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Espaços culturais

Espetáculo “Os Superficiais” está de volta ao palco do Teatro Arraial

A montagem, que integra a programação da convocatória de ocupação do espaço, ocupará o equipamento cultural desta sexta-feira (21) até o próximo dia 5 de novembro

Rafael de Almeida/Divulgação

Rafael de Almeida/Divulgação

O espetáculo, que marca os 15 anos da Cia. Etc., circulou por vários pontos da Região Metropolitana do Recife no ano passado, graças ao incentivo do Funcultura

Depois de ter circulado por vários espaços da Região Metropolitana do Recife em 2015, o espetáculo “Os Superficiais” está de volta ao Teatro Arraial Ariano Suassuna, para cumprir uma temporada que começa nesta sexta-feira (21) e segue até o próximo dia 5 de novembro. Fruto de uma investigação dos tipos de relações estabelecidas no mundo pós-moderno, fortemente marcado pela velocidade e superficialidade nas interações sociais, a montagem de dança, que marca os 15 anos da Cia. Etc., retoma as memórias pessoais de seus bailarinos para propor uma obra, um jogo ou uma brincadeira que aposta na tão recorrente exposição pessoal, na cópia compartilhada como original, na velocidade e volume da informação, na superficialidade do conteúdo, na interrupção das ação e na dificuldade de manter um só foco de atenção.

Com direção de Marcelo Sena, o espetáculo inspira-se nas redes sociais virtuais – nossas mais atuais e já imanentes formas de comunicação e relações humanas, e mostra a lógica de um tempo linear que tem encontrado cada vez menos espaço nas experiências pessoais, influenciando, inclusive, na nossa maneira de construir e salvaguardar nossa memória. “Os Superficiais toma isso como mote para misturar, interromper, passar por cima, catar vestígios das memórias, juntar destroços e espalhar confetes em cima disso tudo que compõe nossas vidas, com ou sem smartphones, televisão, internet, produtos, artes e pessoas”, conta Sena.

A montagem contou com a colaboração dos artistas Elis Costa, José W Júnior, Marcelo Sena e Renata Vieira, que travaram longos e diversos laboratórios de dança, realizaram leituras relacionadas às novas teorias da neurociência sobre a memória e sobre o uso da consciência, além de compartilharem suas experiências corporais como profissionais da dança e também as mais pessoais, que passeiam nesse campo frágil que é a memória, tecendo uma rede de experiências em comum e outras tantas divergentes presentes na dramaturgia corporal da montagem.

A trilha sonora de Marcelo Sena partiu de referências musicais e elementos sonoros que servem como mais um estímulo à ativação das memórias físicas e afetivas. A cenografia, cujos elementos visuais foram pensados e construídos pela companhia, explicita a proposta do jogo, demarca território, ocupa o espaço (público ou não), embala de ludicidade os olhos e as lembranças, doces ou amargas, que sobre ele se desenham. Marcondes Lima entra de cabeça no risco de criar um figurino que possa dialogar com tudo isso, mas que também possa ser contraditório e até mesmo sem sentido em meio a tantas informações sobrepostas e conflitantes, criando outras peles a serem vestidas e despidas com a velocidade com que fazemos ou desfazemos amigos em nossas redes sociais. O espetáculo será encenado às sextas-feiras e aos sábados, às 20h.

Convocatória
A gestora do Arraial, Ana Cláudia Wanguestel, destaca a qualidade dos espetáculos que se inscreveram/participaram da convocatória de ocupação do equipamento neste segundo semestre de 2016 e reitera que, a cada edição, a intenção é aperfeiçoá-la para que ela atenda mais e melhor os artistas e produtores das artes cênicas do Estado. “Desde de 2012, o Teatro Arraial Ariano Suassuna vem desenvolvendo um projeto semestral de Ocupação de Pautas chamado “Convocatória de Ocupação de Pautas de Equipamento Cultural para Espetáculos de Circo, Dança e Teatro”, que tem feito toda a diferença para a difusão das produções pernambucanas. Nossa preocupação maior, além de acolher e exibir esses espetáculos, é fomentar a formação de plateias e permitir o acesso democrático e transparente para sua ocupação”, afirmou.

A temporada desse segundo semestre segue até o dia 18 de dezembro. Confira a grade dos espetáculos selecionados:

Divulgação

Divulgação

Os 3 Porquinhos

Sinopse: Os 3 Porquinhos, musical infantil mostra as aventuras de Prático, Cícero e Heitor, às voltas com um terrível e faminto Lobo Mau, mestre em disfarces. A estória acontece numa floresta onde fantasia e realidade confundem-se. Enquanto o porquinho Prático, o mais sensato, constrói sua casa com tijolos e cimento, seus irmãos, Cícero e Heitor, de tanta preguiça, levantam suas casas de palha e madeira. Bem divertida, a trama revela surpresas no final.
Temporada: de 9 de outubro a 6 de novembro, aos domingos, às 11h.
Onde: Teatro Arraial Ariano Suassuna (R. da Aurora, 457 – Boa Vista, Recife – PE).
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada).
Classificação Indicativa: Livre.

Amanda Pietra/Divulgação

Amanda Pietra/Divulgação

Pa(Ideia)

Sinopse: O vocábulo grego PAIDEIA significa, ao mesmo tempo, educar e civilizar. E no curso da História, PAIDEIA tornou-se o sinônimo da própria cultura grega. A alfabetização, primeiro passo para a educação e degrau imediato para a etapa civilizadora, é o cerne da obra de Paulo Freire. [...] Não é possível supor êxitos no campo econômico, e porque não dizer no campo ético de uma sociedade, sem o alicerce de um povo que se educa para civilizar-se. O espetáculo, que integra a Trilogia Vermelha, narra a trajetória do educador pernambucano Paulo Freire.
Temporada: de 11 a 26 de novembro, às sextas-feiras e aos sábados, às 20h.
Onde: Teatro Arraial Ariano Suassuna (R. da Aurora, 457 – Boa Vista, Recife – PE).
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada).
Classificação Indicativa: 14 anos.

Rogério Alves/Divulgação

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Tijolos de Esquecimento

Sinopse: Tijolos de Esquecimento é uma imersão no imaginário urbano, a partir da obra do escritor italiano Ítalo Calvino – Cidades Invisíveis – onde a cidade deixa de ser um conceito geográfico para se tornar o símbolo complexo e inesgotável da existência humana.
Temporada: de 2 a 17 de dezembro, às sextas-feiras e aos sábados, às 20h.
Onde: Teatro Arraial Ariano Suassuna (R. da Aurora, 457 – Boa Vista, Recife – PE).
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada).
Classificação Indicativa: 18 anos.

Divulgação

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As Peripécias da Trup da Alegria

Sinopse: O Palhaço Bituca, se diz o valentão e conta para a Trup uma história de terror, fazendo com que toda a turma fique apavorada. Seguindo com as suas trapalhadas, Bituca perde a amizade de toda a TRUP, Loli, Leca e Bú. As crianças participam e ajudam a TRUP. Tudo com muita alegria, músicas e palhaçadas. Você vai rir bastante com As Peripécias da Trup da Alegria.
Temporada: de 13 de novembro a 18 de dezembro, aos domingos, às 11h.
Onde: Teatro Arraial Ariano Suassuna (R. da Aurora, 457 – Boa Vista, Recife – PE).
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada).
Classificação Indicativa: Livre.

Serviço
Espetáculo Os Superficiais
Temporada:
 de 21 de outubro a 5 de novembro, às sextas-feiras e aos sábados, às 20h
Onde: Teatro Arraial Ariano Suassuna (R. da Aurora, 457 – Boa Vista, Recife – PE).
Quanto: Contribuição Espontânea.
Classificação Indicativa: 14 anos

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