Pular a navegação e ir direto para o conteúdo

O que você procura?
Newsletter

Espaços culturais

Novo filme de Andrucha Waddington, “Sob Pressão”, estreia no São Luiz

Divulgação

Divulgação

“Sob Pressão” foi rodado na Santa Casa de Misericórdia, em Cascadura, na Zona Norte do Rio de Janeiro

A complicada realidade dos hospitais públicos do país é o mote do novo longa-metragem de Andrucha Waddington, Sob Pressão, que estreia nesta semana no Cinema São Luiz. Estrelado por Júlio Andrade, Marjorie Estiano e Ícaro Silva, o filme acompanha um dia tenso de trabalho dessa equipe, com três casos que requerem cirurgias de risco: um traficante, um policial militar e uma criança de família rica, todos feridos durante um tiroteio numa favela próxima ao hospital. Enfrentando a urgência, as condições limitadas do hospital e a pressão de parentes e de outras pessoas ligadas aos pacientes, Evandro vai se ver diante de escolhas difíceis para fazer tudo o que é possível e tentar o impossível.

Na trama, Andrade vive Evandro, um cirurgião brilhante e totalmente focado no seu trabalho num hospital público do Rio de Janeiro. Sua equipe é formada por outros dois cirurgiões, o amigo Paulo (Silva) e a novata Carolina (Marjorie), que o admiram e apoiam, mas que, por vezes, têm visões conflitantes sobre o melhor caminho para realizar sua missão de salvar vidas. A instituição tem ainda outras duas peças-chave: Samuel (Stepan Nercessian), diretor-geral do hospital e mentor de Evandro, que se orgulha da dedicação e talento do pupilo, mas que acha que ele pode estar indo longe demais; e Ana Lúcia (Andréa Beltrão), diretora administrativa que se irrita com as decisões ousadas e pouco ortodoxas de Evandro, já que contrariam sua visão sobre o melhor modo de atender à população.

Divulgação

Divulgação

O filme “O Mestre e o Divino” faz sua pré-estreia neste domingo (20), às 17h, no Cinema São Luiz

Outro destaque do São Luiz é a avant-première do documentário O Mestre e o Divino. O longa mostra o desafio proposto entre um velho missionário alemão e um jovem cineasta xavante, feito por meio de imagens e documentado por um terceiro cineasta, branco, resultou num filme divertido e instigante: uma metalinguagem antropofágica, em que um digere o outro por meio da câmera. Às vezes ácida, às vezes bem humorada, a disputa se dá em torno das imagens da vida na aldeia e na missão salesiana de Sangradouro, no Mato Grosso. Cumplicidade, competição e ironia marcam o diálogo em torno dos registros históricos do missionário Adalbert Heide, que revelam os bastidores da catequização indígena no Brasil.

Os personagens são ao mesmo tempo próximos e antagônicos. O jovem cineasta Xavante Divino Tserewahú, que conviveu com Adalbert desde criança, começou a realizar seus filmes nas oficinas do projeto Vídeo nas Aldeias e a montá-los com a ajuda de Tiago Campos, diretor e também personagem do filme. Já Adalbert Heide é um excêntrico missionário alemão que chegou ao Brasil em 1954 sonhando conhecer “os índios” e, a partir de 1957, passou a trabalhar com os Xavante na missão de Sangradouro (MT), registrando sua cultura em Super 8. De vez em quando adornava-se com peruca e pinturas, como um Xavante, e registrava a própria presença na caça tradicional da etnia. Dizia-se cacique.

Embora unidos por laços de amizade e admiração mútua, os dois encontram-se ao mesmo tempo separados por insuperáveis abismos culturais. Colonização e raízes indígenas, conflitos e contradições pessoais são a matéria-prima desse filme, uma produção pernambucana dirigida pelo mineiro Tiago Campos – que revela o grande acervo de imagens produzidas por Heide. O Mestre e o Divino, falado em português, xavante e alemão, foi premiado como melhor filme, melhor montagem e melhor trilha sonora no Festival de Brasília de 2013. Participou também de vários outros festivais, no Brasil e no exterior.

Seguem em cartaz no equipamento cultural os filmes Cícero Dias, o compadre de Picasso (2016), Cegonhas – a história que não te contaram (2016) e Aquarius (2016).

Com som e projeção digitais, o São Luiz é o cinema de rua mais moderno de Pernambuco, um equipamento público sob a gerência da Secult-PE e da Fundarpe. Os ingressos custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Às terças, os valores caem para R$ 6 e R$ 3, respectivamente.

Confira a programação completa abaixo:
Semana: 17 a 23 de novembro

O MESTRE E O DIVINO (pré-estreia do documentário + debate)
(Brasil, 2013, 85min.)
Gênero: Documentário | Diretor: Tiago Campos Torres
Classificação Etária: Livre

Sinopse: Dois cineastas retratam a vida na aldeia e na missão de Sangradouro, Mato Grosso: Adalbert Heide, um excêntrico missionário alemão, que, logo após o contato com os índios, em 1957, começa a filmar com sua câmera Super-8, e Divino Tserewahú, jovem cineasta Xavante, que produz filmes para a televisão e festivais de cinema desde os anos 90. Entre cumplicidade, competição, ironia e emoção, eles dão vida a seus registros históricos, revelando bastidores bem peculiares da catequização indígena no Brasil.
Dia e horário: domingo (20), às 17h. | Ingresso promocional: R$ 5.

SOB PRESSÃO
(Brasil, 2016, 90min.)
Gênero: Drama | Diretor: Andrucha Waddington | Elenco: Julio Andrade, Ícaro Silva, Marjorie Estiano
Classificação Etária: 12 anos

Sinopse: Dr. Evandro (Júlio Andrade) e sua equipe, formada também pelos doutores Paulo (Ícaro Silva) e Carolina (Marjorie Estiano) enfrentam um tenso dia no hospital em que trabalham quando têm que realizar três cirurgias muito complicadas: um traficante, um policial militar e uma criança. O que complica o caso é que os três foram feridos no mesmo tiroteio em uma favela próxima ao hospital.
Dias e horários: quinta-feira (17), às 16h45 | sexta-feira (18), às 15h | sábado (19), às 17h | domingo (20), às 19h30 | terça-feira (22), às 16h.

CÍCERO DIAS, O COMPADRE DE PICASSO
(Brasil, 2016, 79min.)
Gênero: Documentário | Diretor: Vladimir Carvalho
Classificação Etária: 10 anos

Sinopse: O pintor pernambucano Cicero Dias criou uma arte inigualável para o mundo. Próximo de modernista e influenciado por artistas como Pablo Picasso, Fernand Léger e Joan Miró, ele marcou a história da arte brasileira.
Dias e horários: sexta-feira (18), às 16h45 | sábado (19) e domingo (20), às 15h20.

CEGONHAS – A HISTÓRIA QUE NÃO TE CONTARAM
(Storks, EUA, 2016, 87min.)
Gênero: Animação | Diretor: Nicholas Stoller e Doug Sweetland
Classificação Etária: Livre

Sinopse: Todo mundo já sabe de onde vêm os bebês: eles são trazidos pelas cegonhas. Mas agora você vai conhecer a mega estrutura por trás desta fábrica de bebês: na verdade, as cegonhas controlam um grande empreendimento que enfrenta muitas dificuldades para coordenar todas as entregas nos horários e locais certos.
Dias e horários: sábado (19) e domingo (20), às 13h30 | terça-feira (22), às 14h.

AQUARIUS
(Brasil, França, 2016, 141min.)
Gênero: Drama, Suspense | Direção: Kleber Mendonça Filho | Elenco: Sônia Braga, Maeve Jinkings, Irandhir Santos
Classificação Indicativa: 16 anos

Sinopse: Clara (Sonia Braga) tem 65 anos, é jornalista aposentada, viúva e mãe de três adultos. Ela mora em um apartamento localizado na Av. Boa Viagem, no Recife, onde criou seus filhos e viveu boa parte de sua vida. Interessada em construir um novo prédio no espaço, os responsáveis por uma construtora conseguiram adquirir quase todos os apartamentos do prédio, menos o dela. Por mais que tenha deixado bem claro que não pretende vendê-lo, Clara sofre todo tipo de assédio e ameaça para que mude de ideia.
Dias e horários:  quinta-feira (16), às 14h | quarta-feira (23), às 15h.

< voltar para home