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Muta lança seu primeiro CD solo na Torre Malakoff

Show de lançamento do álbum "Chego Perto" será gratuito, às 19h da próxima sexta-feira (23/10).

O cantor e compositor pernambucano Muta lança o seu primeiro CD solo, Chego Perto, neste mês de outubro. O disco passeia por diversas sonoridades, como dub, bossa nova, samba, bolero, brega, entre outras, mostrando a versatilidade do artista, que passou por bandas como Inferninho Samba Orquestra (2010), Ínsula (2008) e Chocalhos e Badalos (2002), além de, atualmente, fazer parte do grupo de samba e choro Fio da Meiota. Antes, o músico utilizava o nome artístico Juliano Muta, mas, para o seu voo solo, decidiu usar apenas o sobrenome de origem nipônica – Muta. Chego Perto apresenta 11 faixas, sendo dez composições autorais, duas em parcerias com Pedro Saldanha, e uma com Leo Vila Nova, além de uma música instrumental de Filipe Barros (BARRO).

Divulgação/Breno César

Divulgação/Breno César

“Chego Perto” foi produzido de forma independente, contando com diversas parcerias musicais

O disco ganha o palco no dia 23 de outubro (sexta-feira), a partir das 19h, com show na Torre Malakoff (Bairro do Recife) e acesso gratuito. A abertura da noite ficará por conta da banda Marsa, que também prepara seu disco de estreia. Na ocasião, o CD Chego Perto estará à venda para aqueles que não abrem mão do objeto físico, que teve projeto gráfico assinado pela artista visual Bárbara Melo e fotografia de Breno César.

Ao lado de Muta, que canta, toca violão e guitarra semiacústica, Chego Perto foi gravado por um grande time de músicos: Filipe Barros (guitarras, vozes e sintetizador), Rogério Samico (baixo, teclado, programações e sintetizador), Thiago Fournier (baixo acústico), Thiago Suaruagy (bateria), Lucas Araújo (bateria), Moab Nascimento (trombone), Alexandre Rodrigues – “Copinha” (clarinete e sax) e Diego Santana (teclado). As músicas também contam com participações especiais do cantor Carlos Ferrera, das cantoras Isadora Melo e Marina Silva, dos percussionistas Leo Vila Nova (em, praticamente, todas as faixas do disco) e Lucas dos Prazeres (Orquestra dos Prazeres) e do sanfoneiro Júlio Cesar. Todos estarão no show de estreia.

Produzido sem patrocínios públicos ou privados, Chego Perto contou com a generosidade de vários amigos e parceiros musicais de Muta. A produção musical do CD é do próprio cantor, ao lado de Filipe Barros (BARRO), músico da Bande Dessinée, e Rogério Samico, da banda Marsa. O disco foi gravado nos estúdios Carranca e SALAC1NCO, sob coordenação técnica de Rogério Samico. Mixagem e a masterização foram de Leo D (Mister Mouse), garantindo a qualidade sonora.

COMPOSIÇÕESO single Domingo, lançado na web no último dia 7/10, foi inspirada na crônica Tardes de domingo, do escritor e filósofo romeno Emil Cioran. Muta explica um pouco sobre a ideia da música: “Para os ocidentais, o domingo sempre teve uma carga muito pesada, um clima depressivo, mas eu acho domingo o dia mais feliz, porque as pessoas conseguem viver o que elas querem, nada as obriga, as pessoas podem vivenciar a vida com intensidade, sem a cobrança dos dias, por isso fiz essa música”.

Ouça o single Domingo, uma das faixas do álbum, já foi disponibilizada gratuitamente:
Todas as faixas já estão disponíveis em plataformas de streaming e também para compra no iTunes.

Chego Perto, música que dá título ao CD, é baseada em uma história do realismo fantástico, na qual uma casa se torna navio. Paraquedas mistura elementos do brega com dub e conta com a participação de Isadora Melo, jovem talento que desponta no cenário musical, amiga de Muta das noites de samba no bar Retalhos. Mulher é rei resulta da mistura entre xote e dub, com a participação da voz marcante do cantor Carlos Ferrera, que, assim como Muta, integra o grupo de compositores Bloco Musga, criado para encontros e trocas de experiências em composição. Vulnerável é o típico bolero ‘dor de cotovelo’. Tricotê é um foxtrot que conta a história de uma mulher malandra, que gosta de dar dribles nos homens. O bem humorado folk Latinha de Ervilha conta sobre o desespero de um homem que não encontra o seu remédio tarja preta no armário. Calada fala do clima misterioso da noite, em clima de surfmusic. A cantora Marina Silva coloca a sua voz em quatro faixas – Paraquedas, Vulnerável, Calada e Roendo o ócio, canção composta por Muta em parceria com Leo Vila Nova, que remonta aos tempos da banda Ínsula, da qual ambos participaram. Lucas dos Prazeres marca presença dividindo com Leo Vila Nova as percussões de Regalo, faixa instrumental do disco.

TRAJETÓRIA – Muta convive desde criança com o universo musical, acompanhando os pais em farras e serestas, onde a música era sempre o principal pretexto dos encontros. Aprender a tocar violão foi uma consequência inevitável, e o menino passou a levar o ofício a sério precocemente. Muta exercita o trabalho de compositor desde 1998, criando canções de estilos diversos, buriladas ao longo dos anos. No seu CD solo, ele reuniu composições dos últimos sete anos, a maioria inéditas, com exceção de Roendo o Ócio, parceria com Leo Vila Nova, que já tinha sido gravada no EP da banda Ínsula, em 2009, ganhando agora nova roupagem. Muta também integra, desde 2013, a banda Fio da Meiota, onde interpreta sambas clássicos e “lados B”, conquistando público fiel nas noites do bar Retalhos, na esquina da Rua do Lima com Rua da Aurora. Muta também compõe músicas para peças de teatro, tendo sido ganhador, junto com Leo Vila Nova, do Prêmio Apacepe de Melhor Trilha Sonora, pelo espetáculo adulto H(EU)stória – O Tempo em Transe, no festival Janeiro de Grandes Espetáculos 2014. Atualmente, o músico está desenvolvendo a trilha para a peça PA(Ideia) – A Pedagogia da Libertação, em parceria, mais uma, vez com Leo Vila Nova e, ainda, Tiago West e Glauco César II. Além da música, Juliano trabalha como jornalista.

SERVIÇO
Show de lançamento do CD Chego Perto, de Muta
com Muta, Marsa e DJ Incidental
23/10 (sexta), a partir das 19h
Torre Malakoff | Praça do Arsenal da Marinha, s/n – Bairro do Recife
Acesso gratuito
Preço do CD | R$ 10,00

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