suporte à criação cênica. Neste sentido, a Jhanaina precisou voltar-se para dentro, virar semente, desaprender os caminhos já coordenados inconsciente e conscientemente para identificar os “porquês” de várias questões, para só então poder voltar a “brotar”.

SERVIÇO
Estreia do espetáculo “Mi Madre”
Quando: nesta quarta-feira (22), às 20h
Onde: Teatro Arraial Ariano Suassuna (Rua da Aurora, 457, Boa Vista – Recife/PE)
Ingressos: R$ 20 (meia) e R$ 40 (inteira)

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