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PATRIMÔNIO CULTURAL

Os desafios da defesa dos bens culturais no segundo dia da Semana do Patrimônio

Live e Webnário transmitidos nos canais da Secult-PE/Fundarpe apresentaram casos e as relações entre patrimônio imaterial, museus e o turismo

O segundo dia da 13ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco, promovida pela Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), contou com uma live e um webnário, ambos transmitidos pela internet. Os encontros virtuais reuniram especialistas do setor, estudiosos e representantes do poder público, oferecendo para os ouvintes estudos de casos e reflexões sobre as relações entre patrimônio imaterial, museus e turismo.

A primeira atividade do dia começou às 17h. Na live Conexão Patrimônio: Arquitetura, transmitida no perfil oficial da Secult-PE/Fundarpe no Instagram (@culturape), a arquiteta e urbanista Amélia Reynaldo discorreu sobre casos em que o urbanismo foi a porta de entrada para o acesso ao conhecimento histórico do lugar. Citou casos como o das revitalizações dos bairros do Bixiga e da Luz, em São Paulo, demonstrando o formato que deve ser aplicado a áreas como o bairro de São José, região central do Recife. Por dificuldades com o sinal de internet, a conversa mediada por Renata Echeverria, da Gerência de Patrimônio da Fundarpe, será realizada novamente no dia 24 de agosto, a partir das 15h, na mesma plataforma. Veja um trecho da conversa:

À noite, um longo e profícuo diálogo sobre experiências com patrimônios imateriais, museus e turismo ocupou o webnário “Janelas do Patrimônio – Patrimônio Imaterial, cultura popular e desenvolvimento local”. A conversa, que seguiu até as 21h, foi transmitida pelo Youtube, também no canal oficial da Secult-PE/Fundarpe, www.youtube.com/SecultPE.

O encontro contou com a participação de Eliz Galvão (coordenadora dos Cursos Culturais do Centro Comunitário Vivendo e Aprendendo), Vera Galvão (diretora do Museu da Cultura Popular Vera Galvão), Edilamar Lopes (pós-graduada em Turismo e presidenta do Maracatu de Baque Solto Cambinda Brasileira), Cícera Patrícia Alcântara Bezerra (historiadora do Iphan no Piauí) e Shari Carneiro de Almeida (museóloga na Superintendência do Iphan em Pernambuco). A mediação foi de Leonardo Leal Esteves, que é antropólogo.

Shari encerrou a apresentação com a reflexão que define o trabalho de preservação dos bens culturais. “O conceito de patrimônio é dinâmico, assim como a sociedade também é dinâmica. Está vivo, é orgânico”, defendeu. Segundo ela, para pensar no patrimônio como motor de desenvolvimento local, é preciso respeitar a natureza do bem preservado. “As próprias comunidades são detentoras do patrimônio, não podemos achar, seja o Iphan ou outras instituições, que somos os proprietários desses bens. Porque o próprio uso que essas comunidades fazem desses bens muitas vezes já são a salvaguarda que buscamos”, afirmou.

PARCEIROS
A Semana do Patrimônio também acontece em plataformas de parceiros da Secult-PE/Fundarpe. Nesta terça-feira (18), o Paço do Frevo realizou a Conversa Virtual: Projetos Culturais e a Agenda 2030. Participaram Vanessa Marinho (mestre em História e coordenadora de conteúdo do Paço do Frevo), Carlos Sandroni (etnomusicólogo, pesquisador e professor da Universidade Federal de Pernambuco) e Manuel Gama (pesquisador e coordenador do Observatório de Políticas de Comunicação e Cultura da Universidade do Minho em Portugal).

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