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Festival de Inverno

Todos os sons do mundo no palco Pop do FIG

por Leonardo Vila Nova

O Palco Pop retomou a sua programação nesta última quinta (23) com o palco completamente pernambucano. No entanto, trouxe músicos que trabalham com sonoridades muito diversas entre si, e que provam que a música produzida em nosso estado dialoga com sons do mundo inteiro. Publius, Rua, Jam da Silva e Maciel Salú subiram ao palco para mostrar a pluralidade de estilos e sonoridades capazes de agregar possibilidades diversas, alimentando esse caleidoscópio musical que já nos é tão familiar e, ainda assim, original.

Rodrigo Ramos/Secult-PE

Rodrigo Ramos/Secult-PE

O cantor Publius abriu a noite de shows no Pop

Jam da Silva é um dos artistas contemporâneos que mais flerta com esse caminho criativo. Lançando em Garanhuns o seu segundo disco solo, Nord, o percussionista – acompanhado de uma banda com um feeling apurado – trouxe ao palco canções que flertam com as mais variadas atmosferas sonoras do mundo, resultado de suas andanças por todo o planeta. “Tem muito amor envolvido nesse disco. E eu fui atrás de pessoas de várias partes do mundo, gente com quem tenho afinidade, pra contribuir com esse trabalho, com essa busca por um som diferente do que eu já tinha feito no Dia Santo (1º álbum de Jam). Tem sido muito bom dar seguimento a esse ciclo de coisas boas que o Nord vem me trazendo“, conta Jam.

Rodrigo Ramos/Secult-PE

Rodrigo Ramos/Secult-PE

Jam da Silva em apresentação no palco Pop do FIG 2015

No show, o repertório do novo disco, como Gaiola da Saudade, Saudade, Preto Mulato Branco, Burn The Night,entre outras. Momentos interessantes chamaram a atenção do público, como em Dia Santo, música-título do seu primeiro disco, quando Jam assume a bateria num solo em que explora sua veia rítmica de forma mais agressiva.

Quem veio após Jam foi um velho parceiro seu, dos tempos da Orchestra Santa Massa (do DJ Dolores). O músico Maciel Salú traz uma característica muito interessante em sua música: ele estaria muito bem colocado caso tocasse no Palco de Cultura Popular, ou caso estivesse no Palco Dominguinhos, assim como estava, então, no Palco Pop. A versatilidade da sua música é composta por traços que, aparentemente, podem soar rústicos, pois trazem de forma bem marcante matizes de nossas tradições populares, mas que tem o poder de acionar chaves de possibilidades musicais múltiplas e infindas quando ele consegue integrar a toda essa rusticidade caminhos que apontam pra águas de outras correntezas. “Eu nunca rotulei minha música. Eu digo que minha música é mundo! O importante é o artista mostrar seu trabalho, da forma que mais lhe faça se sentir à vontade. Eu fico feliz por poder estar presente seja em festivais de rock ou de música popular, pois minha música não tem limitações. O cara pode estar no Japão, na África, no Brasil. A música vai se comunicar com ele da mesma forma, pois ela não tem fronteiras“.

Rodrigo Ramos/Secult-PE

Rodrigo Ramos/Secult-PE

Maciel Salu encerrou a noite no palco Pop

Uma rabeca integrada a pedais, guitarras envenenadas, bateria instigada, percussões certeiras. Tudo isso em uma banda azeitada, “de cima”, como se diz no linguajar artístico. A música de Maciel ganha força no palco. A sua voz característica, envolta por essa sonoridade tão forte que se configura em torno de suas músicas, faz do show tanto uma grande festa como uma possibilidade de contemplação. No repertório, ele já apresenta canções do seu vindouro novo disco, Baile de Rabeca, além de músicas que fazem parte de sua trajetória, já registradas em três outros discos. Casa Amarela, Damiana, A Pisada é Assim e Gaiola da Saudade (a parceria dele com Jam da Silva, desta vez, em sua versão) foram algumas das canções que deram o tom do seu “Baile Pop”.

Rodrigo Ramos/Secult-PE

Rodrigo Ramos/Secult-PE

Show da Rua no palco Pop

Abriram a noite, no Palco Pop, o cantor, compositor e instrumentista, Publius, em show que apresentou a Garanhuns o seu 1º disco, Solo, e a banda Rua, que, “do absurdo ao limbo”, imprimiu uma atmosfera mais densa e inquietante ao sempre tão agitado palco. Música pra se sentir, muito além de só ouvir.

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